Aplicando ciência aos OVNIs <http://www.ceticismoaberto.com/news/?p=1429>
[image: Spritebrasil32hj] Fantasmas? Não, é um instantâneo registrando algo mais fabuloso, *porque é real*. É a *primeira imagem de sprites capturados do Brasil*, em novembro de 2002 em Cachoeira Paulista. *Sprites?* Em inglês, o termo remete a *criaturas míticas* da mesma classe que gnomos e fadas, mas aqui definem um *fenômeno bem concreto* aceito como tal há menos de duas décadas <http://www.ceticismoaberto.com/news/?p=916>. Parcamente visíveis a olho nu, sprites são lampejos de luzes avermelhadas a dezenas de quilômetros de altura associados a tempestades. Eles estão em companhia dos "elves" elfos e outros nomes de contos de fadas atribuídos pelos cientistas às fugazes e ainda pouco compreendidas manifestações atmosféricas <http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=9740>. O Brasil é uma das regiões de maior ocorrência de tempestades elétricas no mundo, e estes fenômenos apenas recentemente estudados podem brilhar sobre nossas cabeças como em nenhum outro lugar o que só reforça o valor da imagem acima, capturada em uma campanha de observações de pesquisadores do * INPE* e das *Universidades de Utah e Washington*<http://www.geophys.washington.edu/Space/AtmosElec/Brazil.html>(clique para mais imagens, e detalhes em inglês aqui PDF<http://mtc-m16.sid.inpe.br/col/sid.inpe.br/marciana/2005/01.04.14.12/doc/33768.pdf>). Antes da campanha, que registrou nada menos de 18 eventos incluindo *sprites * e talvez *elves*, tais fenômenos já haviam sido registrados sobre o país, mas vistos a partir do espaço. Leia mais em bom português aqui<http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=9740> . *UFOCapture *Tudo isso nos leva, como bons fissurados pelo insólito, *à ciência aplicada aos OVNIs*. Veja novamente a fabulosa imagem do primeiro sprite capturado do Brasil, e note que ela foi registrada a partir do chão. Como notamos em uma nota anterior, onde propusemos *capturar OVNIs*,<http://www.ceticismoaberto.com/news/?p=1353>não só é possível registrar esses novos fenômenos em terra, como hoje pode-se fazê-lo literalmente do conforto de sua casa a um preço acessível. Você pode obter evidências perto do que mais avançado há em uma área fascinante de investigação científica, *a partir de sua janela*. Quem sabe capture mesmo algo inédito, ou completamente inexplicado? *Como OVNIs?* E tudo isso se torna bem mais acessível se o observatório inteligente em sua casa contar com uma câmera como esta<https://store.pcsurveillance.net/ProductDetails.asp?ProductCode=KPC-SLL650BH>indicada por *Marcelo Domingues <http://astrofotos.info/main.php>*, que *custa um dígito a menos* que as recomendadas inicialmente. Ainda será preciso testá-la, mas já parece um começo promissor por aqui. [image: spriteciphsosod4]<http://ciph-soso.blogspot.com/2008/09/sprites-del-12-settembre-2008.html> Na Itália, como nos avisa *Roberto Labanti<http://notezetetiche.blogspot.com/> *, com um equipamento similar o *CIPH<http://www.itacomm.net/ph/default.htm> * (Comitato Italiano per il Project Hessdalen) capturou *no mês passado*mais imagens claras de sprites<http://ciph-soso.blogspot.com/2008/09/sprites-del-12-settembre-2008.html>, somando-se às várias anteriores <http://eurosprite.blogspot.com/>. *E então, vamos capturar OVNIs? E muito mais?<http://www.ceticismoaberto.com/news/?p=1353> * *Muito mais espectros* Não é apenas de câmeras altamente sensíveis ligadas a computadores que a investigação séria de OVNIs pode se beneficiar. O que você diria da possibilidade de *analisar a composição química e mesmo o meio de propulsão de OVNIs?