Ah, está explicada verdadeira extensão de seu problema
Igor, sem trocadilhos... JUIZ. Juízes são advogados e
estes são, sinceramente, um dos piores públicos para
trabalhar.
Sua situação é parecida com a minha, serviço público e
advogados. O que falta para essa gente é respeito,
respeito aos colegas de trabalho que não advogados
como eles. Falta também respeito à ordem e hierarquia
no serviço público.
Se utilizar OpenOffice foi ORDEM da administração,
deve ser respeitada como tal. Ninguém pede que aceitem
como cordeiros, todos tem direito de discordar, mas
que respeitem a ordem e quem as faz cumprir.
Um cara do exército falou que é muito importante o
"apoio do comando", ou seja, a chefia, quem decidiu
pelo uso de OpenOffice tem o dever de dar total apoio
a quem executa. E acima de tudo, quem recebeu a ordem
tem o dever de obedecê-la. Lá, uma ordem é uma ordem.
Não sou fã de organizações militares, mas lá há algo
que falta aos outros órgãos públicos: respeito à
hierarquia e disciplina, coisas que há muito sumiram
de outros lugares, principalmente quando envolvem os
"doutores" juízes e advogados.
Resolvemos o problema em parte, com o seguinte
argumento, mesmo sem poder contar muito com o "apoio
do comando":
"Não possuímos licença para instalar o MSOffice e
instituição não possui verba para comprá-las. Instalar
MSOffice seria considerado pirataria, portanto, ato
ilícito."
Por coerência, a maioria deles tinha de concordar e
muitos respondiam: "então vou usar esta merda, mas não
levo mais trabalho para casa"
Aos mais renitentes, que exigiam o MSOffice, ao menos
eu, respondia: "Não vou instalar, pois como disse-lhe,
não possuímos licença e seria pirataria. Não vou
instalar porque NINGUÉM pode obrigar-me a cometer ato
ilícito no exercício de minhas funções. Se o senhor
tiver alguma dúvida, estarei à disposição para
esclarecê-la."
Ficou um tanto fora do tópico, mas eu compreendo muito
bem os problemas pelos quais o Igor passou e,
lamentavelmente, ainda vai passar.
Ah, em tempo, decidimos utilizar o padrão do
OpenOffice e posteriormente iremos fazer a conversão
de toda a base de arquivos existente em formato .doc,
o que não é pouca coisa, pois cada advogado possui de
300 a 600 Mb em arquivos em média. São quase uma
centena de advogados.
--- Igor da Silva Erler <[EMAIL PROTECTED]>
escreveu:
> Eu concordo que o melhor seria usar o padrão do
> proprio OO. Mas trabalho num estabelecimento publico
> e aqui existe o "eu mando, eu quero, eu sou mais
> importante que voce carinha do computador". Tipo,
nos
> tinhamos instalado o OO nas maquinas ano passado,
mas
> as pessoas reclamavam que "isso não abre la em
casa",
> e UM JUIZ mandou que nos do Departamento de
> informatica tiracemos todos os OO e instalasemos
> M.office(ps: que nos nao tinhamos) em todas as
> maquinas...
> Solução: Compramos quase 100 Pacotes .M.Office.
> derrepente a custo quase 2x mais caro pela urgencia
> Agora queremos testar para ver se assim é possivel
> pelo menos usar um software livre por enquanto ,
> chegaram 300 maquinas novas e eu tenho de por
> um ofice nelas, e nao tenho dinheiro para M.
> Office...
Carlos B. Schwab
Porto Alegre, RS
Email: [EMAIL PROTECTED]
Linux user #178140, since oct 1996.
"Que capacidade impiedosa essa minha de fingir ser normal o tempo todo!!"
- Raul Seixas
"Quem come de tudo está sempre mastigando"
- XSandro
_______________________________________________________
Yahoo! Messenger com voz: PROMOÇÃO VOCÊ PODE LEVAR UMA VIAGEM NA CONVERSA.
Participe! www.yahoo.com.br/messenger/promocao
---------------------------------------------------------------------
To unsubscribe, e-mail: [EMAIL PROTECTED]
For additional commands, e-mail: [EMAIL PROTECTED]