É preciso valorizar todos que fazem parte da profissão musical.
Compositor;
Intérprete; 
Músicos de show; 
Músicos de estúdio; 
Técnicos de som; 
Roadies; 
etc...

A palavra pra isso é profissionalismo.

E cá pra nós: dono de bar tem que tomar uma decisão na vida.
Ou vende cerveja ou canta. Fazer os dois é um desrespeito ao cachê do músico. O 
músico tem que ser uma atração vantajosa pro contratante, pois a casa vai 
encher e ele vai ganhar dinheiro. É até uma ofensa eu montar um grupo de 
qualidade pra ter que ficar negociando cachê com quem vai ganhar dinheiro em 
cima do meu trabalho. A conversa é a seguinte: é tanto, vai querer? Não? então 
tá então. Vou pra casa estudar pra prova de percepção musical que eu ganho 
mais... Eu quero ver qual é o médico ou o advogado que se preze que trabalha 
tendo prejuízo...

Bar não é trabalho, é escola.
O músico que quer ver sua conta de luz paga tem que se organizar pra visar o 
palco - palco de verdade, com duas mesas de som de 48 canais uma pra monitor e 
outra pro P.A. - e o estúdio, não o bar. Isso não se faz sem estudo.

Viver de música representa investimento em pelo menos quatro coisas:
estudo, contatos, instrumentos e transporte.

Tem também aquelas coisas né... Matar um leão por dia, acordar cedo, etc... É 
um profissional liberal como outro qualquer.


Abs



Marcelo Neder

--- Em qui, 11/6/09, haroldo ( Banda da Barra ) <[email protected]> 
escreveu:

> De: haroldo ( Banda da Barra ) <[email protected]>
> Assunto: [S-C] Re: Por que o músico brasileiro não consegue viver bem do seu 
> talento
> Para: [email protected]
> Data: Quinta-feira, 11 de Junho de 2009, 9:45
> Alô amigos,tô de volta depois de
> ver chegar Isabella,morena de olhos azul turquesa.Ja me
> sacanearam dizendo que ela vai ser a "forra da
> rapaziada".Olha só que maldade !!Obrigado`pelas
> manifestações de carinho.Tô de cara inchada.Mas voltando
> ao assunto,quero discordar do Marcelo,de quem sou assíduo
> leitor e admirador,mas direito autoral é para compositor e
> não para instrumentista.Acho o caso de difícil solução
> porque ninguém toparia uma paralização geral,por
> exemplo,em busca,no mínimo,do couvert artístico
> integral.sem falarmos no "mínimo garantido",em caso de
> chuva forte,etc.O empresário não quer correr risco,muito
> menos ser parceiro,exceto no couvert.Talvez fiscalizar
> possível vínculo empregatício fosse o caminho,se o
> músico fosse fixo na casa.Mas,como tudo no Brasil,tem uma
> saída pela porta dos fundos , o músico é quem paga a
> conta.Haroldo(Bandada Barra)
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