Leio, agora, no Correio Braziliense de hoje, a notícia do falecimento do Tio Nilo, 90 anos. O Tio Nilo, saxofonista, foi um dos pilares do início do Clube do Choro de Brasília. A matéria está transcrita em seguida. Caio Tiburcio Brasília, quinta-feira, 18 de março de 2010 OBITUÁRIO Tio Nilo, saxofonista Em 1978, ao tomarem posse da sede do Clube do Choro, ao lado do Centro de Convenções, os músicos fundadores receberam uma recomendação do então governador Elmo Serejo: para garantir o espaço físico, eles deveriam mantê-lo em funcionamento, com, pelo menos, um encontro semanal. Isso passou a ocorrer nas tardes de sábado e domingo. Diretor de patrimônio da entidade, Pernambuco do Pandeiro teve como braço direito na labuta para dotar o local das mínimas condições, visando a ocupação pelos músicos, um dos pioneiros do choro em Brasília, Nilo Costa, mineiro de Juiz de Fora, exímio saxofonista, que havia chegado a Brasília seis anos antes. “Em seu carrinho, fomos atrás de cadeiras e mesas, fogão e geladeira, para que os participantes das rodas de choro tivessem o mínimo de condições na hora de tocar. Trazíamos também as panelas e os ingredientes para fazermos o sarapatel e a carne de sol que eram servidos.” Com a voz embargada, Pernambuco falou ontem pela manhã sobre Tio Nilo (como músico se tornou conhecido), morto às 21h30, de segunda-feira, no Hospital Brasília, vítima de falência dos órgãos, provocada por problemas renais. “Nilo foi meu grande companheiro na luta para manter o Clube do Choro em pleno funcionamento nos primeiros anos de existência. Além de um grande músico, era solidário em tudo. Mesmo afastado do clube, mantinha-se atento ao que ocorria lá e chegou a visitar, algumas vezes, a o obra da nova sede”. Tio Nilo foi sepultado ontem, às 17h, no Campo da Esperança, com o acompanhamento de familiares e antigos companheiros do Clube do Choro. Ele deixou mulher, nove filhos, 25 netos e nove bisnetos. Para Henrique Santos Filho, o Reco do Bandolim, presidente da instituição, o saxofonista que, em setembro do ano passado, havia completado 90 anos, “trouxe a sabedoria e a capacidade mineiras de convivência com os companheiros, e foi peça fundamental para manter acesa a chama do clube”. Vice-presidente da Ordem dos Músicos em Brasília, há bastante tempo, Tio Nilo tinha um motivo para entusiasmar-se com a nova fase da Ordem (atualmente presidida por Sidnei Teixeira): a implantação do centro médico, vai oferecer vários serviços à classe musical. “Isso é importante, pois há vários músicos desassistidos e sem condições até de pagar uma consulta médica.” (IRL)
http://www2.correiobraziliense.com.br/cbonline/cultura/cadc_mat_14.htm [1]
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