Essa mensagem do Lourival era para o coletivo e acabou sendo enviada apenas a 
mim. Segue!


Abraços. Sonia Palhares (BsB-DF)


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Date: Thu, 25 Oct 2007 01:26:06 -0300
From: [EMAIL PROTECTED]
To: [EMAIL PROTECTED]
Subject: Re: [S-C] Empresas estrangeiras registram samba e bossa nova como 
marcas (O Globo Online)

Pois é pessoal!

É por essas e outras aberrações do direito de propriedade, que não dá para 
respeitarmos quase nada que, nesse sentido, venha lá de fora. Esses espertos já 
fizeram isso com muito da nossa flora medicinal e agora querem se apropriar da 
nossa identidade cultural.

Abs!

Lourival

Em 24/10/07, Sonia Palhares Marinho <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:

Deu no Globo Online:



Negócios


Empresas estrangeiras registram samba e bossa nova como marcas


Plantão | Publicada em 24/10/2007 às 12h00m

Martha Beck - O Globo


BRASÍLIA - Dois dos mais importantes símbolos da música brasileira - o samba e 
a bossa nova - foram registrados como marcas em outros países. Embora a 
prefeitura do Rio tenha publicado recentemente decreto instituindo a bossa nova 
como Patrimônio Cultural Carioca e o Instituto do Patrimônio Histórico e 
Artístico Nacional (Iphan) tenha declarado o samba carioca como Patrimônio 
Cultural Imaterial do Brasil, um levantamento feito pelo escritório Montaury 
Pimenta mostra que empresas estrangeiras vêm se aproveitando da fama 
verde-amarela.


O trabalho mostra que companhias dos Estados Unidos e da Austrália ganharam o 
direito de explorar os nomes samba e bossa nova como marcas. Em julho de 2003, 
a Markanna Studios, da Califórnia, registrou a bossa nova como marca de discos 
e fitas. Já na Austrália, a DMG Radio Australia registrou a bossa nova, em 
dezembro de 2006, como marca para a prestação de serviços artísticos.

"
O artista brasileiro pode, por exemplo, argumentar que isso é um nome cultural 
e ganhar a briga. Mas vai enfrentar uma disputa judicial e terá custos elevados
"
--------------------------------------------------------------------------------
O levantamento da Montaury também mostra que existem outros pedidos de 
registros desses nomes como marcas. No Chile, uma empresa quer utilizar a marca 
samba. O mesmo acontece para companhias na Espanha e no Japão.


Segundo o advogado Luiz Edgard Montaury, o registro desses nomes pode 
prejudicar a entrada de produtos brasileiros nesses países. Ele lembrou que as 
empresas detentoras das marcas no exterior podem, por exemplo, impor 
dificuldades à entrada de um disco de algum artista brasileiro que traga no 
título as palavras samba ou bossa nova.


Ele destacou que, apesar de ser fácil conseguir convencer a Justiça de um país 
a dar autorização para o comércio de algum produto brasileiro que utilize essas 
palavras, pois são expressões da cultura nacional, sempre existe o risco de uma 
disputa judicial:


- O artista brasileiro pode, por exemplo, argumentar que isso é um nome 
cultural e ganhar a briga. Mas vai enfrentar uma disputa judicial e terá custos 
elevados - afirma.


Essa também é a avaliação do presidente do Instituto Nacional de Propriedade 
Industrial (INPI), Jorge Ávila:


- Acho esses registros um absurdo. Isso gera um risco muito grande para 
qualquer gravadora brasileira.


Ávila lembrou que outros nomes brasileiros já foram alvo de empresas 
estrangeiras. No Japão, por exemplo, o açaí foi registrado como marca. Por 
isso, o próprio INPI já elaborou uma lista com centenas de produtos da 
biodiversidade brasileira, como o próprio açaí e o cupuaçu, que foi enviada aos 
INPIs de diversos países para evitar o registro equivocado de nomes.


- Podemos acabar fazendo o mesmo com expressões culturais brasileiras que não 
queremos ver registradas em outros países - afirmou Ávila, ressaltando que o 
INPI também poderá ajudar as empresas brasileiras a pesquisar quais nomes 
nacionais estão registrados em outros países.


Montaury lembrou que o registro das marcas com nomes brasileiros ocorre por 
falta de conhecimento das autoridades de outros países. E ressaltou que o mesmo 
também pode ocorrer no Brasil:


- O INPI pode acabar registrando o nome de alguma marca de vodca famosa de 
algum país, por exemplo, por falta de conhecimento.


O presidente do INPI também ressaltou que o registro de estilos de música 
brasileira como marca pode prejudicar a exportação do que há "de mais valioso 
na tradição cultural brasileira".

No decreto publicado pela prefeitura do Rio justificando a instituição da bossa 
nova como Patrimônio Cultural Carioca, o prefeito César Maia afirma que o 
estilo "é um dos gêneros musicais brasileiros consagrados mundialmente e uma 
referência para várias gerações de artistas".


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