Comentário recebido do Eng. Mattos, Professor da GV - S.Paulo
Abraço
Walter Del Picchia - S.Paulo/SP
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-------------------------------- Mensagem Original
---------------------------------
Assunto: Re: [VotoEletronico] Entrevista sobre as urnas]]
De: "4153.mattos" <[EMAIL PROTECTED]>
Data: Sab, Abril 29, 2006 7:43 pm
Para: "Walter Del Picchia" <[EMAIL PROTECTED]>
------------------------------------------------------------------------------------
Essa entrevista esta' bem objetiva e curta
Deve ser divulgada, aos inves de longos discursos sobre bits e bytes,
que sao ineficazes para o publico em geral
........................................
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-------------------------------- Mensagem Original
---------------------------------
Assunto: [VotoEletronico] Entrevista sobre as urnas]
De: "Amilcar Brunazo Filho" <[EMAIL PROTECTED]>
Data: Qua, Abril 5, 2006 12:34 pm
Para: Fórum do Voto Eletrônico <[email protected]>
Fórum do Voto Seguro <[EMAIL PROTECTED]>
------------------------------------------------------------------------------------
Entrevista concedida ao saite Convergência Digital
(www.convergenciadigital.com.br)
sobre a segurança das urnas eletrônicas
1) Quem detém a senha do sistema de votação eletrônica? (somente o TSE?)
Não existe uma "senha do sistema".
Todo o sistema, durante a sua produção e depois de pronto para o uso, é
mantido sob
estrito controle de alguns funcionários da Secretaria de Informática do TSE. O
acesso ao sistema também é possível para os técnicos da empresa Módulo,
proprietária
do Sistema de Controle de Acesso em toda a rede de computadores da Justiça
Eleitoral
pois eles ficam ativos e de plantão durante todo o processo eleitoral.
Antes do sistema ficar pronto (compilado), aos partidos políticos é oferecida
a
possibilidade de conhecer parte dos programas-fonte, mas o porte desta tarefa
(estudar conteúdo de 60 mil arquivos) e seu custo a tornam proibitiva
resultando,
como reconheceu o relatório oficial desenvolvido por professores da Sociedade
Brasileira de Computação, SBC, ao afirmar que:
"Em essência, não foi possível verificar a corretude dos programas-fonte e a
versão
compilada produzida pelo TSE, apesar de termos acompanhado o trabalho dos
técnicos
do TSE, solicitado explicações, visto os códigos-fonte, etc.... na hipótese
de que
alguém tivesse colocado algo suspeito, a probabilidade de um terceiro
descobrir isto
durante nossas sessões no TSE é quase zero. A segurança e corretude dos
programas
usados na urna baseia-se em confiar na boa fé dos técnicos do TSE. Repetimos:
não há
nenhuma razão para duvidar da boa fé destas pessoas. Mas isto fere as boas
práticas
de segurança "
Este relatório SBC pode ser acessado a partir de:
http://www.brunazo.eng.br/voto-e/textos/relatoriosbc1.htm
Em 2004 apenas o PT e o PDT se habilitaram a esta tarefa e em 2006 talvez nem
estes
partidos consigam desenvolve-la plenamente.
Quanto ao sistema depois de pronto, aos partidos é permitido fazer uma falsas
"conferências de assinaturas digitais", mas esta conferência nunca é
permitida ser
feita em ambiente (computadores) sob o controle dos fiscais dos partidos, de
forma
que são conferências estéreis, que nada podem garantir de fato.
2) Uma vez que não há criptografia para os dados inputados, qual a
segurança que o eleitor pode ter de que os dados não sejam modificados?
Os votos dados nas urnas-e são gravados num arquivo que recebe uma assinatura
digital a cada vez que um novo voto é confirmado, mas nada impede que o
próprio
programa que recebe e grava os votos tenha sido aduterado para gravar votos
diferentes dos confirmados pelo eleitor
O TSE recusa sistematicamente os pedidos dos Partidos para "testes de
penetração"
que possam demonstrar como seria possível programas adulterados atuarem sem
ser
detectados pela "falsa conferência de assinaturas".
3) Se houvesse um comprovante impresso do voto, o senhor pensa que seria mais
seguro?
Sim.
4) Sua opinião pessoal: visto que esse governo está agindo à margem da
Lei e da Constituição, o senhor pensa que corremos risco de fraude nas
eleições de outubro?
Nun sistema eleitoral que a sociedade não tem como controlar efetivamente,
sempre há
o risco de vir a ser fraudado.
