Alguém aqui participou desse seminário?

Carlos Linhares
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    Carnavalesco 
 
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  Blocos e prefeito condenam uso de cordas para separar os foliões Ramiro Costa 
| Carnavalesco | 09/05/2009 00:29  impressão |      Envie por e-mail |      RSS

  A multiplicação dos blocos de carnaval na cidade do Rio chegou a tal ponto 
que até a própria prefeitura não sabe a quantidade exata deles, mas são muitos, 
pelo menos mais de 500. A cidade ganha com mais turistas, mais movimentos nos 
hotéis e no comércio, mas alguns problemas aparecem. O trânsito, ruas sujas e 
vandalismo são as principais queixas dos moradores com o passagem dos blocos. 
Para discutir e tentar resolver algumas questões, a Liga Sebastiana (grupo que 
reúne 12 grandes blocos da cidade) promove, durante dois dias, o seminário 
"desenrolando a sepertina". Neste sábado, o evento começa às 10h.
 Na noite desta sexta-feira, na sede do Instituto dos Arquitetos do Brasil, no 
bairro do Flamengo, o primeiro dia do encontro teve a participação do prefeito 
do Rio, Eduardo Paes, e dos secretários municipais de Cultura e Turismo, 
Jandira Feghali e Antonio Pedro, respectivamente. 
 A presidente da Liga Sebastiana, Rita Fernandes, falou sobre a importância do 
poder público no evento. "É a primeira vez que conversamos com a esfera 
pública. Hoje, senão sentarmos para conversar, nós teremos problemas em 2010", 
admitiu a presidente da Liga Sebastiana.
 Rita também comentou sobre principal queixa dos moradores que vivem perto dos 
locais de desfiles dos blocos, o cheiro forte de urina. Mesmo com o aumento do 
número de banheiros químicos espalhados na concentração e ao longo de percurso, 
alguns foliões continuam recorrendo à rua para urinar. "Uma pesquisa mostrou 
que não adianta aumentar o número de banheiros químicos, as pessoas precisam se 
educar" Ela ainda acrescentou. "Vou pedir ao prefeito que construa banheiros 
públicos na cidade". 
 A relação dos blocos com a vizinhança nem sempre é amigável. De um lado, 
moradores que apreciam e brincam durante a folia. Do outros, pessoas que 
ignoram o carnaval e se incomodam com os transtornos, gerados automaticamente 
pelos blocos, como fechamento de ruas e o barulho. "A cidade é orgânica. Há 
pessoas que gostam e outras que não gostam de carnaval. Convidamos para amanhã 
(sábado) a Associação de Moradores de Santa Teresa para ouvir o que eles têm 
para falar", explicou a presidente Liga Sebastiana. 
 Outra polêmica ficou por conta da "corda", que separa quem comprou a camiseta 
para desfilar de quem não adquiriu. A ideia de implementar esse sistema, no Rio 
de Janeiro, foi rejeitada tanto pelo prefeito Eduardo Paes quanto pelos 
representantes dos pricipais blocos da cidade. " O carnaval do Rio é 
democrático. A rua não será vendida. O carnaval de rua encheu os hoteis da 
cidade nessa temporada com turistas de São Paulo, de Minas Gerais, do Norte e 
Nordeste do Brasil", disse Paes. 
 Os presidentes e diretos de blocos também pediram para que não se perca a 
"espontaneidade" da festa com o excesso de regras. "O Rio sabe muito bem 
organizar uma festa. Os blocos já estão há anos fazendo isso. Nós fazemos o 
melhor carnaval do mundo", afirmou Nelson Rodrigues Filho, fundador e 
presidente do Bloco do Barbas. 
 Novas regras para os blocos 
 Nesta sexta-feira, o Diário Oficial do Município publicou um decreto que 
pretende organização o carnaval de rua. Os blocos têm até o dia 30 de agosto 
para entrar com pedido de desfile para o carnaval de 2010. "Vamos evitar que 
blocos passem por hospitais para diminuir os transtornos. Agora que teremos um 
ano inteiro, poderemos nos preparar melhor", disse o secretário municipal de 
Turismo, Antônio Pedro.



Carlos Linhares
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