Pois é. O Calypso tem a própria gravadora, faz a própria distribuição e é o maior fenômeno da indústria fonográfica brasileira, tendo 3 discos entre os 10 mais vendidos desse ano. E discos originais, vendidos a preços condizentes com a realidade econômica do país.

Só não entendi o que viria a ser essa tal ingenuidade.

E discordo do que disse em relação ao Revelação. Eles não imitam em nada o Fundo de Quintal, e hoje em dia são até melhores que o último. Fundo de Quintal é o exemplo típico de um grupo que se vendeu às exigências do mercado, perdeu sua identidade (e seus principais integrantes), há uns 10 anos não apresenta nenhum trabalho significativo, e parecem estar mais preocupados com as cifras geradas pelos produtos que levam a marca do grupo.

Quanto à discussão do Paulinho, parece que ele resolveu ganhar dinheiro, lançou um disco pra vender, entregou a produção dos shows na mão de quem entende, foi lançar o disco no programa de auditório mais popular da TV brasileira. E daí? Certo é ele, que não mudou em nada a forma com que trabalha, com que compõe e com que toca. A gente tem que acabar com essa mania de achar que sambista não pode fazer sucesso nem ganhar dinheiro.

A Teresa Cristina entrou pra uma major e não vi nenhuma diferença no seu trabalho depois disso, só anda enchendo mais a poupança, e não há nada demais nisso. O Zeca faz sucesso, a Beth faz sucesso, o Chico Buarque faz sucesso, todos são ou já foram de gravadoras grandes e isso não acarretou nenhum prejuíso às obras de cada um deles. Portanto, deixem o homem trabalhar, deixem o Paulinho vender, deixem o Faustão ser mal-educado... se não gostaram, desliguem a televisão e vão ler um livro!!!

Aquele abraço,
Gabriel Gomes

Alexandre Figueiredo Pereira escreveu:
Pessoal,

Eu não acho que o Paulinho da Viola seja comercial. Acho que essas discussões de "comercialismo" sempre 
vão para o vazio, levando em conta apenas o fato de que o artista é contratado por uma grande gravadora ou 
aparece nas TVs ou rádios. Comercialismo tem a ver com postura. Vejamos. Uma Banda Calypso, um ídolo do 
"funk" ou mesmo ídolos que saem "estrategicamente" da indústria fonográfica, como o 
ultra-brega Chitãozinho & Xororó, estão em gravadoras pequenas e são comerciais até os neurônios. O Paulinho 
da Viola está numa gravadora grande mas tem liberdade artística, seu estilo é único, e ele até tem o direito de 
demorar anos para lançar um disco, porque ele não vive só de música, é bancário aposentado e carpinteiro por 
hobby.

O problema de Paulinho da Viola é o problema em todo artista de MPB, ingênuo 
diante de oportunistas bregas. Isso acontece com Beth Carvalho, com Chico 
Buarque, com Marisa Monte e Renato Teixeira, poucos artistas de MPB escapam 
dessa ingenuidade. De repente vai até um Diogo Nogueira, filho do João 
Nogueira, cantar com o vocalista do Grupo Revelação, um dos mais picaretas da 
atualidade por imitar descaradamente o Fundo de Quintal (samba autêntico), só 
que no contexto brega dos mexedores-de-pezinhos.

Bom, é isso. Abraços a todos.

Alexandre Figueiredo
--------------------------------- Abra sua conta no Yahoo! Mail, o único sem limite de espaço para armazenamento! _______________________________________________
Para CANCELAR sua assinatura:
        http://www.samba-choro.com.br/tribuna/cancela
Para ASSINAR esta lista:
        http://www.samba-choro.com.br/tribuna/assina
Antes de escrever, leia  as regras de ETIQUETA:
        http://www.samba-choro.com.br/tribuna/netiqueta
_______________________________________________
Para CANCELAR sua assinatura:
       http://www.samba-choro.com.br/tribuna/cancela
Para ASSINAR esta lista:
       http://www.samba-choro.com.br/tribuna/assina
Antes de escrever, leia  as regras de ETIQUETA:
       http://www.samba-choro.com.br/tribuna/netiqueta

Responder a