Pessoal,

Eu não acho que o Paulinho da Viola seja comercial. Acho que essas discussões 
de "comercialismo" sempre vão para o vazio, levando em conta apenas o fato de 
que o artista é contratado por uma grande gravadora ou aparece nas TVs ou 
rádios. Comercialismo tem a ver com postura. Vejamos. Uma Banda Calypso, um 
ídolo do "funk" ou mesmo ídolos que saem "estrategicamente" da indústria 
fonográfica, como o ultra-brega Chitãozinho & Xororó, estão em gravadoras 
pequenas e são comerciais até os neurônios. O Paulinho da Viola está numa 
gravadora grande mas tem liberdade artística, seu estilo é único, e ele até tem 
o direito de demorar anos para lançar um disco, porque ele não vive só de 
música, é bancário aposentado e carpinteiro por hobby.

O problema de Paulinho da Viola é o problema em todo artista de MPB, ingênuo 
diante de oportunistas bregas. Isso acontece com Beth Carvalho, com Chico 
Buarque, com Marisa Monte e Renato Teixeira, poucos artistas de MPB escapam 
dessa ingenuidade. De repente vai até um Diogo Nogueira, filho do João 
Nogueira, cantar com o vocalista do Grupo Revelação, um dos mais picaretas da 
atualidade por imitar descaradamente o Fundo de Quintal (samba autêntico), só 
que no contexto brega dos mexedores-de-pezinhos.

Bom, é isso. Abraços a todos.

Alexandre Figueiredo
 
       
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