Quando sai na imprensa é porque já está acontecendo na sociedade há muito 
tempo. Vou à sambas em Brasília desde a década de 90.

Sonia Palhares (BsB-DF)

To: [email protected]
Date: Fri, 21 Jan 2011 15:54:07 +0000
From: [email protected]
Subject: [S-C] Correio Braziliense: Rodas de samba viram febre no DF e o 
Correio acompanha o molejo dos fãs


Rodas de samba viram febre no DF e o Correio acompanha o molejo dos fãs
    

                                
    
  

  



  
    

Irlam Rocha LimaPublicação: 21/01/2011 08:00
      Atualização: 
    Em
seus 50 anos de existência, Brasília nunca ouviu tanto samba quanto
agora. O boom ocorreu de cinco anos para cá, impulsionado pela adesão
de universitários que migraram de outros estilos, depois de
descobrirem, via internet, a obra de mestres como Noel Rosa, Cartola,
Nelson Cavaquinho, João Nogueira e Chico Buarque. Entre esses jovens,
há os que deixaram de ser plateia e subiram ao palco, depois de
formarem grupos.



 Pouco a pouco, as rodas de samba foram se
proliferando. Atualmente, um número impressionante reúne público
expressivo em diversos locais, sobretudo aos sábados. Mas há lugares
onde esses encontros de sambistas podem ser apreciados mesmo nos dias
de semana, como no Bar do Calaf, na Cervejaria Maracanã, no Café da Rua
8, no Fulô do Sertão e na Stadt Bier. 



Há
quem não perde por nada uma boa roda de samba, como conferiu o Correio,
em quatro delas, no último sábado. Mesmo quem acabou de chegar à cidade
tem se juntado aos frequentadores assíduos e não se limita apenas a
apreciar a batucada de bambas candangos. Cai na dança, mesmo sem ter,
exatamente, samba no pé.  



Militar aposentado, Ernani Ferreira,
69 anos, baiano criado no Rio de Janeiro e brasiliense desde 1967,
costuma fazer ronda pelas rodas de samba. No Bar Brahma, ouvindo o Bom
Partido tocar, foi para a pista e mostrou-se um passista pronto para
atravessar a Marquês de Sapucaí numa das alas da sua Mangueira. “Sou
ligado à verde e rosa, mas tenho a admiração dos sambistas locais,
entre eles Marcelo Sena (Coisa Nossa), Nilsinho (Amor Maior) e a grande
Dhi Ribeiro”, afirma. “Nas rodas tanto do Plano Piloto como do Guará e
de outras cidades, há grupos muito bons tocando”, acrescenta.



Dulce
Angélica Machado, brasiliense filha de cariocas, moradora de Vicente
Pires, participa com frequência da roda do Calaf. “Embora venha mais
aqui aos sábados (quando apresentam-se os grupos Volta por Cima e Fina
Estampa), sempre que possível bato ponto na sexta-feira, na
apresentação do Coisa Nossa. Sou fã do Marcelo Sena e costumo ir
assisti-lo, também, no Roda do Chopp (Núcleo Bandeirante), aos
domingos”, revela a estudante de administração de empresas, admiradora
de Martinho da Vila, Zeca Pagodinho e Beth Carvalho. Dulce tem molejo
semelhante ao das rainhas de bateria das escolas de samba cariocas.



Ziriguidum no sangue

Filha
de Pelezinho, um dos pioneiros do samba em Brasília, Simone Pereira da
Silva foi à Cervejaria Maracanã pela primeira vez no último sábado,
levada pelo namorado Émerson Silva e Souza (ambos são servidores do
Senado). “Gostei muito desse samba aqui, até porque funciona com um
roda autêntica, com os músicos tocando no meio do salão”, afirmou
Simone, antes de se jogar na pista, onde mostrou que é do ramo.



 Os
grupos Volta por Cima e Capital do Samba são os preferidos dela.
“Quando converso com meu pai, que agora mora em Cabo Frio (RJ), sobre o
sucesso do samba em Brasília, ele se emociona por constatar que a
semente plantada por ele e seus companheiros, nos primeiros anos da
cidade, gerou bons frutos”. Breno, o irmão dela, dá sequência à arte do
pai, como integrante do Volta por Cima. 



 Inaugurada em julho,
a Cervejaria Maracanã montou sua roda de samba já na abertura. No
sábado, chega a reunir 500 pessoas. “A quem frequenta a casa, é
oferecido samba de quinta-feira a domingo, com diferentes atrações,
entre as quais o regional Bem Brasil, o pandeirista e cantor Breno
Alves e a cantora Débora Vasconcelos. No sábado, o grupo Maracangalha
começa a roda, às 14h, e vai até as 22h, com pequenos intervalos”,
anuncia Luis César Goetchal, um dos sócios da casa.



Técnico em
informática, Marcos Lins, paraibano de João Pessoa, está na capital há
apenas dois meses. Sábado, ele foi apresentado à roda de samba do bar e
restaurante Tartaruga pela amiga, conterrânea e arquiteta Uiara Assis,
que chegou aqui em 2009. “Lá em João Pessoa eu ia muito às rodas de
samba. Quando a Uiara me chamou para vir aqui, aceitei o convite na
hora. Estou gostando do ambiente e do grupo que toca samba muito bem”,
elogiou, logo depois de deixar a pista de dança.



Assim que se faz 

» Sexta-feira, a partir das 22h, na Asbac. Hoje, com show de Leandro Lehart. 
Ingresso: 

R$ 20 (homens) e entrada franca para mulheres.



Gafieira cm concerto 

» Segunda-feira, às 20h30, no Feitiço Mineiro (306 Norte). Couvert artístico: 
R$ 15.



Adora-Roda 

» Terça-feira, às 21h, no Bar do Calaf (Edifício Empire Center/Setor Bancário 
Sul). Ingresso: R$ 10.



Homenagem ao malandro 

» Quarta-feira, às 19h30, no Café da Rua 8 (408 Sul). Couvert artístico: R$ 8.



Samba no gogó 

» Quinta-feira, às 18h, na Aruc (Cruzeiro Velho). 

Entrada franca.



Roda do Fulô

» Sexta-feira, às 20h30, no Fulô do Sertão (404 Norte). Couvert artístico: R$ 7.



Regional Bem Brasil 

» Sexta-feira, às 20h30, na Cervejaria Maracanã (207 Norte). Couvert artístico: 
R$ 7.



Bom Partido 

» Sábado, às 14h, no Bar Brahma (201 Sul).



Maracangalha 

» Sábado, às 14h, na Cervejaria Maracanã (207 Norte). 

Ingresso: R$ 10.



Samba do Calaf 

» Sábado, às 16h, no Bar do Calaf (Edifício Empire Center/Setor Bancário Sul). 
Ingresso: R$ 10 (mulher) e 

R$ 15 (homens) até às 16h, R$ 15 (mulheres) e R$ 20 (homem) depois desse 
horário.



Roda do Tartaruga 

» Sábado, às 17h, no bar e restaurante Tartaruga (714/715 Sul). Couvert 

artístico: R$ 12 (mulheres)  e R$ 15 (homens).



Ensaio Geral

» Sábado, às 22h, no Arena Futebol Clube (Setor de Clubes Sul). Ingresso: R$ 10.



Coisa Nossa 

» Domingo, às 20h, no Roda do Chopp (Núcleo Bandeirante). Ingresso: R$ 15.



Observação: todos os locais não são recomendados para menores de 18 anos.










http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2011/01/21/interna_diversao_arte,233476/rodas-de-samba-viram-febre-no-df-e-o-correio-acompanha-o-molejo-dos-fas.shtml




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