Estou fazendo uma pós-graduação à distância com bolsa do Banco do Brasil
e surgiu uma brecha no fórum de discussão que me permitiu postar o
seguinte comentário:

Um bom exemplo disso [que outra pessoa havia comentado] está acontecendo
em relação ao desenvolvimento de tecnologia na informática.
Tradicionalmente os países periféricos têm dificuldade em acompanhar o
passo do desenvolvimento dos países centrais por falta de capacidade
econômica para desenvolver suas próprias tecnologias.

Em parte essa dificuldade surge porque o conhecimento gerado nos países
centrais é patenteado, impedindo que seja livremente utilizado. Assim,
os periféricos são forçados a utilizar versões antigas ou então
"reinventar a roda".

Nos anos 90 esse jogo começou a mudar. A distribuição do sistema
operacional Linux levou à popularização do conceito de "software livre",
cujo código é aberto e não-patenteado. Com o software livre os países
periféricos passam a poder utilizar e desenvolver tecnologia
contemporânea sem pagamento de royalties. Isso diminui a evasão de
divisas rumo aos países centrais e permite que se invista mais em base
instalada.

Portanto, a adoção do software livre é uma oportunidade de inclusão
digital para o terceiro mundo que não pode ser perdida. O próprio Banco
do Brasil está demonstrando a viabilidade e a necessidade de migrar para
software livre ao economizar milhões em licenças adotando Linux e
OpenOffice em vez de MS Windows e MS Office.

Claro que essa situação é combatida de diversas formas por empresas
tradicionais, cujo negócio se baseia no controle da tecnologia e da
informação. Essas empresas, como SCO, Microsoft e outras, espalham
boatos para tentar desacreditar o software livre, investem milhões em
marketing para convencer as pessoas a continuarem usando seus programas
e gastam mais milhões em subornos para que políticos corruptos não
aprovem leis favoráveis ao  software livre.

Espero que não seja necessário chegarmos a uma catástrofe como a do
clima [ela mencionara a dificuldade que os ambientalistas tiveram para
ser levados a sério] para que as pessoas se convençam de que migrar para
software livre é o melhor caminho para o Brasil e para elas mesmas.

Se pintar alguma resposta maneira eu posto aqui também.

Aproveito para conclamar os membros da lista que ainda não "vestem a
camisa" a não perderem oportunidades de divulgar e defender o software
livre. Não é fanatismo, é querer o melhor para o Brasil.
-- 
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