* Cientificamente?! Assim como contamos na nota anterior a história de como cientistas em sua época custaram a acreditar em meteoros, argumentando que pedras caindo do imaculado espaço exterior eram uma idéia absurda, vale lembrar que houve uma época em que um notável pensador também resolveu mencionar algo que nós nunca poderíamos saber ao certo. O pensador era *Augusto Comte*, e o conhecimento que ele julgou inacessível era "*a composição química [das estrelas]* O conhecimento positivo que podemos ter das estrelas está limitado apenas a suas propriedades geométricas e mecânicas [como seus movimentos pelo céu]". Comte escreveu isto em *1842*, e se você pensar sobre o tema, é bem provável que concorde com ele. Afinal, como os cientistas podem saber que nosso Sol é composto primariamente de hidrogênio, um tanto de hélio, e traços minúsculos de outros elementos? Nunca enviamos nenhuma sonda espacial para colher amostras de sua superfície escaldante e trazê-las de volta para análise em laboratório. *Isso é praticamente impossível*. Talvez esses cientistas estejam apenas especulando? Ainda mais quando falam da composição química de estrelas ou nebulosas a muitos milhões de anos-luz de distância. [image: heliumvspec_graph02] É bem verdade que não se colheram amostras do Sol para análise em um laboratório terrestre, mas incrivelmente os cientistas podem ter tanta certeza quanto se o tivessem feito. Isto porque dois anos depois que Comte faleceu, descobriram que todo elemento químico emite e absorve luz de uma maneira característica, no que é efetivamente sua *assinatura inconfundível*. Nascia a *espectroscopia <http://astro.if.ufrgs.br/rad/espec/espec.htm>*, através da qual se pode analisar a composição química de materiais através da luz que emitem ou absorvem. E se estrelas fazem algo muito bem, é emitir luz. Com a descoberta abria-se um mundo de possibilidades, uma das primeiras das quais era analisar a composição química de estrelas, a começar por nosso Sol. E, em um triunfo científico espetacular demonstrando o poder da nova ferramenta, *o elemento hélio foi descoberto primeiro no Sol, e apenas quase trinta anos depois na Terra!* Isso mesmo: aquilo que enche bexigas de crianças é um elemento químico descoberto primeiro no Sol, a 150 milhões de quilômetros de distância. Com uma "assinatura" de luz até então desconhecida, batizaram-no de *hélio* em honra ao deus grego do Sol e apenas décadas depois conseguiu-se confirmar tal elemento aqui na Terra. Ironia das ironias, se de alguma forma conseguíssemos colher material diretamente do Sol e trazê-lo até a Terra para investigação, uma das formas de análise química seria justamente através da espectroscopia. Isto é, faríamos com o material exatamente o que se faz a milhões de quilômetros de distância. Analisar seu espectro. *UFÓlio* Nos desviamos um tanto pelas estrelas para chegar à *espectroscopia aplicada aos OVNIs*. Assim como é pouco prático colher amostras de material de estrelas, não devemos esperar poder colher lascas de material de um disco voador. Mais de meio século de buscas, apesar de todas as histórias rocambolescas de contatos e abduções, não permitiu nenhuma amostra confiável ou minimamente intrigante. Mas se há algo que os OVNIs parecem fazer bem, é emitir um tanto de luz. E se emitem luz, emitem um espectro, que pode ser analisado. Ele pode revelar não apenas informações sobre a composição química da fonte, como mesmo detalhes relacionados à distorção por intensos campos magnéticos, por exemplo. Tudo isso está contido no espectro emitido por qualquer fonte luminosa, incluindo OVNIs. E ele não só vai além da luz visível, como está codificado em detalhes linhas espectrais que infelizmente não são capturados por câmeras comuns. Não rotineiramente. Não seria uma ferramenta fabulosa se as câmeras pudessem capturá-lo? *Pois câmeras comuns podem capturar espectros, se forem equipadas com elementos que custam muito pouco*. Basta acoplar uma *grade de difração* em frente à lente de uma câmera comum, e você terá uma espécie de espectrógrafo caseiro. [image: diffraction] Grades de difração podem ser compradas por menos de um dólar cada<http://www.rainbowsymphonystore.com/difgratslidl1.html>, e com improvisação consegue-se