JL, Vamos lá...
JL: O problema é que se o cara é pobre ele tem mais dificuldade de acesso a produtos culturais, eleé uma presa mais fácil da mídia, isso não quer dizer que pobre tenha mais mal gosto que outros. EU: Bem, eu não creio que os artistas mais consumidos entre os "pobres" sejam produtos de mídia. Não creio que Taty Quebra Barraco ou o MC Créu sejam fenômenos de mídia. Surgiram de produções indepnendentes. Acho o som deles terrível, mas não quer dizer que seja ruim. Terrível também é o som do Calypso, outro fenômeno popular, cuja música também não me agrada de forma alguma. Joelma e Chimbinha nunca tiveram uma major, assim como Taty ou MC Créu não são bonitos, não obedecem aos padrões globais de beleza, só foram aparecer no Faustão e similares depois de estourarem antes com suas músicas. Acho que vocês não estão entendendo nada. essa conversa batida da mídia opressora é um argumento frágil, uma farsa completa e desmascarada pelos fatos. O povo está fazendo sua própria arte, de forma independente. Qualidade é outra questão. JL: A Suecia tem uma população educada e com grande poder aquisitivo, e se bem uma grande parte dela consome bagulho, também há uma fatía importante que pode consumir e consome produtos de qualidade. EU: Nada diferente do Brasil. Os artistas que você gosta também possuem bom público. Não são multidões, mas são bons públicos. JL:A oferta cultural de uma cidade como Estocolmo é comparável às das melhores metrópoles européias, artista alatinoamericano costuma encher auditório lá com facilidade, muito mais que o faria no Brasil. EU: Dizem que o Rio de Janeiro passa por uma crise de excesso de apresentações de samba e choro. São Paulo também tem muito samba e choro. Fora dos grandes centros, tanto na Suécia quanto no Brasil a oferta é escassa. JL: É verdade que o grande número de imigrantes também ajuda. O importante é que o sueco tem uma opção, se ele consome bagulho é porque quer. EU: Ué? Não entendi...aqui não? Não há oferta de CDs, espetáculos, DVDs de "boa música" aqui não? JL:Música clássica lá é subvencionada, concertos, ópera, etc, são baratos, qualquer um pode ir. EU: Aqui também. A maioria das orquestras são estatais. Aqui em BH tem 3 importantes espetáculos de música clássica gratuitas toda semana. Um projeto da UFMG e mais dois da FCS. Se alguém reclama que não escuta música clássica aqui é porque tem preguiça de ir a concertos. JL: A educação musical lá também é boa. Grandes autores locais, como Cornelis Vresswijk durante os anos 60-80, viajaram ao Brasil e popularizaram autores brasileiros no país. Vresswijk fez versões de autores como Chico Buarque pro público local, muito boas por sinal. Vocês podem ouvir a versão dele do samba de Quem te viu quem te ve aqui: http://www.goear.com/listen.php?v=e7f7671. A letra é muito diferente, nada a ver com o tema do Chico. EU: Vi o tal Cornelis e tive pena do Chico. Sou mais os argentinos sambistas. JLV Em 20/03/08, JL Vivas<[EMAIL PROTECTED]> escreveu: > O problema é que se o cara é pobre ele tem mais dificuldade de acesso a > produtos culturais, eleé uma presa mais fácil da mídia, isso não quer > dizer que pobre tenha mais mal gosto que outros. > > A Suecia tem uma população educada e com grande poder aquisitivo, e se > bem uma grande parte dela consome bagulho, também há uma fatía > importante que pode consumir e consome produtos de qualidade. A oferta > cultural de uma cidade como Estocolmo é comparável às das melhores > metrópoles européias, artista alatinoamericano costuma encher auditório > lá com facilidade, muito mais que o faria no Brasil. É verdade que o > grande número de imigrantes também ajuda. O importante é que o sueco > tem uma opção, se ele consome bagulho é porque quer. Música clássica lá > é subvencionada, concertos, ópera, etc, são baratos, qualquer um pode > ir. A educação musical lá também é boa. Grandes autores locais, como > Cornelis Vresswijk durante os anos 60-80, viajaram ao Brasil e > popularizaram autores brasileiros no país. Vresswijk fez versões de > autores como Chico Buarque pro público local, muito boas por sinal. > Vocês podem ouvir a versão dele do samba de Quem te viu quem te ve aqui: > http://www.goear.com/listen.php?v=e7f7671. A letra é muito diferente, > nada a ver com o tema do Chico. > > JLV > > > Caio Pontual wrote: > > >> Usar esse argumento do ABBA também é mais ridículo ainda, como se > >> esse grupo fosse representativo, dentro de toda musicografia Sueca. > >> Esse grupo foi montado na sombra dos Bee Gees da vida, feito pra > >> ganhar o mundo e conquistar um mercado aberto a esse tipo de produto. > >> Isso não quer dizer que toda musica sueca é nesse nível, e também não > >> quer dizer que todo povo letrado tenha bom gosto, mas que os > >> semi-analfabetos são muitíssimo mais fáceis de convencer a consumir > >> qq coisas que a mídia promova como um bom produto, isso se confirma > >> na prática. Basta dizer que está na moda ou então paguesse a qq ator > >> (ou atriz)global pra dizer que esse ou aquele produto tem qualidade, > >> que vende como água. > >> > >> Caio Pontual. > >> > > > _______________________________________________ > Para CANCELAR sua assinatura: > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/cancela > Para ASSINAR esta lista: > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/assina > Antes de escrever, leia as regras de ETIQUETA: > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/netiqueta > _______________________________________________ Para CANCELAR sua assinatura: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/cancela Para ASSINAR esta lista: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/assina Antes de escrever, leia as regras de ETIQUETA: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/netiqueta
