Caio:

 

 

Ontem eu postei a nota sobre o falecimento do Tio Nilo na Agenda do Samba & 
Choro.

 

 

Sonia Palhares (BsB-DF)

 

 





 

To: [email protected]
Date: Thu, 18 Mar 2010 13:09:44 +0000
From: [email protected]
Subject: [S-C] Falecimento - Tio Nilo



Leio, agora, no Correio Braziliense de hoje, a  notícia do falecimento do Tio 
Nilo, 90 anos.

O Tio Nilo, saxofonista,  foi um dos pilares do início do Clube do Choro de 
Brasília.

A matéria está transcrita em seguida.

Caio Tiburcio




Brasília, quinta-feira, 18 de março de 2010 

 

OBITUÁRIO
Tio Nilo, saxofonista


Em 1978, ao tomarem posse da sede do Clube do Choro, ao lado do Centro de 
Convenções, os músicos fundadores receberam uma recomendação do então 
governador Elmo Serejo: para garantir o espaço físico, eles deveriam mantê-lo 
em funcionamento, com, pelo menos, um encontro semanal. Isso passou a ocorrer 
nas tardes de sábado e domingo. 

Diretor de patrimônio da entidade, Pernambuco do Pandeiro teve como braço 
direito na labuta para dotar o local das mínimas condições, visando a ocupação 
pelos músicos, um dos pioneiros do choro em Brasília, Nilo Costa, mineiro de 
Juiz de Fora, exímio saxofonista, que havia chegado a Brasília seis anos antes. 
“Em seu carrinho, fomos atrás de cadeiras e mesas, fogão e geladeira, para que 
os participantes das rodas de choro tivessem o mínimo de condições na hora de 
tocar. Trazíamos também as panelas e os ingredientes para fazermos o sarapatel 
e a carne de sol que eram servidos.” 

Com a voz embargada, Pernambuco falou ontem pela manhã sobre Tio Nilo (como 
músico se tornou conhecido), morto às 21h30, de segunda-feira, no Hospital 
Brasília, vítima de falência dos órgãos, provocada por problemas renais. “Nilo 
foi meu grande companheiro na luta para manter o Clube do Choro em pleno 
funcionamento nos primeiros anos de existência. Além de um grande músico, era 
solidário em tudo. Mesmo afastado do clube, mantinha-se atento ao que ocorria 
lá e chegou a visitar, algumas vezes, a o obra da nova sede”. 

Tio Nilo foi sepultado ontem, às 17h, no Campo da Esperança, com o 
acompanhamento de familiares e antigos companheiros do Clube do Choro. Ele 
deixou mulher, nove filhos, 25 netos e nove bisnetos. Para Henrique Santos 
Filho, o Reco do Bandolim, presidente da instituição, o saxofonista que, em 
setembro do ano passado, havia completado 90 anos, “trouxe a sabedoria e a 
capacidade mineiras de convivência com os companheiros, e foi peça fundamental 
para manter acesa a chama do clube”. 

Vice-presidente da Ordem dos Músicos em Brasília, há bastante tempo, Tio Nilo 
tinha um motivo para entusiasmar-se com a nova fase da Ordem (atualmente 
presidida por Sidnei Teixeira): a implantação do centro médico, vai oferecer 
vários serviços à classe musical. “Isso é importante, pois há vários músicos 
desassistidos e sem condições até de pagar uma consulta médica.” (IRL) 

http://www2.correiobraziliense.com.br/cbonline/cultura/cadc_mat_14.htm
                                          
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