Faço minha as palavras do Ricardo!
Caio Dias
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From: "Ricardo Spala" <[EMAIL PROTECTED]>
To: <[email protected]>
Sent: Wednesday, October 03, 2007 5:43 PM
Subject: [S-C] Encerrando de vez, atenção todos da Tribuna!
Teresa Cristina
"Tenho ouvido muito o novo disco da Cristina Buarque, só com sambas de
terreiro, que ela gravou com o Grupo Terreiro Grande, de São Paulo. Esse
eu tenho ouvido muito."
Pedro Paulo Malta
"Cristina Buarque e Terreiro Grande ao vivo é um registro precioso.
Primeiro, pelo encontro feliz entre duas partes especiais: uma grande
intérprete/propagadora generosa de seu acervo e um povo de São Paulo que,
além de juntar vozes e instrumentos excelentes, realiza um puta trabalho
de pesquisa - mostrando que o baú é bem mais fundo do que se imagina!
Segundo, pelo repertório maravilhoso: 37 sambas de terreiro agrupados em
quatro faixas, apresentando de sucessos como Quantas lágrimas (Manacéa) e
Esta melodia (Bubu) a sambas "desencavados" como Lenços brancos (Picolino)
e Não sou do morro (Chico Santana). Ainda assim, nada neste CD - gravado
ao vivo no Teatro Fecap, em São Paulo - é mais especial do que a
sonoridade que se tem: roda de samba com violões, cavaquinho, cozinha e
coro (senhor vozerio!!!) à moda do obrigatório Portela passado de glória,
primeiro disco da Velha Guarda, de 1970. Até os andamentos - mais
cadenciados que os da própria VGP hoje - são prova de que o sam
ba bom está aí: vivinho da silva, sem a necessidade de se enquadrar em
melo-pagodes ou chatices mudernas pra emocionar a gente.
PS1: Nada contra a faixa 1, mas sugiro que se comece a ouvir pela 2. É de
arrepiar. Quando a turma ataca pra valer, dá pra ouvir a felicidade
sobrando na voz da Cristina."
Aquiles Rique Reis
"Cristina Buarque é uma das maiores personalidades do samba carioca. Sem
precisar de grandes esforços, ela tem no sangue o ritmo que marca a música
brasileira e dá a ela o título de a melhor do mundo, haja vista tanta
diversidade, tamanha criatividade.
Cristina Buarque é a mãe-do-ouro (ente fantástico que, reza a superstição
popular, guarda as minas de ouro) do samba, sempre disponível para gabar
os dotes do samba e dos sambistas que o criam. Mãe nem sempre afeita a dar
atenção desmesurada a seus rebentos, posto que sua vida para ela merece
igual valor e cuidado. Mas, quando percebe que algum de seus filhos carece
de zelo e mimo, lá está ela de prontidão, a alma na palma da mão, o
coração na ponta do prato raspado a faca.
Uma homenagem a Alvaiade, bamba portelense, estava sendo armada pelo grupo
paulistano Grêmio Recreativo Tradição e Pesquisa Morro das Pedras. E foi
assim, movida por esse instinto maternal, que Cristina se dispôs a pegar
um avião e rumar para São Paulo. Os meninos, todos amadores, tinham por
hábito cantar sambas de terreiro pouco conhecidos de grandes compositores
que a imensa maioria dos brasileiros desconhece.
Cristina voltou maravilhada. Afinal, ouviu sambas que nunca ouvira, feitos
por gente de quem imaginava conhecer toda a produção. Tratou então de
espalhar a novidade que presenciara em uma roda de samba movida a paixão e
cerveja. Conhecedora como poucos dos segredos desses encontros, fossem
eles na ilha de Paquetá e, agora, no Tatuapé, Cristina teve a certeza de
que o samba mandava novamente lhe chamar.
E lá foi ela para uma temporada de shows no Teatro Fecap, em São Paulo. E,
claro, levou com ela os meninos que descobrira serem capazes de rodar
sambas por mais de oito horas, sem repeti-los. Entretanto, o Grêmio
Recreativo mudara de nome, agora era Terreiro Grande. Quinze amadores em
busca do prazer de cantar e tocar sambas pouco conhecidos e nisso ter um
enorme prazer. O resultado deste encontro acaba de sair em um CD, Cristina
Buarque Terreiro Grande - Ao vivo (independente).
Dividido em quatro grandes blocos de sambas, movidos a emoção, o coro
come. Cristina se reveza nos vocais com Tuco e Lelo, e também com todo o
grupo. Das 37 músicas selecionadas, ao menos 16 são obras-primas.
