Aconteceu uma coisa curiosa comigo relacionada com este tema. A cantora Ilessi 
Silva tem uma página no Facebook, eu estava inscrito há algum tempo mas nunca 
tinha participado de nada. Aí apareceu ontem uma nota dela reproduzindo um 
depoimento de um tal de Lobão  (que não sei quem é), que apareceu no Jornal das 
Dez foi de sexta-feira (18/03/2011). Eu achei as declarações dele totalmente 
vazias e escrevi o seguinte na página dela:

"Ele diz que não se ganha discussão com "retruques" como presidiário, cala a 
boca idiota, etc. Correto. Mas os que ele usa não são lá muito melhores: acho 
uma "imoralidade", "absurdo", "descabimento", "todo" o mundo faria "de graça", 
o Brasil não lhe pertence, etc. Truculento, mas sem muito argumento. Não é 
assim que alguém vai me convencer."

Aí outra pessoa lá escreve o seguinte:

"Qualquer pessoa, mesmo que a gente não admire ou discorde pode dizer o que 
pensa. Temos o direito de concordar ou não. Os argumentos dele são claríssimos 
e fortíssimos, concordar já é outra história, depende da visão de cada um."

Como eu não tinha dito nada acerca do direito dele de dizer o que fosse, 
respondo o seguinte:

"Eu não discordo nem concordo, simplesmente não vejo argumento. É o que eu 
penso, posso dizer, não?"

Ai essa pessoa respondeu:

"Claro que pode, como já disse acima. Mas continuo achando que ele deu 
argumentos, da maneira dele, mesmo que pareçam "truculentos". Mas aí já é o que 
eu penso..."

Como eu continuava sem ver argumento algum nas palavras do lobão, perguntei:

"Qual argumento?"

Aí veio esta resposta, que não me dizia nada:

"Eu li o texto e achei vários, se você não achou, aí é uma outra questão."

Como eu sou uma pessoal racional e quero entender as coisas,  já que essa 
pessoa teimava em não me esclarecer, continuei batendo na mesma tecla:

"Me diz um, seja específica."

Não recebi resposta alguma. A pesar da minha insistência ninguém la conseguiu 
me dizer onde havia um único argumento no texto do Lobão. O que não seria muito 
difícil se realmente havia um.

Aí hoje, essa pessoa coloca um link a um artigo do Pablo Vilhaça sobre o 
assunto, de um teor muito diferente 
(http://www.cinemaemcena.com.br/pv/BlogPablo/post/2011/03/16/Por-que-o-MinC-esta-certo-em-autorizar-Maria-Bethania-a-captar-13-milhao-para-seu-blog.aspx).

Li o artigo, e desta vez achei muito bom, ao contrario da gritaria do Lobão. 
Recomendo a todos. Ele explica tudo detalhadamente e assumindo que o leitor 
também é um ser inteligente.

Aí eu resolvi escrever uma notinha em resposta, agradecendo pela informação e 
dizendo que desta vez sim achei o depoimento muito bom. Mas qual a minha 
surpresa, quando eu vi que não dava pra responder já que  eu havia sido 
eliminada da lista de amigos da Ilessi Silva!!!

É isso aí que dá discordar dessa gente.

JLV


Aqui vai o depoimento do Lobão:


Eu acho que é uma imoralidade, e se vem com esse recurso meio cínico de dizer 
que tá tudo certo judicialmente, às vezes o que é legal não é ético. Às vezes é 
muito reprovável, e nesse caso, o é. E acho que, com truculência... Eu venho ao 
longo desses meus 35 anos de carreira, ouvindo de réplicas e retruques e, tipo 
assim: "Drogado! Invejoso! Tá usando psicotrópicos! Presidiário! Cala a boca, 
idiota! Mal caráter!" ..., e não é assim que se ganha uma discussão. É dinheiro 
público sim, porque o imposto no Brasil custa 40% que a gente paga de taxas de 
impostos escorchantes, pr'um serviço público péssimo, e esse dinheiro é 
interceptado na fonte, é colocado, e aí o Ministério da Cultura vira um filtro, 
uma banca de negócios, pra mesma corriola.



Eu quero deixar pra todo mundo saber que eu continuo com a mesma posição. Não 
houve nenhuma precipitação da minha parte; eu procurei saber. Eu acho que um 
blog por um milhão e 300..., que foi pleiteado por um milhão e 600, um absurdo. 
Todo mundo faria de graça. A tecnologia de hoje permite isso; isso é um 
descabimento; isso é uma fronta! Nós estamos numa crise artística excepcional, 
onde a MPB se prevalece do poder público pra artificializar sua vida, enquanto 
que as rádios artificializam o sucesso através do jabá. Então, a gente tá 
vivendo um momento muito crítico. Agora, meu querido Andrucha, se você quiser, 
eu faço de graça tudo o que você fizer. Agora, o carma vai ser muito sério. O 
Brasil não lhe pertence. Nem a nenhum de vocês.










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