Ave, saudosos tribunos ! 

Será que alguém tem informações sobre uma música que um amigo meu procura...
A letra é + ou - assim : "Graças à princesa / o preto que comia no cocho /
hoje come na mesa". 
Desde já, agradeço qualquer ajuda.

Abs.

Roberto de Azevedo.





-----Mensagem original-----
De: [email protected]
[mailto:[email protected]] Em nome de Thiago Herzog
Enviada em: sábado, 7 de fevereiro de 2009 14:36
Para: [email protected]
Assunto: [S-C] resenha Dorina Samba de Fé - Mauro Ferreira

Com garra, Dorina reafirma fé no melhor samba 
 Resenha de CD
Título: Samba de Fé
Artista: Dorina
Gravadora: Sem
Indicação
Cotação: * * * * 1/2

"O mais importante é a fé", sentencia Dorina em verso de Banho de Fé, o
partido alto de Arlindo Cruz, Sombrinha e Sereno que inspirou o título de
seu quinto álbum (o sexto, se a conta incluir a coletânea Tem Mais Samba,
turbinada com duas inéditas). Samba de Fé é disco de garra, bancado pela
cantora e captado ao vivo em show no Trapiche Gamboa (RJ) com direção
musical de Mauro Diniz e roteiro conduzido por Túlio Feliciano. Basta listar
alguns compositores presentes na ficha técnica - Candeia (1935 - 1978), Luiz
Carlos da Vila (1949 - 2008), Moacyr Luz, Roque Ferreira, Jorge Aragão, Nei
Lopes. Wilson Moreira e os já citados Arlindo Cruz, Mauro Diniz, Sombrinha,
Sereno - para perceber que Dorina continua depositando sua fé no melhor
samba produzido nos quintais cariocas. O disco não perde o pique em 12
faixas que conciliam afro-samba (Obaxirê, de Toninho Gerais com Roque
Ferreira), partidos de altíssimo quilate (como Fidelidade Partidária, da
lavra fina de Nei Lopes e Wilson Mo
 reira), samba mais dolente (Cheiro de Saudade, de Sereno e Mauro Diniz),
reverência à Velha Guarda da escola Portela (Lindo Passado de Glória, em
dueto com Mauro Diniz) e incursão pelo repertório de Marlene (Apito no
Samba, de Luiz Bandeira e Luiz Antônio - este não creditado na contracapa).
Samba de Fé é comovente na devoção de Dorina a essa turma de bambas. De Luiz
Carlos da Vila, a quem o disco é dedicado, a cantora entoa Sonhava, jóia
melódica e poética lapidada pelo (já saudoso) compositor em parceria com
Riko Dorilêo. É samba do mesmo quilate de Pedaço de Ilusão, um daqueles
temas que ostentam a grife de Jorge Aragão (com a colaboração de Sombrinha e
Jotabê). Por sua verdadeira fé no samba, explicitada em Na Hora de Voltar
(Adilson Gavião e Adaulto Magalha - com adição do clarinete de Dirceu
Leite), Dorina consegue ficar no mesmo nível de Beth Carvalho quando recebe
a cantora para empolgante dueto em Padroeira (Rachado e Vaguinho), samba
lançado pela Madrinha do Samba 
 em 1986 no álbum Beth. Enfim, ainda que a qualidade técnica da gravação ao
vivo seja apenas satisfatória (a mixagem prioriza muito a voz em detrimento
da percussão), Samba de Fé é um dos melhores CDs de 2008 e (re)afirma a
vocação de Dorina.

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