Matéria Publicada na Rede PDT, de autoria de Henrique Ledur.
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Sino roubado da UFRGS e o Presidente do STF

"Favor examinar este texto remetido aos Congressistas e Ministros do STF e midia, 
divulgando se entenderem adequado" (* Ledur)

Exmos Srs Ministros do STF: (C/cópia p/mídia nacional)

É mais do que hora de decidir pelo impedimento do Ilmo Sr Dr Nélson Jobim, a 
quem falta a inatacabilidade exigível ao cargo que ocupa, no templo da Justiça 
do Brasil;

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Sino roubado da UFRGS e o Presidente do STF :

Dr Nélson Jobim, que está Presidente do STF e causa desconfiança e desconforto 
a grande parte da magistratura do país, com sua despreocupada mas estratégica 
influência nos processos de apuração dos escândalos e interferencia de agentes 
econômicos ilegais, nas decisões do Executivo e Legislativo nacionais, além de 
esclarecer se está ou não em campanha eleitoral, deve outros esclarecimentos 
sobre sua conduta moral à Sociedade que paga o salário desse ilustríssimo 
servidor público.

Além do notíciário ter informado que confessara em entrevistas há tempos 
passados, haver introduzido alterações no texto da Constituição de 1988, não 
submetidas ao plenário do Congresso Constituinte, a pretexto de que a 
obediência ao rito processual atrasaria a aprovação, como se todos os demais 
Constituintes carecessem da tutela e retificações de S Excia., e como se 
houvesse uma data limite a ser obedecida em processo legislativo dessa 
importância e magnitude, consta guardar, juntamente com outros responsáveis 
pela apropriação indébita, um sino, um próprio do patrimônio público, furtado 
da Faculdade de Direito da UFRGS ao final de seu curso universitário.

No caderno especial comemorativo aos 100 anos da fundação daquela respeitável Faculdade, 
publicado pelo jornal Zero Hora de P Alegre, no dia 15-02-2000, os cidadãos 
contribuintes, leitores estarrecidos, souberam que, "intrépidos estudantes" 
haviam furtado o sino de bronze da Faculdade de Direito e escarnecendo do Direito e da 
Lei, o mantinham consigo por quatro décadas até então, criando em torno do objeto e do 
fato delituoso, uma micro seita sob a alcunha de Confraria do Sino.

A matéria continua informando que o então deputado federal Dr Nélson Jobim faz 
parte do ilustre grupo de infratores e declarara que o sino era mantido há dez 
anos em seu gabinete em Brasilia.

O caso é de amplo e antigo conhecimento de todo o meio jurídico do RGS. Dr 
Nélson Jobim é filho de ilustre, poderosa e nobre família de políticos do RGS ; 
é bacharel e advogado experiente há quatro décadas ; foi deputado federal e 
Constituinte . Não ouso admitir que não saiba que transgride ; que comete um 
ilicito penal ; que em conluio, reteve durante quatro décadas, por capricho 
pessoal ou compusão de colecionador privado ou para diversão e risadas entre 
amigos da mesma casta, um bem público que jamais, siquer deveria ter sido 
extraído de onde saiu ; que sua Confraria do Sino é também uma quadrilha, no 
estrito entendimento do Código Penal, pois constituída com propósito ilegal.

Tudo se passa como se Dr Nélson Jobim visse o Brasil sob duas óticas legais 
distintas : a Lei que deve ser imposta e cumprida pela população anônima e a 
condescendência moral que atribui a si e aos que parece entender serem da mesma 
casta, que devem sobrenadar à Lei.

Mais grave do que a desonestidade material da apropriação indébita e da 
retenção indevida ao longo de quatro décadas, é a desonestidade intelectual, 
filosófica, imperdoável num homem público, de comportar-se e / ou julgar-se 
acima da Legislação que jurou e que ajudou a Constituir.

Um cidadão anônimo, preto e pobre, subtraindo um frango para a fome da família, 
é humilhado nas delegacias, fichado e indiciado por roubo e mergulha no 
desemprego crônico, mas um homem público de família e carreira nobre, goza do 
silêncio cúmplice do patriciado e dos confortos de seguras aposentadorias.

A ação coletiva dos estudantes de direito citados pela matéria do jornal Zero 
Hora, que inclui o Dr Nélson Jobim, teria sido arroubo juvenil, mas crônica até 
a idade provecta pelo que sabemos e confessam em diferentes matérias na mídia, 
creio que está merecendo nome com menos vogal na qualificação.

Como cidadão indignado e contribuinte, não reconheço ao Dr Nélson Jobim,  estatura ética 
nem moral para ser ministro do STF, muito menos Presidente do STF, templo da Justiça de 
nosso Brasil. Nestes tempos negros de nossa República, em que o Presidente e 1.a 
autoridade, tem como único álibi de sua inocência na corrupção disseminada no palácio, 
sua indigência administrativa ( ... "não sabia nada do que fazia a equipe" ... 
e quer reeleger-se ) e a 3.a autoridade, o ex presidente do Congresso, é um venal que não 
serve para fiscal municipal, pois cobrava propina do boteco da Câmara, não surpreende a 
fragilidade moral da 4.a autoridade do Pais, cujo impedimento vem sendo insistentemente 
requerido ao Ministério Público por diversos juristas pelo país todo, há diversos meses.

Entretanto nosso povo sofrido merece uma elite menos apodrecida, egoísta e 
corporativa, que parece comportar-se como se implorasse uma Bastilha.

Dificil é educar filhos neste ambiente amoral e convencê-los de que devem 
perseverar acreditando no país e permanecer no Brasil, ao invés de seguir os 
folhetins e servir sociedades mais prontas.

Como cidadão indignado, reitero o pedido de que a mídia, último baluarte da defesa moral 
desse nosso Brasil humilhado ( já que desconheço escândalo ou desvio de conduta 
administrativa de gestores públicos desbaratada pelos nossos tão inúteis quanto 
milionários Tribunais de Contas ) se integre à indignação popular, ao murmúrio das 
marmitas, com o que vemos desfilar de imoralidades e leniência --- a ponto de 
trangressores graves se alegarem "dodóis" para escapar à mais branda penalidade 
--- e conosco pressionem incansávelmente pela moralização dos quadros públicos ; por 
alterações legais que reduzam os riscos e a impunidade ( por que motivo homens públicos 
devem gozar de sigilo bancário ? ) ; por reformulações legais e estruturais na máquina 
pública, que diminuam esse espectro de licenciosidades intermináveis ( como pode ser 
independente um Poder Judiciário que ao contrário de dirigido pelos mais sábios juristas 
escolhidos em eleição entre seus pares, são indicação política dos
poderes que deveriam fiscalizar ? ), que ano após ano, corroem o o trabalho, o 
crescimento, os empregos e as esperanças de nosso povo sofrido.

Henrique Ledur (autorizo publicar meu nome, para que me interpelem 
judicialmente se afirmo alguma inverdade, mas não meus demais dados e 
principalmente e-mail, para não obstruir minha caixa de entrada)

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