O que me deixa preocupado com essas diversas distros é o seguinte: Um usuário básico compra um computador que veio com o Linux instalado, um desses desenvolvidos pelo próprio fabricante, tipo a Itautec com o Librix, aí o cara começa a buscar soluções para o Librix, sendo que ele vai encontrar dificuldades, até ele ver que o Librix é baseado no Gentoo, que tem uma comunidade bem ativa e que me ajudou bastante quando eu precisei. Muitos usuário vão perder a paciência e partir pro software pirata, porque ele vai achar que o Linux é muito complicado. O que sabemos que não é verdade. Conversei com algumas pessoas que compraram computadores da CCE que veio com o Insigne Linux, todas elas criticaram essa distro. Então eu pergunto: Porque não usam uma distro original com facilidade de suporte? Há quanto tempo o Ubuntu lidera o ranking no distrowatch.com? Desde 2005!!! E mesmo assim nenhum desses fabricantes vende seus computadores com Ubuntu. O Mandriva, o Kurumin são simples e eficientes como desktop, e com facilidade de se conseguir suporte. A Novell faz um trabalho fantástico com o Suse numa distro que sempre foi muito boa. Então porque não usá-las?
Geilson José Geraldo Gouvêa escreveu: > Geilson Melo escreveu: > >> Sobre os laptops, a Itautec e Positivo estão vendendo máquinas com Linux >> e com um preço realmente melhor que as máquinas com Windows. >> A Itautec desenvolveu em parceria com Universidade de Campinas um distro >> baseada no Gentoo, que ao menos pra mim não agradou muito. A idéia do >> Gentoo é bem interessante, o sistema de gerenciamento de pacotes dele o >> portage é bom, sendo que todo o pacote instalado precisa ser >> recompilado, em algumas vezes você tem que ter paciência. >> O que eu gostaria de entender é porque essas empresas que montam micros >> não seguem as tendências de mercado, basta olhar o distrowatch.com, e >> ver quais são as distros mais usadas. E ao invés de inventar, basta >> instalar o original. >> >> Geilson >> > Minha modesta opinião: > > Essas empresas se aproveitam do fato de que o Linux é livre e tentam > implementar sua própria solução, sua própria marca. Não acho isso tão > errado, desde que se mantenha a compatibilidade com a distribuição > original e se respeite as licenças, afinal, há muito tempo os > fabricantes de PCs costumam incluir versões do Windows contendo > "branding", tipo papel de parede, homepage do fabricante, programas > instalados, etc. > > O problema é que muitas vezes eles acabam querendo inventar "um outro > formato de roda" e criam distribuições que não acrescentam nada e que > muitas vezes nem contêm a marca da empresa de forma visível. Pior > ainda, às vezes essas empresas tentam, de alguma maneira, "fechar" o > Linux, criando uma distribuição totalmente proprietária, como a infame > "Free Software" tentou fazer com o seu "Freedows" e o "FreeOffice", mas > baseada no código-fonte padrão. > > O "problema" é que o Linux surgiu da comunidade de usuários e as grandes > distribuições são independentes. No futuro é possível que certos > fabricantes desenvolvam suas distribuições corporativas, otimizadas para > seu hardware -- isso, é claro, se o Linux no desktop "pegar" mesmo. > > O que vocês acham desse meu raciocínio? > > José Geraldo > > -- Interessado em aprender mais sobre o Ubuntu em português? http://wiki.ubuntu-br.org/ComeceAqui - ubuntu-br mailing list [email protected] https://lists.ubuntu.com/mailman/listinfo/ubuntu-br

