quem faz resgate é salva vidas! e ademais, o samba não está se afogando para
ser resgatado...

essa discussão se orienta por concepções de samba divergentes e da relação
com o passado, o presente e o futuro do samba!

só acho que as vezes perdemos muito tempo teorizando e elucubrando sobre
algo que não deve, e nem tem como ser "verbetizado", enquadrado,
conceituado, nem tampouco materializado pra ser resgatado e objeto de
fetiche pelos "vanguardistas" do momento!

não acho o samba da ouvidor o melhor do rio, mas é um bom samba sem
duvida... os sambas se diferem e cada qual tem seu valor...

só me preocupa o samba virar objeto de distinção, etiqueta (como algo que se
pratica por um grupo reduzido, pequena ética mesmo), e se tornar algo para
se apreciar com moderação, voz baixa e contemplação... samba e extase tem
uma relação muito próxima, como toda cultura religiosa afro brasileira nos
lembra a todo momento...




Em 26 de agosto de 2010 14:39, Marcus Vinicius Caldeira <
[email protected]> escreveu:

> Tribuneiros,
>
> Vamos encerrar esta discussão infundada sobre forma com foi realizada a
> roda da Samba do Ouvidor com o Terreiro Grande, no sábado. Eu mesmo, faço
> uma "mea culpa" pelas palavras intempestivas. O fato é que fiquei muito
> frustrado por não ter conseguido ouvir um acorde e curtir aquela que pra mim
> é a melhor roda da cidade. Mas, ouvindo um aqui e outro ali, reconheço que a
> crítica não procede.
>
> Primeiro, por que este é um estilo da roda dos caras. Como falou o Arthur,
> quem goste que vá, quem não goste que fique em casa. Eu, por exemplo, gosto
> de roda com instrumentos plugados e voz não, de forma que se ouça as cordas
> e que todo mundo cante junto e puxe samba. Outros gostam de tudo plugado, e
> tem aqueles que não querem plugar nada.
>
> Segundo, por que o espírito é de total resgate. Esse tem que ser o espírito
> de quem vai a uma roda como esta. Entender que está se resgatando um tipo de
> evento que não se faz mais. Então, é entender que para ir lá tem que se
> juntar e soltar a voz junto com todo mundo. Eu, não sabia que seria daquele
> jeito e fui para curtir uma roda com amigos, tomando
> minha sacrossanta cerveja e ouvir música. Como não consegui fiquei muito
> frustrado. Se soubesse que seria naquele espírito iria como outro espírito
> ou não iria.
>
> Terceiro, por que tanto o Samba da Ouvidor quanto o pessoal do Terreiro
> Grande não cobram um tostão pelo que fazem, pelo contrário, metem dinheiro
> do próprio bolso para poder realizar a roda. E parece que para este sábado
> não deva ter sido pouco, por que para trazer toda aquela rapaziada de SP...
> Além disso, há de se pagar a cada sábado que acontece a roda o cara do som.
> Ou seja, é filantropia pura o que os caras fazem. Muita coisa para quem não
> tem ninguém financiando.
>
> Quarto, por que é inegável a qualidade musical de ambos. Músicos
> sensacionais com um repertório sensacional.
>
> Portanto, vida longa ao Samba da Ouvidor e ao Terreiro Grande!
>
>
> Marcus Vinicius Caldeira de Lima
>
> 8560-8068
>
>
>
>
> ------------------------------
> *De:* Ricardo Brigante <[email protected]>
> *Para:* haroldo ( Banda da Barra ) <[email protected]>
> *Cc:* [email protected]
> *Enviadas:* Quinta-feira, 26 de Agosto de 2010 9:09:18
> *Assunto:* Re: [S-C] Blog do Terreiro Grande
>
> É Haroldo...depende de como você vê as coisas.
>
> Sambistas de São Paulo e Rio de Janeiro reunidos, fazendo uma grande roda
> de confraternização na rua, cantando sambas esquecidos no tempo, uns ainda
> inéditos. Samba na rua, de graça, no alcance de todos, sem nenhum tipo de
> restrição, traduzindo na forma mais clara a expressão eternizada por Candeia
> de que a arte é livre e aberta. Samba sem nenhum viés comercial ou
> financeiro, samba pelo samba. Samba direto, sem rodeios, misturando músicos
> e amadores. Tenha certeza que isso é coisa muito rara hoje em dia. Talvez
> não aconteça nem em MARTE. Acho que você não teve tanta sorte assim de não
> ter ido.
>
> Um abraço,
>
> Ricardo Brigante (Samba da Ouvidor)
>
>
>
> 2010/8/25 haroldo ( Banda da Barra ) <[email protected]>
>
>> Ufa ! Que custo pra conseguir ter a minha senha reconhecida !
>> Complementando o texto anterior,acho que ligar ou não o som e uma questão de
>> criterio.Se  vai rolar num ambiente tipo Bip Bip,não ha nececidade.Mas na
>> Ouvidor lotada me parece  que a razão não falou mais alto.Se,de todo,o grupo
>> não amplifica por ser essa uma de suas caracteristicas,estava tocando no
>> lugar erado.O pessoal,tal como em outras rodas que lotam,quer
>> cantar,participar,soltar os bichos,aplaudir.Sair de casa,pagar a cerveja
>> cara,enfrentar a super lotaçao e não ouvir nada,caraca isso e coisa que não
>> acontece nem em marte !!!Sorte minha que não pude ir.Abraços,Haroldo
>>
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Pablo Mattos
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