O caso do Painel do Senado e o recente caso da quebra do sigilo do caseiro
Francenildo são exemplos cabais de que é pequena a linha de comando entre a
autoridade que ordena a violação de um sistema informatizado complexo e os
funcionários que a irão executar. Não mais que umas três ou quatro pessoas
participam da cadeia de comando e efetivam o ataque em menos de 24 horas
depois da
ordem inicial.
5) Em caso de fraude comprovada, a quem recorreríamos? ao próprio TSE?
Sim... a Justiça Eleitoral brasileira acumula as funções de regulamentação
(legislativa), administradora, e judiciária do processo eleitoral. Seriam os
próprios funcionários da Secretária de Informática do TSE que iriam ser
chamados
para "periciar" a eventual fraude.
Imagina o que aconteceria no caso do Painel do Senado se os peritos chamados
para
apurar fossem do próprio Prodasen em vez de uma entidade independente
(Unicamp).
O acúmulo de poderes da Justiça Eleitoral brasileira (só no Brasil é assim) é
o
grande responsável por termos este nosso sistema eleitoral sem transparência e
inauditável.
6) A seu ver, onde reside o maior risco de fraude das urnas?
Existem inumeros pontos que podem ser atacados por pessoas mal intensionadas.
Cada
tipo de ataque tem um efeito e um alcance.
Mesários, se não houver fiscalização apropriada, podem facilmente introduzir
votos
nas urnas-e. É uma fraude simples de ser feita mas que tem pequeno alcance.
Funcionários dos Cartórios Eleitorais, se não houver fiscalização apropriada,
podem
incluir eleitores fantasmas no Cadastro Eleitoral (ver caso Camaçari em:
http://www.brunazo.eng.br/voto-e/textos/camacari1.htm ), podem trocar os
disquetes
com os resultados ("clonagem de urnas") ou podem até trocar os programas das
urnas
para desviarem os votos.
Este último ataque é mais sofisticado e exige bom conhecimento de programação
mas,
por outro lado, pode ter um alcance bem maior atingindo todas as urnas de uma
determinada zona eleitoral ou até ser mais abrangente.
Um outro ataque de largo alcance e bastante perigoso é a troca de resultados
no
totalizador por pessoas que tenham acesso previlegiado ao sistema. O acúmulo
de
poderes, a concentração do controle e as falhas na fiscalização acabam
permitindo
que fraude deste tipo possa passar impune (ver caso Rio em:
http://www.votoseguro.com/fraudenuncamais ).
Para mim, todas as formas de ataque são perigosas e deveriam ser combatidas
com mais
transparência pois somente uma fiscalização efetiva tem o poder de inibir
fraudes. O
controle centralizado baseado no obscurantismo, hoje em prática, é muito
vulnerável
a ataques de origem interna.
7) O senhor pensa que podemos exigir que haja comprovante impresso do voto?
O voto impresso conferido pelo eleitor para posterior recontagem é uma forma
muito
eficiente de combater a fraude por troca dos programas das urnas-E. Como
método de
fiscalização é MUITO MAIS BARATA E EFICAZ que a alternativa de tentar se
garantir a
confiabilidade do software por análise do código a assinatura digital.
Nos Estados mais desenvolvidos econômica e culturalmente o voto impresso
conferido
pelo eleitor tem se tornado obrigatório.
O mais recente a adotar o voto impresso obrigatório nas urnas eletrônicas foi
a
provincia de Quebec, no Canadá. (vide:
http://www.cyberpresse.ca/article/20060320/CPSOLEIL/60321005/5177/CPSOLEIL )
Mas eleições de 2006 nos EUA, o voto impresso conferido pelo eleitor será
obrigatório em mais da metade dos Estados.
Agradeço muito suas respostas!
Catherine Henry
Diretora executiva
www.agenciaeletronica.net
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essa entrevista esta' bem objetiva e curta
deve ser divulgado, aos inves dos longos discursos sobre bits e
bytes,
q sao ineficazes p/ o publico em geral
obs:
nao existe isso de "saite": o correto e' "site"
nota q portugues e' lingua em extincao
(basta ver os emails na internet)
----- Original Message -----
Sent: Saturday, April 29, 2006
14:11
Subject: [Fwd: [VotoEletronico]
Entrevista sobre as urnas]]
Prezado Sr. Paulo
Bruno
Como não soube se
algum dos nossos colegas respondeu ao seu comentário, estou enviando abaixo
uma entrevista do Amilcar, fundador, em 1996, de nosso Fórum ( www.votoseguro.org ) que, espero,
esclareça melhor nossos propósitos e talvez justifique o porquê do eventual
'alarde'.
Transfiro ao
senhor o nosso dilema: como técnicos que constataram a fragilidade de
nossas eleições eletrônicas, devemos avisar a sociedade que está sendo
ludibriada pelo corpo técnico do TSE, ou devemos deixá-la anestesiada?
