Rodas de samba viram febre no DF e o Correio acompanha o molejo dos
fãs                     
        Irlam Rocha Lima

        Publicação: 21/01/2011 08:00       Atualização:      Em seus 50
anos de existência, Brasília nunca ouviu tanto samba quanto agora. O
boom ocorreu de cinco anos para cá, impulsionado pela adesão de
universitários que migraram de outros estilos, depois de descobrirem,
via internet, a obra de mestres como Noel Rosa, Cartola, Nelson
Cavaquinho, João Nogueira e Chico Buarque. Entre esses jovens, há os
que deixaram de ser plateia e subiram ao palco, depois de formarem
grupos.
  Pouco a pouco, as rodas de samba foram se proliferando. Atualmente,
um número impressionante reúne público expressivo em diversos
locais, sobretudo aos sábados. Mas há lugares onde esses encontros
de sambistas podem ser apreciados mesmo nos dias de semana, como no
Bar do Calaf, na Cervejaria Maracanã, no Café da Rua 8, no Fulô do
Sertão e na Stadt Bier. 
 Há quem não perde por nada uma boa roda de samba, como conferiu o
Correio, em quatro delas, no último sábado. Mesmo quem acabou de
chegar à cidade tem se juntado aos frequentadores assíduos e não se
limita apenas a apreciar a batucada de bambas candangos. Cai na
dança, mesmo sem ter, exatamente, samba no pé.  
 Militar aposentado, Ernani Ferreira, 69 anos, baiano criado no Rio
de Janeiro e brasiliense desde 1967, costuma fazer ronda pelas rodas
de samba. No Bar Brahma, ouvindo o Bom Partido tocar, foi para a pista
e mostrou-se um passista pronto para atravessar a Marquês de Sapucaí
numa das alas da sua Mangueira. “Sou ligado à verde e rosa, mas
tenho a admiração dos sambistas locais, entre eles Marcelo Sena
(Coisa Nossa), Nilsinho (Amor Maior) e a grande Dhi Ribeiro”,
afirma. “Nas rodas tanto do Plano Piloto como do Guará e de outras
cidades, há grupos muito bons tocando”, acrescenta.
 Dulce Angélica Machado, brasiliense filha de cariocas, moradora de
Vicente Pires, participa com frequência da roda do Calaf. “Embora
venha mais aqui aos sábados (quando apresentam-se os grupos Volta por
Cima e Fina Estampa), sempre que possível bato ponto na sexta-feira,
na apresentação do Coisa Nossa. Sou fã do Marcelo Sena e costumo ir
assisti-lo, também, no Roda do Chopp (Núcleo Bandeirante), aos
domingos”, revela a estudante de administração de empresas,
admiradora de Martinho da Vila, Zeca Pagodinho e Beth Carvalho. Dulce
tem molejo semelhante ao das rainhas de bateria das escolas de samba
cariocas.
 Ziriguidum no sangue
 Filha de Pelezinho, um dos pioneiros do samba em Brasília, Simone
Pereira da Silva foi à Cervejaria Maracanã pela primeira vez no
último sábado, levada pelo namorado Émerson Silva e Souza (ambos
são servidores do Senado). “Gostei muito desse samba aqui, até
porque funciona com um roda autêntica, com os músicos tocando no
meio do salão”, afirmou Simone, antes de se jogar na pista, onde
mostrou que é do ramo.
  Os grupos Volta por Cima e Capital do Samba são os preferidos
dela. “Quando converso com meu pai, que agora mora em Cabo Frio
(RJ), sobre o sucesso do samba em Brasília, ele se emociona por
constatar que a semente plantada por ele e seus companheiros, nos
primeiros anos da cidade, gerou bons frutos”. Breno, o irmão dela,
dá sequência à arte do pai, como integrante do Volta por Cima. 
  Inaugurada em julho, a Cervejaria Maracanã montou sua roda de
samba já na abertura. No sábado, chega a reunir 500 pessoas. “A
quem frequenta a casa, é oferecido samba de quinta-feira a domingo,
com diferentes atrações, entre as quais o regional Bem Brasil, o
pandeirista e cantor Breno Alves e a cantora Débora Vasconcelos. No
sábado, o grupo Maracangalha começa a roda, às 14h, e vai até as
22h, com pequenos intervalos”, anuncia Luis César Goetchal, um dos
sócios da casa.
 Técnico em informática, Marcos Lins, paraibano de João Pessoa,
está na capital há apenas dois meses. Sábado, ele foi apresentado
à roda de samba do bar e restaurante Tartaruga pela amiga,
conterrânea e arquiteta Uiara Assis, que chegou aqui em 2009. “Lá
em João Pessoa eu ia muito às rodas de samba. Quando a Uiara me
chamou para vir aqui, aceitei o convite na hora. Estou gostando do
ambiente e do grupo que toca samba muito bem”, elogiou, logo depois
de deixar a pista de dança.
 Assim que se faz 
 » Sexta-feira, a partir das 22h, na Asbac. Hoje, com show de
Leandro Lehart. Ingresso: 
 R$ 20 (homens) e entrada franca para mulheres.
 Gafieira cm concerto 
 » Segunda-feira, às 20h30, no Feitiço Mineiro (306 Norte).
Couvert artístico: R$ 15.
 Adora-Roda 
 » Terça-feira, às 21h, no Bar do Calaf (Edifício Empire
Center/Setor Bancário Sul). Ingresso: R$ 10.
 Homenagem ao malandro 
 » Quarta-feira, às 19h30, no Café da Rua 8 (408 Sul). Couvert
artístico: R$ 8.
 Samba no gogó 
 » Quinta-feira, às 18h, na Aruc (Cruzeiro Velho). 
 Entrada franca.
 Roda do Fulô
 » Sexta-feira, às 20h30, no Fulô do Sertão (404 Norte). Couvert
artístico: R$ 7.
 Regional Bem Brasil 
 » Sexta-feira, às 20h30, na Cervejaria Maracanã (207 Norte).
Couvert artístico: R$ 7.
 Bom Partido 
 » Sábado, às 14h, no Bar Brahma (201 Sul).
 Maracangalha 
 » Sábado, às 14h, na Cervejaria Maracanã (207 Norte). 
 Ingresso: R$ 10.
 Samba do Calaf 
 » Sábado, às 16h, no Bar do Calaf (Edifício Empire Center/Setor
Bancário Sul). Ingresso: R$ 10 (mulher) e 
 R$ 15 (homens) até às 16h, R$ 15 (mulheres) e R$ 20 (homem) depois
desse horário.
 Roda do Tartaruga 
 » Sábado, às 17h, no bar e restaurante Tartaruga (714/715 Sul).
Couvert 
 artístico: R$ 12 (mulheres)  e R$ 15 (homens).
 Ensaio Geral
 » Sábado, às 22h, no Arena Futebol Clube (Setor de Clubes Sul).
Ingresso: R$ 10.
 Coisa Nossa 
 » Domingo, às 20h, no Roda do Chopp (Núcleo Bandeirante).
Ingresso: R$ 15.
 Observação: todos os locais não são recomendados para menores de
18 anos.

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2011/01/21/interna_diversao_arte,233476/rodas-de-samba-viram-febre-no-df-e-o-correio-acompanha-o-molejo-dos-fas.shtml
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