O primeiro bloco, de sambas cadenciados, abre com "O Meu Nome Já Caiu no
Esquecimento", de Paulo da Portela, levado só no pandeiro que dá impulso à
voz de Cristina. Segue-se "Eu não Sou do Morro", de Francisco Santana,
quando entra o pandeiro que leva o samba até entregar a levada ao ritmo
inteiro. E o bloco se encerra com Manacéa e seu antológico "Quantas
Lágrimas", dos poucos sambas conhecidos do disco.
O segundo tem "O Mundo É Assim", samba de versos inspirados escritos por
Alvaiade: "O dia se renova todo dia/ E eu envelheço cada dia e cada mês/ O
mundo passa por mim todos os dias/ Enquanto eu passo pelo mundo uma vez".
E vem um dos maiores sambas de todos os tempos, cantado por Tuco, "Jura",
de Zé da Zilda. O terceiro começa com belos sambas lentos: "Inspiração"
(Candeia), numa emocionada interpretação de Cristina, "Banco de Réu"
(Alvaiade e Djalma Mafra), "Você Chorou" (Brancura), e fecha com
"Sentimento", belo samba de Mijinha, sucesso na voz de Paulinho da Viola.
O último bloco, composto por sambas um pouco mais acelerados, acaba com
três de autoria do "professor" Paulo da Portela - não à toa ele abre e
fecha o CD -, que são "Teste ao Samba", "Tu me Desprezas" e "Cantar Pra
Não Chorar".
No irrepreensível CD Cristina Buarque e Terreiro Grande - Ao vivo, os
sambas se entremeiam, enredam-se. Amadrinhados por Cristina Buarque,
reverenciados pelo Terreiro Grande, nele o centro é o sambista quase
sempre anônimo, sempre querido por seus pares, mas adorado apenas por quem
tem o privilégio de ter acesso a seu trabalho."
Gente,
Chega! Acabemos com a palhaçada! Esse Eugênio está é ganhando nome
deflagrando uma polêmica idiota.
Teresa Cristina, Pedro Paulo Malta, Aquiles, Celsinho, Mônica Salmaso,
Renato Braz entre muitos outros grandes nomes da música - isso pra não
mencionar os "suspeitos", sem dizer que é mais um trabalho, elogiaram
muito o CD Cristina Buarque e Terreiro Grande. Acho que esse pessoal
entende alguma coisa de música, não?
Fora isso, muitos músicos da atualidade ficaram encantados com esse
diferenciado disco. Tiago Prata e Gabriel (músicos cariocas que tocam com
uma penca de grandes sambistas) já deixaram depoimento nessa Tribuna.
Eugênio, tem gente que sabe disfarçar as coisas. Fala bem, na moral,
falando mal. Caso de gente podre, que não mostra a cara.
O tal de Leco criticou a qualidade de gravação, tá certo, não concordo.
Mas respeito muito esse tipo de crítica e observação. Isso sim é válido,
não o inferno que você tentou fazer.
Ei, só pra constar, o Didio é casado. Você cita toda hora o nome dele,
deve estar interessado. Aliás, lava essa boca verminosa pra falar de gente
limpa.
Por fim,
Peço aos muitos que discutiram até agora, por favor, chega. Estamos
tumultuando a tribuna e dando cartaz para um coitado, infeliz, frustrado.
Um ignóbil, que nada sabe de música, de povo, de respeito.
A rapaziada do Terreiro, sem exceção, não tinha pretensão de nada, não
pensaram em fazer um CD revolucionário etc. Fizeram um trabalho sem
disfarce de independente, foi independente mesmo. Trabalho de gente
humilde, que dedicou anos e anos de vida transmitindo gratuitamente todo
seu conhecimento ao povo da periferia.
E Cristina não é uma pesquisadora que canta, é uma cantora que pesquisa!
Voz que participou dos principais encontros do samba em todos os tempos,
não é aventureira. Estava lá, gravando o disco em homenagem ao Paulo da
Portela, num tempo em que não tinha internet, Fenac etc. Respeito, porra!
Chega!!!!
Pedro, André, Alvarenga, Zeca, todo mundo,
Ignoremos, vamos ajudar essa Tribuna com novas informações.
Que esse Eugênio já não tem mais máscara.
Mas não se esqueçam que o lixo está pelo lado mais forte, da hegemonia, da
vantagem, dos que exploram. O lixo não quer transformar. Lixo fala em
novo, é grupo, ele quer conservar. Quer manter o mundo entorpecido,
defendendo o lixo que manda pras massas. Covarde!
Peço desculpa aos tribuleiros, sinceras desculpas, mas o Che tem razão:
"A única coisa em que eu creio é que nós temos que ter a suficiente
capacidade de destruir todas as opiniões contrárias baseados apenas em
argumentos ou, se não, deixar que todas as opiniões se expressem. Opinião
que temos que destruir com pancada é opinião que tem vantagem sobre nós."
Pedroca, bora pro samba!
Zé Colméia, grandessíssimo filho da puta, bom chifre!
Rica
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