Devemos propor ao TSE soluções, ou deixar tudo como está para 'espertos'
aproveitarem? (Obs.: a fiscalização das eleições é praticamente inexistente
e essa questão é técnica, não de crença - quem 'acha' tem que justificar
porque).
Nosso Fórum é
estritamente suprapartidário e não autorizamos quem quer que seja a usar
nossa luta com propósitos golpistas ou contra-golpistas. Não temos
interesses financeiros, mas a preocupação em não deixar para
nossos descendentes um sistema
fraudável.
O alarde,
se houver, é responsabilidade do TSE, que se nega a permitir testes
técnicos públicos e/ou sequer ouvir nossas
propostas.
Abraço
Walter Del
Picchia - Escola Politécnica/USP -
S.Paulo/SP
A
DEMOCRACIA NÃO CONSISTE APENAS NA
VOTAÇÃO. ELA TAMBÉM EXIGE
QUE A APURAÇÃO SEJA
CORRETA.
=============================================== Esta é uma
mensagem encaminhada De: Paulo Bruno <[EMAIL PROTECTED]> Para: Manifesto
dos Professores Data: terça-feira, 4 de abril de 2006, 02:30 Assunto:
Comentários sobre o
Manifesto
--------------------------------------------------------------------------- comentarios:
Todo esse alarde pode comprometer a tranquilidade nas próximas eleições. Os
partidos fiscalizam, eu acho pouco provável fraude. A chance sempre existe,
porém, com urnas eletrônicas a coisa melhorou bastante. Essa
desconfiança ataca diretamente os TRE's e o
TSE.
==================================================== --------------------------------
Mensagem Original --------------------------------- Assunto:
[VotoEletronico] Entrevista sobre as
urnas] De: "Amilcar Brunazo Filho" <[EMAIL PROTECTED]> Data:
Qua, Abril 5, 2006 12:34 pm Para: Fórum do Voto
Eletrônico <[email protected]>
Fórum do Voto Seguro <[EMAIL PROTECTED]> ------------------------------------------------------------------------------------
Entrevista
concedida ao saite Convergência Digital (www.convergenciadigital.com.br) sobre
a segurança das urnas eletrônicas
1) Quem detém a senha do sistema
de votação eletrônica? (somente o TSE?)
Não existe uma "senha do
sistema".
Todo o sistema, durante a sua produção e depois de pronto
para o uso, é mantido sob estrito controle de alguns funcionários da
Secretaria de Informática do TSE. O acesso ao sistema também é possível
para os técnicos da empresa Módulo, proprietária do Sistema de Controle de
Acesso em toda a rede de computadores da Justiça Eleitoral pois eles ficam
ativos e de plantão durante todo o processo eleitoral.
Antes do sistema
ficar pronto (compilado), aos partidos políticos é oferecida
a possibilidade de conhecer parte dos programas-fonte, mas o porte desta
tarefa (estudar conteúdo de 60 mil arquivos) e seu custo a tornam
proibitiva resultando, como reconheceu o relatório oficial desenvolvido por
professores da Sociedade Brasileira de Computação, SBC, ao afirmar
que:
"Em essência, não foi possível verificar a corretude dos
programas-fonte e a versão compilada produzida pelo TSE, apesar de termos
acompanhado o trabalho dos técnicos do TSE, solicitado explicações, visto
os códigos-fonte, etc.... na hipótese de que alguém tivesse colocado algo
suspeito, a probabilidade de um terceiro descobrir isto durante nossas
sessões no TSE é quase zero. A segurança e corretude dos programas usados
na urna baseia-se em confiar na boa fé dos técnicos do TSE. Repetimos: não
há nenhuma razão para duvidar da boa fé destas pessoas. Mas isto fere as
boas práticas de segurança "
Este relatório SBC pode ser acessado a
partir de: http://www.brunazo.eng.br/voto-e/textos/relatoriosbc1.htm
Em
2004 apenas o PT e o PDT se habilitaram a esta tarefa e em 2006 talvez nem
estes partidos consigam desenvolve-la plenamente.
Quanto ao sistema
depois de pronto, aos partidos é permitido fazer uma falsas "conferências
de assinaturas digitais", mas esta conferência nunca é permitida ser feita
em ambiente (computadores) sob o controle dos fiscais dos partidos, de
forma que são conferências estéreis, que nada podem garantir de
fato.
2) Uma vez que não há criptografia para os dados inputados, qual
a segurança que o eleitor pode ter de que os dados não sejam
modificados?
