Tribuneiros,

Vamos encerrar esta discussão infundada sobre forma com foi realizada a roda da 
Samba do Ouvidor com o Terreiro Grande, no sábado. Eu mesmo, faço uma "mea 
culpa" pelas palavras intempestivas. O fato é que fiquei muito frustrado por 
não 
ter conseguido ouvir um acorde e curtir aquela que pra mim é a melhor roda da 
cidade. Mas, ouvindo um aqui e outro ali, reconheço que a crítica não procede.

Primeiro, por que este é um estilo da roda dos caras. Como falou o Arthur, quem 
goste que vá, quem não goste que fique em casa. Eu, por exemplo, gosto de roda 
com instrumentos plugados e voz não, de forma que se ouça as cordas e que todo 
mundo cante junto e puxe samba. Outros gostam de tudo plugado, e tem aqueles 
que 
não querem plugar nada.

Segundo, por que o espírito é de total resgate. Esse tem que ser o espírito de 
quem vai a uma roda como esta. Entender que está se resgatando um tipo de 
evento 
que não se faz mais. Então, é entender que para ir lá tem que se juntar e 
soltar 
a voz junto com todo mundo. Eu, não sabia que seria daquele jeito e fui para 
curtir uma roda com amigos, tomando minha sacrossanta cerveja e ouvir música. 
Como não consegui fiquei muito frustrado. Se soubesse que seria naquele 
espírito 
iria como outro espírito ou não iria.

Terceiro, por que tanto o Samba da Ouvidor quanto o pessoal do Terreiro Grande 
não cobram um tostão pelo que fazem, pelo contrário, metem dinheiro do próprio 
bolso para poder realizar a roda. E parece que para este sábado não deva ter 
sido pouco, por que para trazer toda aquela rapaziada de SP... Além disso, há 
de 
se pagar a cada sábado que acontece a roda o cara do som. Ou seja, é 
filantropia 
pura o que os caras fazem. Muita coisa para quem não tem ninguém financiando.

Quarto, por que é inegável a qualidade musical de ambos. Músicos sensacionais 
com um repertório sensacional.

Portanto, vida longa ao Samba da Ouvidor e ao Terreiro Grande!
 
Marcus Vinicius Caldeira de Lima
8560-8068
 




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De: Ricardo Brigante <[email protected]>
Para: haroldo ( Banda da Barra ) <[email protected]>
Cc: [email protected]
Enviadas: Quinta-feira, 26 de Agosto de 2010 9:09:18
Assunto: Re: [S-C] Blog do Terreiro Grande

É Haroldo...depende de como você vê as coisas.

Sambistas de São Paulo e Rio de Janeiro reunidos, fazendo uma grande roda de 
confraternização na rua, cantando sambas esquecidos no tempo, uns ainda 
inéditos. Samba na rua, de graça, no alcance de todos, sem nenhum tipo de 
restrição, traduzindo na forma mais clara a expressão eternizada por Candeia de 
que a arte é livre e aberta. Samba sem nenhum viés comercial ou financeiro, 
samba pelo samba. Samba direto, sem rodeios, misturando músicos e amadores. 
Tenha certeza que isso é coisa muito rara hoje em dia. Talvez não aconteça nem 
em MARTE. Acho que você não teve tanta sorte assim de não ter ido.

Um abraço,

Ricardo Brigante (Samba da Ouvidor)





2010/8/25 haroldo ( Banda da Barra ) <[email protected]>

Ufa ! Que custo pra conseguir ter a minha senha reconhecida ! Complementando o 
texto anterior,acho que ligar ou não o som e uma questão de criterio.Se  vai 
rolar num ambiente tipo Bip Bip,não ha nececidade.Mas na Ouvidor lotada me 
parece  que a razão não falou mais alto.Se,de todo,o grupo não amplifica por 
ser 
essa uma de suas caracteristicas,estava tocando no lugar erado.O pessoal,tal 
como em outras rodas que lotam,quer cantar,participar,soltar os 
bichos,aplaudir.Sair de casa,pagar a cerveja cara,enfrentar a super lotaçao e 
não ouvir nada,caraca isso e coisa que não acontece nem em marte !!!Sorte minha 
que não pude ir.Abraços,Haroldo
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