Pois é Vini
Essa coisa do Rio de Janeiro se sentir "o rei da cocada preta" em termos de 
samba é de um provincianismo que não combina com o astral da cidade.
Mas aos poucos as coisas vão mudando, o pessoal do Terreiro Grande, por 
exemplo, sempre que vem aqui é seguido por uma legião de pessoas que reconhecem 
que o samba não tem dono e nem redoma.
O problema que faz com que D. Ináh não venha, ou que Mariene de Castro vá a São 
Paulo e não no Rio é que cantoras como elas que têm a carreira consolidada em 
São Paulo e Bahia, aqui talvez fiquem relegadas a uma roda especial de final de 
semana (geralmente nas tardes de domingo em que as pessoas vão ao mar), sem 
muita divulgação, a não ser pelo boca-boca das mesmas pessoas de sempre.
A Fabiana Cozza todas as vezes que canta aqui faz casa cheia, mas ainda é 
desconhecida da maioria das pessoas
No dia em que vi a Mariene de Castro cantando na Pedra do Sal (a primeira vez a 
gente não esquece...rs), fiquei embasbacada (falei aqui), mas fiquei 
constrangida, porque ela foi apresentada sem a devida importância e só cantou 
uma música. Por que isso?
Fui a Salvador, trouxe um disco dela e NINGUÉM de minhas relações de samba a 
conhecia, agora ficam me pedindo para encomendar a amigos que estão sempre na 
Bahia, porque aqui não vem que não tem!
Se as pessoas não sabem de nada que se passa em Niterói, quiçá em São Paulo, 
Salvador ou Belo Horizonte,né não?
Ontem fui no aniversário do amigo Lenildo Gomes no sobrenatural e vi um moço 
chamado Miguel dos Anjos (mineiro de BH, parece), que já tem disco gravado e 
tudo, cantando lindamente!!!! Não fosse uma roda de samba menos formal, ele 
talvez passasse a noite ali sentado como um convidado que foi só para 
confraternizar!

Quero ver D. Ináh aqui!!! Quero ver Mariene de Castro aqui!!!!
bj
Lucelena

PS- Ary Marcos, vc precisa tocar a Mariene e o Roque Ferreira na sua rádio!

De:[EMAIL PROTECTED]

Para:"Phadha Phada" [EMAIL PROTECTED]

Cópia:"Muqueca de Siri samba web radio" [EMAIL PROTECTED], 
[email protected]

Data:Sat, 15 Nov 2008 11:56:44 -0200

Assunto:[S-C] Dona Inah e o samba de Sampa

Por Rodrigo Pinto
14/11/08
Fonte: O Globo Online
Coluna MPB Player



'Olha quem chega': Dona Inah e o samba de
SP

De passagem por SP, onde faço matérias e participo das comemorações dos 17
anos do Multishow, tive oportunidade de trocar idéias com Dona Inah,
sambista local, com carreira desde os anos 50. Maravilhosa em seus 72 anos,
ela lança seu segundo CD (!!!), "Olha quem chega", com sambas de Eduardo
Gudin , um autor bem mais jovem do que ela,
revelado no fino da Bossa e nos festivais universitários. Num bate-papo de
mais de uma hora no balcão do Ó do Borogodó, na Vila Madalena, Inah contou
de viagens a Europa e África (no Marrocos, tocou para 15 mil pessoas), dos
sambões que comanda no mesmo bar às terças, do disco que pretende gravar só
com inéditas, de como seria bom haver quatro - e não uma - Viradas
Culturaispor ano em SP e da relação entre
Rio e São Paulo quando o assunto é o mais
simbólico gênero da música popular contemporânea brasileira, sim, o samba.

Segundo Dona Inah, falta diálogo artístico entre sambistas das duas maiores
cidades do país. Troca-se menos do que seria possível. E os cariocas pouco
se interessam pela produção de São Paulo, metrópole colada (por um baiano) à
pecha de túmulo do samba - o que é só piada fraca mesmo. Acho que as
críticas, especialmente quanto ao pouco interesse pelo samba vizinho por
parte dos cariocas, são de ótimo tom. Como sugestão reparadora, recomendo o
próprio disco de Inah, um tributo à obra de Gudin, em canções assinadas com
parceiros como Paulo César Pinheiro (que na apresentação do álbum diz ter
sido premiado ao ter oito músicas na seleção de bom-gosto de Inah), Paulinho
da Viola, Paulo Vanzolini, Nelson Cavaquinho e outros, de todos os cantos do
país.

Na mesma noite, assisiti ao show de Inah, vi chegar gente sem parar, muita
"molecada", e registrei entre as mais pedidas pelo público algumas
composições clássicas de Cartola. Mais tarde, Inah me contou ainda de
viagens que fez ao Nordeste ("em Campina Grande, cantei também forró"), dos
muitos shows que terá em breve (a maior parte em SP; nenhum no Rio) e do
cruzeiro de navio no qual passará seu fim de ano. Juntos, lembramos ainda
dos sambas de Dona Ivone Lara, por quem Inah tem o maior carinho. Depois de
dois sets de conversas ótimas, ela tomou novamente lugar no palco e cantou
"Chorei", de Gudin, Pinheiro e Mauro Duarte:

"Doravante eu vou cantar
Se a tristeza voltar
dessa vez não demora
Mas não me envergonho
pelo pranto que chorei
Porque pelo que eu chorei
Qualquer um também chora"

Para fazer o disco "Ólha quem chega", Inah selecionou 16 músicas em 280.
"Foi fogo", disse, lembrando que fez muitas escolhas difíceis. Ouvindo o
disco "numa talagada só", como recomenda Pinheiro no mesmo texto de
apresentação citado acima, dá pra entender o porquê.

Datas de Dona Inah em novembro e início de setembro:

20/11 - Sesc Santo André

26/11 - Prefeitura de Santo André

28/11 - Fnac Campinas / Tonico's Bar, também em Campinas

30/11 - Uberlândia

5/12 - Fnac Pinheiros
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Atualizado em 15/11/2008
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