Em Cuba você seria ignorado como qualquer babaca, Péricles provavelmente
seria um veterano da Revolução, e Nelson Ned, pra meu desgosto, é o
maior ídolo das "jineteras", as conhecidas prostitutas cubanas. Muito
toucado nas bocas, os discos dele se encontram em qualquer sebo, e
ninguém até agora levou porrada da policia por isso. Você passeia pelas
ruas da Havana e ouve por todo lado bagulho tipo NN, Gloria Stefan,
regatão, funk, etc... Shows desse tipo atraem mutidões. Certamente um
dos grandes fracassos da revolução.
Cuba não é o Brasil, onde tocar samba é tradicionalmente coisa de
policia. Em Cuba ninguém foi jamais autuado por tocar música na rua, ao
menos desde 1959.
JLV
Eugenio Raggi escribió:
Pois é,
Certas coisas nos orgulham. Quando algum idólatra da tirania chama
nossos argumentos de babaca isso soa vitorioso. Na Cuba que você
venera, eu, Péricles e Nelson Ned seríamos declarados inimigos da
"genuína cultura" e nosso destino seria o paredão.
Suas noções de cultura e estética são totalitárias e paternalistas,
naquilo que o termo tem de pior. Algo que viria de cima pra
baixo,.imposto, manipulado. Uma política de estado autoritária para a
culttura deve ser seu sonho.
Viva Gilberto Gil!
Abs,
Eugenio
Em 06/06/08, JL Vivas<[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
Não respondo a babaquices, sorry.
JLV
Eugenio Raggi escribió:
Bora ver então, Mister Jotaele Vivas,
JOTAELEVIVAS: Para os que acham que a apreciação estética é questão de
gosto, e que "gosto não se discute", não há nada mesmo que discutir.
Para os que não compartem essa visão da arte, a coisa é muito
diferente.
EU: Há algo bastante diferente entre "discutir estética, gosto,
paladar musical ou o que valha" e "impor" determinismos estéticos do
tipo "isso é o bem"/"isso aqui é o demo; fordismo cultural".
"Compartir" ou "compartilhar" algo diferente é bastante complicado.
Discutir isso, então, seria determinar o "bem" e o "mal" da estética
musical??
JOTAELEVIVAS: Troca de culturas sempre existiu, não é um fenômeno
típico da chamada globalização. O que existe hoje é uma nivelação por
baixo liderada por interesses puramente comerciais, o que impede mais
do do que fomenta o contato genuíno entre culturas, na medida em que
estas não morrem afogadas nessa inundação de lixo cultural.
EU: Aqui cabeM algumas perguntas:
1) Quando houve uma "nivelação"??
2) Quando essa nivelação se estabeleceu "por cima"? Nunca? Se for
nunca porque só falarmos mal então de nossa própria "nivelação(que
vocabulozinho estranho, feio, mentiroso, hem??). Se for sempre ou às
vezes?? Dê exemplos....
Nelson Ned seria assim tão nefasto à cultura nacional? Ou seria o
Péricles do Exaltasamba? Qual deles, com sua beleza inquestionável,
teria sido mais abusador de seus dotes estéticos para "fuder" a
"cultura genuína" dessa nação????
Abs,
Eugenio
2008/6/6 JL Vivas <[EMAIL PROTECTED]>:
vini correia escribió:
rapaz, quando você diz que o que vem de fora é o "pior bagulho" a
gente
encerra a discussão. Porque aí voce está entrando no mérito do seu
gosto
pessoal...
Para os que acham que a apreciação estética é questão de gosto, e que
"gosto
não se discute", não há nada mesmo que discutir. Para os que não
compartem
essa visão da arte, a coisa é muito diferente.
en todo caso mi hermano, o Antropofagismo está onipresente em quase
todas
as manifestacoes culturais do mundo principalmente hoje, num mundo de
bombardeios de informações simultaneas e constantes interferências
globalizantes. Desta forma, o antropofagismo hoje se mostra mais
latente do
que antigamente, quando poucas pessoas no Brasil tinham acesso aos
meios de
comunicação da época.
Troca de culturas sempre existiu, não é um fenômeno típico da chamada
globalização. O que existe hoje é uma nivelação por baixo liderada por
interesses puramente comerciais, o que impede mais do do que fomenta o
contato genuíno entre culturas, na medida em que estas não morrem
afogadas
nessa inundação de lixo cultural.
é fato que a música brasileira é plural, diversificada e original. É
rica
pela sua complexidade de ritmos, harmonias e influências (africanas,
indigenas, latinas, francesa, americana, japonesa, portuguesa, etc
etc). Ela
é reconhecida no mundo inteiro.
Isso é verdade pra música de muitos outros países.
Se toda sua riqueza, todos estes Brasis não são mostrados pelos meios
de
comunicação de massa, isso já é outra questão. Com televisão ou sem
televisão, com faustão ou sem faustão, a diversidade cultural
brasileira
ainda pulsa pelas ruas, estradas, zonas, bares e becos.... e por que
não?
pela internet!
Esperemos que continue pulsando e não morra afogada como muitas outras.
Abs,
JLV
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