Os votos dados nas urnas-e são gravados num arquivo que
recebe uma assinatura digital a cada vez que um novo voto é confirmado, mas
nada impede que o próprio programa que recebe e grava os votos tenha sido
aduterado para gravar votos diferentes dos confirmados pelo eleitor O
TSE recusa sistematicamente os pedidos dos Partidos para "testes de
penetração" que possam demonstrar como seria possível programas adulterados
atuarem sem ser detectados pela "falsa conferência de
assinaturas".
3) Se houvesse um comprovante impresso do voto, o senhor
pensa que seria mais seguro?
Sim.
4) Sua opinião pessoal: visto
que esse governo está agindo à margem da Lei e da Constituição, o senhor
pensa que corremos risco de fraude nas eleições de outubro?
Nun
sistema eleitoral que a sociedade não tem como controlar efetivamente, sempre
há o risco de vir a ser fraudado.
O caso do Painel do Senado e o
recente caso da quebra do sigilo do caseiro Francenildo são exemplos cabais
de que é pequena a linha de comando entre a autoridade que ordena a
violação de um sistema informatizado complexo e os funcionários que a irão
executar. Não mais que umas três ou quatro pessoas participam da cadeia de
comando e efetivam o ataque em menos de 24 horas depois da ordem
inicial.
5) Em caso de fraude comprovada, a quem recorreríamos? ao
próprio TSE?
Sim... a Justiça Eleitoral brasileira acumula as funções
de regulamentação (legislativa), administradora, e judiciária do processo
eleitoral. Seriam os próprios funcionários da Secretária de Informática do
TSE que iriam ser chamados para "periciar" a eventual
fraude.
Imagina o que aconteceria no caso do Painel do Senado se os
peritos chamados para apurar fossem do próprio Prodasen em vez de uma
entidade independente (Unicamp).
O acúmulo de poderes da Justiça
Eleitoral brasileira (só no Brasil é assim) é o grande responsável por
termos este nosso sistema eleitoral sem transparência
e inauditável.
6) A seu ver, onde reside o maior risco de fraude das
urnas?
Existem inumeros pontos que podem ser atacados por pessoas mal
intensionadas. Cada tipo de ataque tem um efeito e um
alcance.
Mesários, se não houver fiscalização apropriada, podem
facilmente introduzir votos nas urnas-e. É uma fraude simples de ser feita
mas que tem pequeno alcance.
Funcionários dos Cartórios Eleitorais, se
não houver fiscalização apropriada, podem incluir eleitores fantasmas no
Cadastro Eleitoral (ver caso Camaçari em: http://www.brunazo.eng.br/voto-e/textos/camacari1.htm
), podem trocar os disquetes com os resultados ("clonagem de urnas") ou
podem até trocar os programas das urnas para desviarem os
votos.
Este último ataque é mais sofisticado e exige bom conhecimento
de programação mas, por outro lado, pode ter um alcance bem maior atingindo
todas as urnas de uma determinada zona eleitoral ou até ser mais
abrangente.
Um outro ataque de largo alcance e bastante perigoso é a
troca de resultados no totalizador por pessoas que tenham acesso
previlegiado ao sistema. O acúmulo de poderes, a concentração do controle e
as falhas na fiscalização acabam permitindo que fraude deste tipo possa
passar impune (ver caso Rio em: http://www.votoseguro.com/fraudenuncamais
).
Para mim, todas as formas de ataque são perigosas e deveriam ser
combatidas com mais transparência pois somente uma fiscalização efetiva tem
o poder de inibir fraudes. O controle centralizado baseado no
obscurantismo, hoje em prática, é muito vulnerável a ataques de origem
interna.
7) O senhor pensa que podemos exigir que haja comprovante
impresso do voto?
O voto impresso conferido pelo eleitor para posterior
recontagem é uma forma muito eficiente de combater a fraude por troca dos
programas das urnas-E. Como método de fiscalização é MUITO MAIS BARATA E
EFICAZ que a alternativa de tentar se garantir a confiabilidade do software
por análise do código a assinatura digital.
Nos Estados mais
desenvolvidos econômica e culturalmente o voto impresso conferido pelo
eleitor tem se tornado obrigatório. O mais recente a adotar o voto impresso
obrigatório nas urnas eletrônicas foi a provincia de Quebec, no Canadá.
(vide: http://www.cyberpresse.ca/article/20060320/CPSOLEIL/60321005/5177/CPSOLEIL
)
Mas eleições de 2006 nos EUA, o voto impresso conferido pelo eleitor
será obrigatório em mais da metade dos Estados.
Agradeço muito suas
respostas!
Catherine Henry Diretora executiva www.agenciaeletronica.net ==========================================
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