Ô gentem!!! Parabéns à Presidenta Dilma. No entanto, fica aqui uma pergunta sobre esta matéria e a proposta da nossa Presidenta: desde quando Roberto Carlos é do choro? Pelo que estou vendo ele agora é sambista da Beija-Flor de Nilópolis, chorão, pagodeiro etc etc. Sempre achei que a música *Meu Calhambeque* tinha ritmo de choro!... Ops!!! Mas pensando bem... se o cara era da Jovem Guarda estava preparando a Velha Guarda de Beija-Flor e deu no que deu. Te cuida Reco!!!... Mas... valeu a iniciativa! abraço Joel
Em 10 de abril de 2011 14:24, Sonia Palhares Marinho < [email protected]> escreveu: > > *DILMA LEVA PARA A CHINA O CHORO LIVRE DO BRASIL* > > * * > > > > Mais do que um gênero musical, junto com a Presidenta Dilma em sua viagem à > China no dia 07 de abril, segue a própria Alma Brasileira que mereceu > inclusive a nobreza deste título no “Choro Número Cinco” de Heitor Villa > Lobos, o gênio brasileiro que está entre os dez maiores compositores da > história da humanidade. > > > > O choro brasileiro, livre em sua alma, é a expressão de todas as etnias e > formas sentimentais do povo brasileiro. O Brasil jamais esteve divorciado > dessa alma, dessa verdadeira identidade da nossa gente, tanto que Mário de > Andrade sentencia que é esta, *“a música popular brasileira a mais > totalmente nacional e a mais forte criação de nossa raça até agora”.* > > * * > > Essa nacionalidade está condicionada aos fatores sociais e do tempo do > próprio Brasil. O Choro Brasileiro não é um fenômeno isolado, mesmo atento > às tendências de cada época e interligado com o sentimento de nossas artes. > Se ele liga uma arte à outra, com o fio invisível que Camargo Guarnieri > prefere chamar de “espírito do tempo”, o choro é o som e o ritmo desta forma > humana de sentir e fazer a arte do Brasil. É um mundo geograficamente visto > como uma peça de autêntica brasilidade. Ao mesmo tempo são os seus sons que > fazem a ponte entre dois fundamentais movimentos brasileiros, o popular e o > erudito. Por isso, o clima constante de disponibilidade emotiva dos segredos > espirituais de nossa arte que esteve presente na Semana de Arte Moderna de > 22, é revelado também com os sons do nosso povo. > > > > Mário de Andrade descreve de forma poética essa criação espontânea que > constrói de forma gradativa a síntese da linguagem da arte brasileira. > *“Enquanto > o povo boliviano traz a entre seus lábios a folha de coca, o povo brasileiro > traz em seus lábios a sua música, a sua melodia”. *Uma melodia alicerçada > na filmagem de seus próprios sentimentos, favorecendo todas as nossas > infinitas fusões. > > * * > > E é desta originalidade formidável que Mário de Andrade faz uma análise de > um dos clássicos do choro brasileiro do nosso gênio Pixinguinha que, aliás, > é justo no mês de abril que, em homenagem ao seu nascimento, é comemorado no > dia 23 o Dia Nacional do Choro. Em nota, Mário de Andrade diz sobre > “Urubatã” de Pixinguinha: “*Disco admirável. Riqueza e beleza de > combinações instrumentais. Alfredo Viana é o próprio Pixinguinha. O título > “Urubatã” é digno de nota. Urubatã é um deus do catimbó cuja melodia > registrei no Nordeste. Pixinguinha, macumbeiro contumaz carioca, denominando > uma obra sua em nome de Catimbó”.* > > * * > > Ao mesmo tempo em que esta alma brasileira, o choro, é homenageada na > viagem da Presidenta Dilma à China, Chiquinha Gonzaga, a mais legítima > representante das mulheres brasileiras, aparece como uma das figuras > centrais desse caráter nacional que é o choro brasileiro. Pois foi ela, > Chiquinha que, ao lado de Joaquim Antonio Callado, fixou com detalhes e de > maneira afirmativa o termo “choro” como um gênero rigorosamente brasileiro, > extraído da multiculturalidade manifestada pelo povo até aquela época, a > segunda metade do século XIX. > > > > E, mais uma vez, como disse Mário de Andrade: “*Francisca Gonzaga > continuou demonstrando ao Brasil como eram ricas as peças populares”, *com > o seu caráter generalizado com que ela compunha e executava para deixar > impressa esta alma nas instituições oficiais do Brasil, sendo o Corta Jaca – > Gaúcha o seu mais conhecido e executado choro. > > > > Todos estes documentos distintos que seguem nesta viagem de Dilma à China, > são símbolos que estão contidos no extraordinário repertório do grupo Choro > Livre liderado e legitimado por um dos mais importantes personagens da > história contemporânea da música brasileira, Henrique Filho, o Reco do > Bandolim que, além de uma apresentação crítica e refinada, leva uma obra > positivamente artística como instrumentista, bandolinista, compositor e > Presidente do Clube do Choro de Brasília que é hoje considerado o templo > sagrado da música instrumental brasileira. E é esta mesma síntese que > possibilitou a expansão dos horizontes de sua liderança frente ao choro > contemporâneo brasileiro que ergue agora o Espaço Cultural do Choro em > Brasília, com a assinatura de Niemeyer e que deixa cada vez mais expresso > que a capital do Brasil é também a Capital do Choro Brasileiro. > > > > Por isso temos muito que comemorar essa demonstração de respeito e carinho > que a Presidenta Dilma tem com o universo multidisciplinar que é a > manifestação musical do Brasil. Um universo riquíssimo que reflete a > característica do nosso povo que conforma a produção humana do país com a > realidade da arte nacional. > > > > > > _______________________________________________ > Tribuna Livre, uma lista de discussão de Samba & Choro > Para cancelar: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/cancela > Assine: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/assina > Estatutos da Gafieira: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/estatutos > >
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