Vendo-se do ponto de vista da mídia no mais amplo sentido, realmente, não é 
muito. Das grandes gravadoras aos médios e pequenos selos - que deveriam 
investir mais na (desculpem a tomada de empréstimo do termo) biodiversidade 
musical. Mas compreende-se a cautela já que música é também um negócio que 
envolve perdas, empates e ganhos financeiros. 
Então, deste ponto de vista, concordo, não se vê um Brasil assim tão 
antropofágico. Mas, certamente tem muita gente fazendo coisas interessantes - e 
bem brasileiras - a partir da deglutição do que lhe é possível ouvir e triturar 
misturando a nossa já imensa língua musical.

Henrique Silva

 Discordo dessa visão de um Brasil supostamente cosmopolita, pelo menos
> hoje. O Brasil é um dos paises mais fechados que conheço em termos 
> culturais. Praticamente só o que vem dos Estados Unidos (ou passa por
> ali) chega ao Brasil. Isso não é antropofagia, isso é colonialismo.
>
> JLV
>
>
> >
> > Segundo o compositor Zeca Baleiro "a prática tropicalista está no DNA do
> > brasileiro, essa vocação pela mistura, improvisador por natureza, criativo
> > por excelencia e mestiço por condição. Para o nosso bem e para nosso mal"
> > pondera.
> >
>
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