montar um suporte removível com materiais caseiros. O francês *Jérome Frasson* apresenta, em inglês, mais detalhes sobre a aplicação da espectroscopia à ufologia<http://www.ufo-science.com/uk/downloads/pdf/diffraction_grating.pdf>(PDF). É parte do grupo francês *UFO-Science* <http://www.ufo-science.com/>, de *Jean-Pierre Petit*, que apresenta idéias no mínimo curiosas. Como a de que discos voadores poderiam se valer do *efeito Coanda<http://www.ufo-science.com/uk/downloads/pdf/coanda_saucer.pdf> * (PDF) e da *propulsão magneto-hidro-dinâmica<http://www.savoir-sans-frontieres.com/JPP/telechargeables/English/the_silence_barrier.htm> * (PDF), para voar a velocidades supersônicas em completo silêncio. Curiosas, no mínimo, e tema para outras notas. Por aqui, voltamos aos espectros e à possibilidade de descobrir um "UFÓlio", material digno de OVNIs. *Não cole uma grade de difração na lente de sua câmera para fotografar tudo que vir pela frente*. O resultado pode ser uma imagem psicodélica como a abaixo, sobrepondo espectros de várias ordens, de diversas fontes, sobre a imagem. Que tem apenas uma fonte de luz. Psicodélico, mas atrapalhará ao invés de ajudar: [image: rainbowsymphony32] Ao invés, *tenha uma grade de difração à mão*. Se por acaso se deparar com um OVNI, depois de tomar várias fotos, comuns, da melhor forma que puder assegurando-se de manter o foco, referências e tudo mais se o OVNI ainda estiver no céu, aí então poderá tentar capturar seu espectro. Depois de fazê-lo, deverá ainda capturar imagens com a grade de difração do céu sem o OVNI. E mais fotos sem a grade de difração. Esta ferramenta poderosa, quase tão boa quanto retirar lascas de um disco voador, é pouco utilizada por ufólogos e entusiastas, mas há exceções. O *Projeto Hessdalen* <http://www.hessdalen.org/reports/Spectrographic_records.shtml>na Noruega, por exemplo, capturou o espectro de alguns fenômenos luminosos. Na França, policiais foram equipados com grades de difração e câmeras adaptadas, e mesmo no Brasil, o pesquisador *Rogério Chola* é um dos que já tentaram obter espectros úteis. Não se descobriu nenhum "UFÓlio", e a sério, não foram feitas grandes descobertas. Mas foram muito poucas tentativas, e naquelas em que se produziu um bom registro de espectro, pôde-se saber muito mais sobre o OVNI do que o simples ponto de luz em uma fotografia comum permitiria. É apenas algo do que a ciência, que reconheceu os sprites, elves e afins, atribuindo-lhes mesmo nomes míticos, depois de analisar a composição química de estrelas a anos-luz de distância, pode fazer se aplicada ao nosso entusiasmo por descobrir algo novo nos céus. E aqui, ao seu alcance. OVNIs podem até ser de outro mundo, mas se voam por aqui, estão no nosso. Podem e devem ser investigados e analisados de forma científica. *CeticismoAberto* continuará a divulgar, propor e levar a cabo técnicas científicas ao estudo de OVNIs. Sinta-se à vontade para discutir e partilhar suas dúvidas e sugestões nos comentários, ou junte-se ao *grupo de discussão * <http://br.groups.yahoo.com/group/ceticismoaberto/>, enviando um e-mail para [EMAIL PROTECTED] [As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas] ------------------------------------ ======================================================== Ja pensou em fazer um site para você ou seu grupo de pesquisa ufológica? A A1WebSolutions tem um plano especial para você! Utilize o código promocional "BURN" no fechamento do pedido e ganhe o primeiro mês de hospedagem gratuíto no pacote ONG! Acesse agora: http://www.a1web.com.br/ ======================================================== Brazilian UFO Research Network - http://www.burn.com.br/ ======================================================== "Os incapazes de atacar um pensamento atacam o pensador" [ Paul Valéry ] -------------------------------------------------------- Duvidas sobre a lista? 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