Como a própria Mart'nália disse em 2005, em depoimento no documentário Samba no
pé
-que eu produzi-
"Fica essa coisa de separar... No Brasil fica difícil separar as coisas, as
pessoas tentam, mas a realidade é que fica difícil separar: o Stan Getz, James
Brown, Aretha... É música! Música é música. Você pode pegar o Jaques
Morelenbaum e põe lá no samba, entendeu? Como é que vou explicar, como é que
você separa música? O cara toca o jazz dele, mas pra mim o rock'n'roll é música
de preto também.. e aí? O Elvis Presley era um brancão que dançava que nem um
negão, né? Tinha um suingue de preto... E aí como o Brasil e, infelizmente,
muita parte do mundo tem mania de copiar os Estados Unidos, começaram... 'Ah,
não.. bossa nova é música de brancos... Stan Getz, João Gilberto, sei lá o
que...'
Não é! É música pra ouvir, tu gosta ou tu não gosta tu pega pra você o que
você quiser e o resto deixa pros outros".
Eu participo pouco dessa tribuna, mas leio bastante e acho que aqui tem gente
com essa mania de separar que a Mart'nália cita.
Eu adoraria ter estado no Rio para assistir esse show dela.
Eu acho a Mart'nália tudo de bom, seja fazendo as músicas dela, samba de
Noel, dueto com Caetano, com Dorina, com qualquer Velha Guarda, com Zelia ou
com Moska.
E acho que a produtora dela -que é muito competente- nada tem a ver com isso.
Mart'nália explicou bem nesse depoimento qual a posição dela e essa posição vem
de alguém de quem poderemos falar qualquer coisa menos que não tem samba na
veia.
Abraços para todos
Juan Trasmonte
http://nemvem-quenaotem.blogspot.com/
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