Concordo com você, sou absolutamente contra! Mas qual o problema com a forma 
que 
as pessoas se vestem?

 Luiz Henrique Dunham
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From: Lilian Sapucahy <[email protected]>
To: Flávio Henrique Teixeira de Souza <[email protected]>; 
[email protected]
Sent: Mon, February 7, 2011 6:10:37 PM
Subject: [S-C] RES:  Um triste registro.


mas beber pode, né? 
Aí eu queria que alguém me explicasse a diferença. 
(Aaaaaantes que alguém diga que estou advogando em causa  própria, ou alguma 
coisa parecida, esclareço que não bebo, não fumo nenhum tipo  de cigarro, não 
uso nenhuma droga, etc, etc, etc...)


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 De: [email protected]  
[mailto:[email protected]] Em nome de Flávio Henrique  
Teixeira 
de Souza
Enviada em: segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011  18:06
Para: [email protected]
Assunto: [S-C] Um  triste registro.


Prezados amigos da  Tribuna,
 
Quero deixar aqui um triste registro  do que assisti na última sexta-feira 
(04/02) no samba da Pedra  do Sal, lugar de samba legítimo e freqüentado por 
amantes do samba como  identidade nacional. Portanto, respeito ao samba e ao 
local seriam obrigações a  quem quer que lá esteja.
 
Sou admirador e extremamente fiel ao  resgate do samba como movimento cultural 
e 
artístico, porém como hoje o samba  alcançou o ambiente dos “moderninhos”, 
algumas coisas deixaram de ser passadas  aos que se fantasiam de sambistas (que 
não conhecem nada além de Diogo Nogueira  – que adoro! – e Maria Rita), usando 
All Star e chapéu panamenho, bolsa hippie e  sandálias de couro... Mas que não 
sabem ao menos se comportar em uma roda de  samba e próximo a ela.
 
O que eu e meu amigo Mauro Nazareth  vimos foi uma turminha de “descolados”, 
que 
bebiam sua cerveja e fumavam seus  baseados tranqüilamente no meio de todos 
como 
se isso fosse absolutamente normal  e típico de roda de Samba (com “S” 
maiúsculo 
mesmo!)... Fumavam como se fosse um  simples Carlton, na frente de todos, 
inclusive na frente de gente de cabeça  branca que estava lá, sambando, 
cantando 
velhos sambas e se divertindo. 

 
Não estou aqui levantando a bandeira  antidrogas, ou coisa que o valha; muito 
embora concorde que esse tipo de  comportamento fomenta a violência que assola 
nossa cidade e que está sendo  combatida a exaustão pela sociedade. Cada um 
fuma 
ou mete na narina o que bem  entender, porém o local para tal deve ser 
direcionado a isso... Sou de uma época  em que respeito aos mais velhos, as 
autoridades, as pessoas e a memória dos que  já se foram; eram aprendidas em 
casa e postas em prática quando assim se faziam  necessárias... Sempre se 
consumiu droga no Rio, nas boites, shows de rock e  inclusive em rodas de 
sambas, mas existia o respeito em chegar de “cabeça feita”  no samba, e não 
fazê-la ao vivo e a cores para quem quiser assistir. E pior!  Nesse episódio 
que 
narro, quem fumava normalmente o cigarro de maconha, não  parecia ser morador 
do 
Morro da Conceição, ou adjacências... E não eram! Faziam  parte daqueles que 
afirmam que curtem samba por que o samba está na moda, porque  o samba aparece 
na televisão e nas mídias em geral, porque o samba é  “cult”... Mas nunca se 
puseram a esmiuçar a trajetória do samba e dos seus  personagens notáveis... 
Nunca ouviram um samba de Cartola, nunca ouviram o  samba-lamento de Clementina 
de Jesus, entre outras coisas belas que surgiram do  samba... Não sabem nem que 
samba tem gênero e sub-gêneros..
 
Esse tipo de “tribo” não precisa se  fazer presente nas rodas, não contribuem 
em 
nada, não aprendem nada também... O  samba é pra todos, mas certamente esse 
tipo 
de freqüentador, destoa da proposta  apresentada pelo samba da Pedra do sal e 
suas raízes históricas. 

 
Querem fumar? Que fumem! Querem  cheirar? Que cheirem! Mas por favor, respeitem 
o samba, o local e as pessoas...  A sociedade e os verdadeiros admiradores do 
samba agradecem. 

 
 
Flávio Goy.          



      
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