A todos
Encaminho observações do JCMelo sobre o documento entregue ao Presidente
do
TSE. Não repito o documento, pois já foi enviado às três listas (hoje,
10/06/06).
Acho ótimo uma pessoa com a experiência do JCMelo suscitar debates na
lista. É
da discussão que surgem e/ou se testam as idéias (quase sempre...).
Abraço
Walter Del Picchia - S.Paulo/SP
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-------------------------------- Mensagem Original
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Assunto: Melo163 (2) - Ainda a urna eletronica
De: "melo2" <[EMAIL PROTECTED]>
Data: Sab, Junho 10, 2006 3:08 pm
Para: [EMAIL PROTECTED]
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Amigos,
O amigo Walter me mandou uma copia do documento que foi entregue ao Presidente
do
TSE, vide abaixo.
Concordo com tudo, entretanto, o documento praticamente visa conhecer/evitar os
EFEITOS de uma fraude (como fiscalizar, etc), mas a minha preocupacao es com as
CAUSAS.
Sobre a urna em si, eu posso fazer dezenas de perguntas tecnicas que, por
impossibilidade de respostas, evidenciariam a sua fragilidade.
Cito quatro exemplos somente:
1. Que codigo de verificacao (ou um simples checksum, ou um cyclic redundant
code,
ou outro) es usado na urna? Se algum codigo de verificacao es usado,
simultaneamente
es feita nele uma programacao vertical? Idem, ele esta gravado em PROM soldada
no
chassis?
Se as respostas forem negativas, eu afirmo que essa urna es 100% vulneravel, nao
importando o metodo de fraude que possa ser usado.
2. Que confiabilidade tem cada circuito da urna, de acordo com a Reliability
Calculation (R(t)=x) da General Control Theory? E idem sua confiabilidade total?
Se o TSE nao pode responder a essa pergunta, faco uma outra: Como ele pode usar
uma
urna para eleger Congressistas e Governadores e o Presidente sem conhecer e
poder
provar a sua confiabilidade minima? Como aceitar e homologar o seu uso com um
circuito eletronico de tal importancia sem conhecer a confiabilidade matematica
dos
seus circuitos eletronicos?
Para conhecimento, eu nunca vi um unico contrato de fabricacao de um
equipamento
eletronico de importancia (NASA, servico publico, militar) sem a OBRIGATORIA
clausula da confiabilidade minima R(t)=x; voces podem isso perguntar ao IEEE,
que
como sabemos es a maior associacao de engenheiros eletronicos do mundo. E a
Diebold,
fabricante da urna do TSE, obrigatoriamente sabe disso pois caso contrario nao
venderia sequer uma unica urna nos Estados Unidos. Obviamente se por erro o TSE
nao
criou essa obrigatoriedade no circuito TSE-Diebold, no outro circuito
TSE-cidadoes/candidatos ela existe em duas confiabilidades, a conceitual
institucional e a formal eletronica...
3. Que tipo de protocolo es usado entre uma urna (um client) e o seu server? Se
o
mais simples TCP/IP, quais as protecoes para evitar invasoes nos momentos em
que a
urna ficara online? Esse protocolo tem alguma verificacao automatica de alto
nivel,
como por exemplo o padrao Bose-Chauduri ou uma assinatura automatica de 128
bits?
Em caso negativo, como o TSE coloca um client online sem uma minima protecao
(proporcional a sua importancia, que em tese ate pode eleger um Presidente da
Republica por fraude) para os dados a serem transmitidos? Isso es equivalente a
um
controle de linhas de transmissao mandar abrir ou fechar um disjuntor de alta
tensao
usando o TCP/IP... Protocolos com codigos de verificacao diferentes existem
exatamente por que as suas finalidades sao diferentes.
4. Ate o sistema central usado esta errado, pois ele deveria usar um grid
computing/verticalization para tecnicamente poder evitar ataques (fraudes). Se
o TSE
nao acredita, pergunte ao Governo norte-americano ou mais simplesmente, ao
departamento de grid computing da IBM nos Estados Unidos.
Como ja disse, dezenas de outras perguntas podem ser feitas, e os
questionamentos
dos competentes Walter e Amilcar mesmo se aceitos o que infelizmente nao
acredito,
somente resolveriam alguns problemas e fundamentalmente de fiscalizacao, mas
nao os
basicos.
Ora, uma confiabilidade intrinseca e invulneravel ate (em principio) eliminaria
a
necessidade de uma extensa e custosa fiscalizacao, portanto o caso principal
seria
eliminar os erros de base e nao somente melhorar a sua fiscalizacao. E se nem
isso o
TSE aceita, muito menos esta minha sugestao...
Eu ja disse isso ao meu amigo Walter: Esse caso nao tem solucao e sua unica
saida
seria virar a mesa internacionalmente. Ou entao esperarmos uma comocao
institucional
com dois candidatos a Presidente com uma diferenca entre si de somente 2% e uma
urna
juridicamente vulneravel em termos internacionais.
Um abraco,
JCMelo
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Walter Del Picchia escreveu, em 10/06/06:
Após decorrido curto período de tempo, envio (em texto e em anexo), o documento
entregue em mãos por conceituado jurista ao Presidente do TSE. A ética manda
que só
se divulgue documentos simultaneamente à sua entrega ao destinatário em casos de
'carta aberta', o que não é o caso em pauta. Daí a espera para a divulgação em
nossas listas.
Abraço
Walter Del Picchia
Prof.Titular - Escola Politécnica da Universidade de S.Paulo
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Análise e Avaliação sobre o Processo Eleitoral Brasileiro Resumo
03/03/06
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