Thiago Tabosa escreveu: > que o ideal é que as duas coexistissem bem , mas dando condições > igualitárias pras duas se desenvolverem (por exemplo ,todas as fabricantes > se comprometendo em criar drives tanto pro Linux quanto pra Windows . . . ) > Quem apoiava este conceito era o falecido Ray Noorda, o cara q transformou a Novell em uma empresa bilionária e líder de mercado.
O nome do conceito era "CO-OPTITION", ou seja, competição com cooperação. Ele acreditava q o tamanho do mercado era mais do q suficiente para sustentar todos os players, contanto q todos desenvolvessem seus produtos usando protocolos e padrões abertos, mantendo a compatibilidade e a famosa interoperabilidade - palavra q agora uma certa empresa famosa por empregar práticas predatórias de mercado gosta de usar como se realmente acreditasse nisso. Infelizmente, a empresa q dominou o mercado anteriormente da Novell acreditava piamente em lock-in e tentou até mesmo "sujar" a pilha TCP/IP. Mas, isso já faz tempo... > O Firefox só é que é hoje porque existiu/existe um tal Internet Explorer que > era/é uma porcaria , daí o > pessoal se juntou e fez um programa que fazia a mesma coisa que o IE só que > infinitamente melhor . E por aí vai . Como é q é?!?!? Já vi q ninguém aqui é da época em q diziam q o Marc Andreesen era o novo Bill Gates, né? O mercado de navegadores era dominado pela Netscape. Poucos lembram, mas o Netscape era tão proprietário qto o IE, além de ser *pago* para uso comercial (e gratuíto para uso em educacional e - não lembro bem - acho q pessoal tbém). Qdo o IE surgiu, já era bem *pior* q o Netscape de então. MAS, vinha embutido gratuitamente no Windows95. A MS alegava q o IE era parte indissociável do sistema operacional e, portanto, podia fazer o q qqr lugar civilizado chamaria de "dumping" contra um concorrente cuja única fonte de renda era o browser (e o o server). Como a MS tinha diversas fontes de renda (pra começar, o sistema operacional e, logo depois, o pacote de escritório), dar "de graça" um produto inferior, mas bom o suficiente para o usuário leigo, não lhe traria problemas. E assim a Netscape foi pro brejo, pois foi-se para o beléleu sua fonte de renda; o investimento em seu próprio browser dançou (e o produto foi realmente se deteriorando); e a MS ganhou tempo para melhorar o seu produto. Quem lembra do Nescape e do IE 1.x sabe do q eu estou falando. A MS só alcançou o Netscape, em termos de funcionalidade e qualidade, lá pela versão 5.x. Aí surgiu o Open Source (não estou falando de Software Livre, mas do q se passou a chamar Open Source mesmo - vide Bruce Perens, Eric Raymond, etc). A Netscape abriu seu código em um movimento relativamente desesperado. A empresa foi comprada pela AOL, etc e tal. O Mozilla Firefox é o filhote bem sucedido do Netscape Navigator. O q muitos ignoram é q o código original teve de sofrer uma limpeza profunda, pois há quem diga q era algo extremamente macarrônico, problema q foi ampliado pela concorrência com a MS, q usava seu poder econômico para forçar a barra sobre a Netscape. Assim, o Firefox *não* surgiu por causa do IE. Ele foi criado como canto de cisne do Navigator (q ainda continuou usando sua base de código por um tempo). Sem dúvida, a concorrência com o IE é salutar no sentido de impedir a estagnação do produto, MAS é sempre bom lembrar da história completa e ver q muitas vezes essa mesma concorrência NÃO se dá pelo mérito dos produtos, e sim por práticas condenáveis dos jogadores. Ou todos aqui desconhecem a época em q a MS se aproximava de determinadas empresas, começava a desenvolver um projeto em conjunto, abandonava o projeto dizendo não ter mais interesse na tecnologia, e depois lançava a mesma tecnologia embutida em seus produtos? Lembram qdo a Stacker ganhou um processo sobre a MS justamente pq ela fez isso (no caso, ao incorporar o DoubleSapce no DOS)? Lembram como ela fez isso com a Norton (hj Symantec)? Concorrência é bom, sim, mas somente qdo se dá em bases em q todos têm condições de competir. Software Livre, ao incentivar o livre fluxo e compartilhamento de conhecimento, encoraja esse comportamento. Ou ninguém reparou na qtd de distribuições q foram criadas com a recompilação dos pacotes da Red Hat? Ninguém aqui conhece White Box e CentOS? Isso afetou a Red Hat? Não! Muito pelo contrário, pois as distribuições "de recompilação" acabam servindo de base de teste aos seus produtos. E isso dá espaço para ela investir seus recursos em parcerias e certificação de aplicações corporativas. Enfim, às vezes tenho a impressão de q muitos nesta lista nasceram na década de 90 e não sabem o q era a indústria de TI na década de 80 (ganhei meu primeiro micro em 81/82, qdo tinha 10/11 anos). E, pior, perderam a ascensão e queda de diversas empresas em meados da década de 80 e durante a década de 90 justamente pelas práticas predatórias da MS, q jogava de forma suja e agressiva, enterrando produtos cuja natureza era evidentemente superior aos seus. Quem esquece a história, está fadado a repeti-la. Quem viveu os anos 80 e 90 e lembra da MS daquela época, sabe muito bem o q acordos estilo Novell/MS e agora o brado de q o GNU/Linux viola suas patentes representam no contexto da MS. Gdes produtos? Pode ser. Mas, os feitos de engenharia da empresa ficam em muito eclipsados com suas práticas predatórias. [ ]s, OJr. -- Interessado em aprender mais sobre o Ubuntu em português? http://wiki.ubuntu-br.org/ComeceAqui - ubuntu-br mailing list [email protected] https://lists.ubuntu.com/mailman/listinfo/ubuntu-br

