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É isso mesmo, Francisco, aterrorizante.
Já li o livro, é bem viável. Tentei contactar o autor, sem resposta, contudo.
Junto com este livro sobre métodos de controle, há outro também interessante e atual, a Trilateral.
Este já é bem mais pragmático, com as empresas interessadas definindo e detalhando o que vão fazer, como e onde.
Precisando, contudo, como dizem explicitamente, da aceitação das populações locais.
Que melhor aceitação do que implantar "eleitos" adrede escolhidos para fazer o que eles querem, em nosso nome ?
Com urnas sem fiscalização adequada, voto impresso, recontagem ou chiadeira de qualquer ordem, que pode haver melhor ?
Urnas da Diebold, neles (ni nóis!), sem mais nada !
Ambos os livros caem como luvas no tema eleitoral com urnas sem comprovantes e sobretudo, sem fiscalização adequada.
Nem Kafka pensaria melhor.
Abraços
Cordioli
-------Mensagem original-------
Data: 06/08/06 10:20:30
Assunto: [VotoEletronico] Assassinos Econõmicos e as Urnas Eletrônicas.
O texto abaixo é o prefácio de um livro de um americano, assustador e nele eu salientei a frase, pleitos eleitorais fraudulentos. Eu estou ainda no início do livro e não posso afirmar mais nada. Mas talvez isso tenha conexão com a origem secreta da verba destinada ao projeto da urna eletrônica brasileira.
Ficha
PERKINS, John. Confissões de um Assassino Econômico. Ed. Cultrix.
Seguem trechos do prefácio do livro:
PREFÁCIO
Assassinos econômicos (AEs) são profissionais altamente remunerados cujo trabalho é lesar paises ao redor do mundo em golpes que se contam aos trilhões de dólares. Manipulando recursos financeiros do Banco Mundial, da Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID), além de outras organizações americanas de ajuda ao exterior, eles os canalizam para os cofres de enormes corporações e para os bolsos de algumas famílias abastadas que controlam os recursos naturais do planeta, Entre seus instrumentos de trabalho incluem-se relatórios financeiros adulterados, pleitos eleitorais fraudulentos, extorsão, sexo, assassinato. Eles praticam o velho jogo do imperialismo, mas um tipo de jogo que assumiu novas e aterradoras dimensões durante este tempo de globalização.
Eu sei do que estou falando; eu fui um AE.
Escrevi este texto em 1982 como as palavras iniciais para um livro ao qual atribui o titulo provisório de Conscience of na Economic Hit Man. O livro era dedicado aos presidentes de dois paises, homens que haviam sido meus clientes, a quem eu respeitava e considerava como consciências semelhantes à minha Jaime Roldós, presidente do Equador, e Omarr Torrijos, presidente do Panamá. Ambos acabavam de morrer em desastres aéreos. A morte deles não foi acidental. Eles foram assassinados porque se opunham aquela fraternidade de chefes de corporações, de governos e de bancos cuja meta é o império mundial. Nós, os AEs, fracassamos no nosso trabalho de cooptar Roldós e Torriijos, e os outros tipos de matadores, os chacais a serviço da CIA que vinham imediatamente depois de nós, entraram em ação.
Fui persuadido a parar de escrever este livro. Retomei a redação dele ainda umas quatro vezes nos vinte anos seguintes. A cada ocasião, a minha decisão de recomeçar era influenciada pelos acontecimentos mundiais no momento: a invasão americana do Panamá em 1989, a primeira Guerra do Golfo, a Somália, o surgimento de Osama Bin Laden. No entanto, as ameaças ou os subornos convenciam-me a parar.
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O meu editor perguntou-me se nos chamávamos mesmo de assassinos econômicos. Eu lhe garanti que sim, muito embora normalmente apenas pelas iniciais. Na verdade, no dia em que comecei a trabalhar com a minha professora Claudine, em 1971, ela me informou: Aminha missão é transformar você num assassino econômico. Ninguém pode saber sobre o seu envolvimento: nem mesmo a sua mulher. Então ela acrescentou num tom mais grave ainda: Depois que entrar, será para o resto da sua vida. Depois disso, ela raramente usou o nome por extenso; éramos simplesmente AEs.
O papel de Claudine é um exemplo muito interessante da manipulação que está por trás do negocio em que entrei. Bonita e inteligente, ela era altamente eficaz; percebia os meus pontos fracos e os usava da melhor maneira possível em beneficio próprio. O trabalho dela e a maneira como executava exemplificava o grau de sutileza das pessoas por trás daquele sistema. ...
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