--- Olivier Hallot <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:

> Pelo jeito o OpenOffice já está "queimado" dentro da
> sua repartição. Vai ser difícil reverter a situação.

> Já vimos este filme: Começa com alguem que diz que é

> só trocar um pelo outro e mandar o usuário "se 
> virar". Não foi feito planejamento, não foi 
> considerado que o usuário é um ser humano com medo 
> natural de mudanças, não se considerou o devido 
> treinamento e não se criou um ambiente propício à
> mudança de cultura.

Conheço isso também, mas mesmo assim estamos
implantando na raça. As resistências estão diminuindo
na medida em que as pessoas estão habituando-se com
seu uso e vendo que o OpenOffice funciona a contento,
tãop bem ou melhor que o MSOffice. Também estamos
promovendo treinamentos e todos os novos equipamentos
já estão vindo do fabricante com o OpenOffice
pré-instalado.

Existe aquela meia dúzia que reclama e sempre
reclamará. Felizmente eles são, literalmente, meia
dúzia. Desaparecerão na multidão.

O grande problema foi sem dúvidas, a falta de
planejamento por parte da matriz em Brasília, que
simplesmente jogou o OpenOffice sobre nosso colo
dizendo que de agora em diante é isso aí que vão
utilizar. Em nossa equipe (8 pessoas) somente eu
conhecia o OpenOffice. Não tivemos tempo de
preparamo-nos para dar suporte adequado. O pessoal
está adaptando-se juntamente com os usuários.

Só um detalhe Olivier: advogado e ser humano são duas
coisas que não combinam. :)

> Cria-se assim uma revolta e um tremendo descrédito
> sobre o OpenOffice e o Software livre em geral. 
> Triste ver esta situação mas não é incomum, 
> infelizmente. Os usuarios adoram chutar da marca do
> penalti e voce tem de espalmar todas as bolas de 
> volta com argumentos infalíveis. Se entrar uma, o
gol
> vale por dez pra eles.

Tem um caso, o primreiro OOo que instalei para um de
nossos advogados. O cara entrou na minha sala
gritando: "Não vou usar aquilo. É um absurdo, nada
funciona. Como querem que eu trabalhe direito se não
dão-me condições, blá blá blá..." Deixei que se
esgotase e disse-lhe: Não há como instalar o MSOffice
não temos licenças, instalar seria pirataria, além do
mais, esta é a orientação de Brasília, a orientação do
atual governo, e enquanto for este, esqueça, não
pagarão por licenças à Microsoft. É esta a ferramenta
que temos." Teve de dar de ombros e concordar com a
parte das licenças e que sem elas realmente não era
possível instalar o MSOffice. Não compactuaria com
pirataria e saiu dizendo que não levaria mais trabalho
para casa, que jamais instalaria aquela merda em casa.
Respondi-lhe que sua família agradeceria por isso.

Passada uma semana aparece-me, mais tranqüilo, dizendo
que o programa não era tão ruim assim, que funcionava
bem e tinha algumas funcionalidades interessantes como
o salvamento em pdf, etc... Ao cabo de um mês
apareceu-me com um cd nas mãos: "Podes gravá-lo para
mim ? Quero instalar em casa." Hoje é um dos mais
entusiasmados usuário do OOo que conheço.


> Consegui casos de sucesso justamente por que fui
> chamado em tempo para ajudar no planejamento e 
> aplicar táticas de aceite da migração. 
> Treinamento fez parte dos serviços que prestei. Um
> de meus clientes de governo fez a coisa certa e os 
> 200 novos micros vieram somente com o OO 
> e ponto final. O nível de ruido ficou igual ou menor
> ao do MS Office.
> 
> Pode te custar muito menos que 300 licenças se voce
> tomar os passos necessários. Mas dado sua situação, 
> pode ser tarde demais, vai depender de aspectos 
> políticos internos da sua repartição. Mesmo assim, 
> faça contato com quem entende do assunto: 
> www.scinergy.com.br (RJ) ou 
> www.prodesk.com.br (RS). Há outras mas não as tenho
> de cabeça.
> 
> Olivier


Carlos B. Schwab

        Porto Alegre, RS

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