Em Qui, 2006-10-19 às 21:04 -0200, Thadeu Penna escreveu: > E quem disse que usar Linux é diversão?
Bem, usar Linux pode ser muito divertido. Mas para pessoas cujo conceito de diversão é bastante diferente do normal. Eu, por exemplo, acho divertido ficar futucando as configurações dos programas para ver como eles iniciam mais rápido ou ficam mais bonitos, acho interessante baixar e instalar temas, tenho prazer em experimentar programas novos (principalmente quanto tenho que compilar e empacotar, aí é quase um orgasmo) e costumo gastar uma boa hora por dia lendo as mensagens da lista de discussão (que é a coisa mais parecida com novela dos oito no mundo Linux: tem humor, intriga, "sacanagem", conceitos místico-filosóficos, bons exemplos, palavrões e até, ocasionalmente, algum "bit" de informação que "sacode" o bom e velho cérebro e motiva a buscar algo novo). Mas considerando que a juventude de hoje gosta de emoções extremas e esportes radicais, acho que o Linux nunca vencerá o Windows, que é a coisa mais parecida com um filme de terror que há por aí... > Não conheço ninguém que > tenha mudado para Linux por causa de jogos. Ah, vai me dizer que você nunca matou de inveja aquele seu amigo viciado em Need for Speed quando você mostrou para ele o Xgalaga? :-)) > Se vai mudar de sistema > operacional é porque está disposto a aprender algo. Nisso eu discordo. É "em tudo" nessa vida que devemos estar sempre dispostos a aprender algo. Pessoas que não se interessam em aprender são perdedores: cedo ou tarde vão chegar ao seu limite e terão de se contentar com ele. O segredo do sucesso, hoje, é gostar de aprender. Aprender não é mais um meio, deve ser um fim em si mesmo. > Se está disposto > a aprender é porque sabe que não se aprende sem algum trabalho e > esforço. O esforço fica consideravelmente menor quando você tem gosto pela coisa. O trabalho, não. Mas o tempo e o esforço necessários parecem consideravelmente maiores para quem acha que "aprender é um trabalho". > Eu nunca tentei convencer minha mãe a usar Linux: até hoje > ela usa o Word para ler disquetes porque acha que todos os arquivos > são .doc. O que aliás foi uma grande sacada da Microsoft. Todo mundo acha que texto tem que ser .doc por que "doc" vem de "documento", afinal, ou não? Agora, falando sério. Piadinhas acima à parte, concordo com tudo que você disse: o Linux representa uma ruptura, uma mudança. Se é para ser tudo igual como era no Windows, então não precisava migrar. O único problema que ainda resta vencer é que normalmente quem trabalha com vendas naõ tem escrúpulos em empurrar o produto, mesmo sabendo que ele não presta. Tem a velha piada do vendedor da loja de roupas que pergunta ao gerente "a freguesa perguntou se este vestido encolhe" e o gerente pergunta "ele ficou justo no corpo?". O vendedor diz que não, que ficou um pouco largo, então o gerente completa: "então diz que encolhe". Quando fui comprar minha impressora HP 3550 ela ainda estava há poucas semanas no mercado e não havia informação sobre sua compatibilidade com Linux. Quando perguntei ao vendedor se era compatível ele não teve dúvidas: claro que é! Depois fui ver que não era (e não foi por alguns meses ainda). -- José Geraldo Gouvêa <[EMAIL PROTECTED]> -- ubuntu-br mailing list [email protected] www.ubuntubrasil.org https://lists.ubuntu.com/mailman/listinfo/ubuntu-br

