O texto abaixo é o prefácio de um livro de um americano, assustador e nele eu salientei a frase, pleitos eleitorais fraudulentos.    Eu estou ainda no início do livro e não posso afirmar mais nada. Mas talvez isso tenha conexão com a origem secreta da verba destinada ao projeto da urna eletrônica brasileira.

 

Ficha

 

PERKINS, John. Confissões de um Assassino Econômico. Ed. Cultrix.

 

Seguem trechos do prefácio do livro:

 

 

PREFÁCIO

 

“Assassinos econômicos” (AEs) são profissionais altamente remunerados cujo trabalho é lesar paises ao redor do mundo em golpes que se contam aos trilhões de dólares. Manipulando recursos financeiros do Banco Mundial, da Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID), além de outras organizações americanas de “ajuda” ao exterior, eles os canalizam para os cofres de enormes corporações e para os bolsos de algumas famílias abastadas que controlam os recursos naturais do planeta, Entre seus instrumentos de trabalho incluem-se relatórios financeiros adulterados, pleitos eleitorais fraudulentos, extorsão, sexo, assassinato. Eles praticam o velho jogo do imperialismo, mas um tipo de jogo que assumiu novas e aterradoras dimensões durante este tempo de globalização.

Eu sei do que estou falando; eu fui um AE.

 

 

Escrevi este texto em 1982 como as palavras iniciais para um livro ao qual atribui o titulo provisório de Conscience of na Economic Hit Man. O livro era dedicado aos presidentes de dois paises, homens que haviam sido meus clientes, a quem eu respeitava e considerava como consciências semelhantes à minha – Jaime Roldós, presidente do Equador, e Omarr Torrijos, presidente do Panamá. Ambos acabavam de morrer em desastres aéreos. A morte deles não foi acidental. Eles foram assassinados porque se opunham aquela fraternidade de chefes de corporações, de governos e de bancos cuja meta é o império mundial. Nós, os AEs, fracassamos no nosso trabalho de cooptar Roldós e Torriijos, e os outros tipos de matadores, os chacais a serviço da CIA que vinham imediatamente depois de nós, entraram em ação.

 

Fui persuadido a parar de escrever este livro. Retomei a redação dele ainda umas quatro vezes nos vinte anos seguintes. A cada ocasião, a minha decisão de recomeçar era influenciada pelos acontecimentos mundiais no momento: a invasão americana do Panamá em 1989, a primeira Guerra do Golfo, a Somália, o surgimento de Osama Bin Laden. No entanto, as ameaças ou os subornos convenciam-me a parar.

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O meu editor perguntou-me se nos chamávamos mesmo de assassinos econômicos. Eu lhe garanti que sim, muito embora normalmente apenas pelas iniciais. Na verdade, no dia em que comecei a trabalhar com a minha professora Claudine, em 1971, ela me informou: “Aminha missão é transformar você num assassino econômico. Ninguém pode saber sobre o seu envolvimento: nem mesmo a sua mulher”. Então ela acrescentou num tom mais grave ainda: “Depois que entrar, será para o resto da sua vida”. Depois disso, ela raramente usou o nome por extenso; éramos simplesmente AEs.

 

O papel de Claudine é um exemplo muito interessante da manipulação que está por trás do negocio em que entrei. Bonita e inteligente, ela era altamente eficaz; percebia os meus pontos fracos e os usava da melhor maneira possível em beneficio próprio. O trabalho dela e a maneira como executava exemplificava o grau de sutileza das pessoas por trás daquele sistema. ...

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