Catherine,

Catherine Henry escreveu:
Recebi essa mensagem de um participante da comunidade Geraldo Alckmin (Orkut). Que resposta devo dar-lhe?

"Catherine, sou fiscal do partido desde sua fundação, em todas eleições sou convocado. Quando iniciou as votações por urnas eletrônicas, pensei a mesma coisa que os professores estão discutindo, e acho válido. Mas como fiscal, sei que fica impossível a fraude. Tenho uma cópia da fita da primeira eleição, que por sinal foi para vereadores e prefeitos, vou scanear e te enviar. A fita é uma verdadeira contabilidade das urnas. É claro que sou a favor do comprovante individual, é uma satisfação ao eleitor comum, mais pergunte a qualquer fiscal de coligações ou partidos, todos serão unânimes, quanto a lisura...beijosss"


Infelizmente este "fiscal" se confunde e não tem compreensão do processo 
completo de contagem dos votos.

A tal "fita" que ele considera verdadeira é o chamado Boletim de Urna impresso, 
ou BU, que é emitido pela urna ao final da votação e serve para conferir a totalização 
(que vem depois) mas não serve para conferir a contagem dos votos de cada urna (a 
apuração).

Ademais, ele afirma que tem a tal fita, mas o que foi feito com ela? Na última eleição para presidente seu partido recolheu 400 mil fitas daquelas, em todo o território nacional, para digitar e conferir a totalização?
Se a tal fita está guardada com ele é porque não foi levada para um centro de 
digitação e conferência.
Se não conferiram a totalização, como ele sabe que foi correta?

E pior, seu partido até poderia recolher os BU de 100% das seções e somar para 
ver se a totalização foi correta (duvido que seu partido vá fazer isto na 
eleição para presidente) mas a outra pergunta é: como ele pode saber se o 
resultado impresso naquele BU é de fato a soma dos votos dados e confirmados 
pelo eleitor naquela urna-e?

Ele não tem como saber. Contabilmente e matematicamente é IMPOSSÍVEL se fazer 
qualquer auditoria ou recontagem dos votos para saber se aquele papelzinho que 
ele tem na mão é a soma verdadeira dos votos.

Então, aquela fita que ele considera "verdadeira" é verdadeira apenas para a 
sua própria ilusão. (e fiscal iludido é melhor não tê-los)

Como poderia ele saber que a SOMA dos votos escrita naquele BU é correta se ele 
não conhece as PARCELAS (os votos) que resultou nessa soma?

Também em relação ao "comprovante individual para dar satisfação ao eleitor" 
ele não parece ter entendido a função.
Este voto impresso deve ser conferido pelo eleitor, mas não é entregue a ele. 
Estes votos impressos (as parcelas) devem ser guardados numa urna comum para 
depois poderem servir PARA O FISCAL fazer a conferencia do BU (a soma) daquela 
urna.

Somente depois de conferido desta forma um fiscal poderia falar com autoridade, 
e não por crença cega apenas, que aquela fita é verdadeira.

Esta crença cega em computadores é o que chamamos de "Fiéis da Seita do Santo 
Baite".

O mal destes fiscais despreparados é que eles acabam por dar credibilidade a um 
processo sobre o qual não tem nem entendimento de como funciona.

[ ]s
 Amilcar Brunazo Filho
 www.votoseguro.org

 EU SEI EM QUEM VOTEI.
 ELES TAMBÉM.
 MAS SÓ ELES SABEM QUEM RECEBEU O MEU VOTO.

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