A URNA ELETRÔNICA

Por Laerte Braga

Invenção de Nélson Jobim. Ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal)
e candidato a deputado federal pelo PMDB. Funciona mais ou menos assim,
falo da urna. O cidadão chega, registra o seu voto e pronto. Se der um
qüiproquó qualquer não tem como reconferir.

Pode ser a tecnologia burra, mas...

Pode ser a tecnologia da fraude. É uma constante entre os donos do
poder, no modelo político institucional em que vivemos. Uma fraude. A
tal farsa democrática.

O que está lá dentro ninguém sabe. Como seu voto foi registrado ninguém
sabe. Só eles. O senador Eduardo Azeredo, corrupto, mensaleiro, poupado
por seus companheiros de quadrilha, foi o autor do projeto de lei  que
impedia a adoção do voto impresso.

Ou seja: o eleitor votaria e seu voto seria impresso, depositado numa
urna para eventuais esclarecimentos.

Nélson Jobim mais Eduardo Azeredo é igual a impostura, fraude,
malandragem. No caso de Azeredo não. O cara ainda não aprendeu a amarrar
sapato. Só a pegar grana de Marcus Valério/Clésio Andrade.

A Inglaterra vota há séculos com aquele sistema tradicional de cédulas.

Bush venceu sua primeira eleição numa fraude sem tamanho (perdeu voto,
ganhou no Colégio Eleitoral), no estado da Flórida, governador por seu
irmão Jeb.

A urna eletrônica de Jobim foi importada de alguns estados
norte-americanos e nas eleições presidenciais de 2004 foi considerada
insegura e abandonada.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, percebeu que no referendo de
agosto de 2003, que confirmaria ou não seu mandato, a urna daria o
resultado por Washington. Teria que renunciar caso contrário mergulharia
o país numa crise com sérios riscos de guerra civil, golpe militar e até
intervenção dos “libertadores” de Bush.

O que fez? Decidiu que além do voto na urna eletrônica haveria também o
voto impresso, permitindo conferência. Qualquer problema era só pegar o
voto impresso, que foi conferido pelo eleitor e pronto.

As tais ONGs que estavam lá para fiscalizar as eleições, no duro mesmo,
ajudar na fraude, protestaram, chiaram, mas não tiveram como contra
argumentar. E Jimmy Carter, ex-presidente dos EUA, que foi lá conferir
tudo representando a OEA (Organização dos Estados Americanos) admitiu,
pesaroso, mas admitiu, que Chávez havia ganho de forma indiscutível.

Com o voto impresso a segurança aumenta, o cidadão pode e tem como
conferir se seu voto foi registrado corretamente.

Uma vez ouvi um especialista no assunto afirmar que um dos pulos dos
gatos/ratos nessa história era a criptografia dos dados. O suficiente
para dar o resultado que os donos desejassem.

Foi assim em 1982 no Rio, quando a Globo dava a vitória de Moreira
Franco e as urnas diziam que Brizola havia ganho. Estavam roubando na
totalização, outra forma de mutreta.

Como não existiam urnas eletrônicas e a conferência pode ser feita os
dados foram corrigidos. A turma tinha feito um programinha especial que
tornava os votos brancos em votos de Moreira Franco. O dito está aí,
lépido, fagueiro, solto e amigo de FHC. E ainda por cima deputado
federal e do PMDB. Lógico, o que mais seria com esse “currículo”?

A Polícia Federal está investigando a urna eletrônica. De forma direta
fraudes cometidas numa eleição no Estado do Rio de Janeiro.

É a tecnologia a serviço da dominação. Da perpetuação das elites no poder.

E tem outra investigação complicada: a da fraude na mega-sena. Existem
indícios que os caras estão levando os prêmios todos, os acumulados. O
sorteio é para eles. O dinheiro é do incauto que aposta.

Começou com FHC no tempo da terceirização com a GTech, enriqueceu muita
gente, inclusive o próprio ex-presidente. Continua enriquecendo. Ao que
tudo indica as investigações estão sendo conduzidas em sigilo para que
os apostadores, comprovada a fraude, não corram buscando indenizações
pelo conto do vigário das loterias.

No meio disso tudo, em plena copa do mundo, o PT lançou seus candidatos
em São Paulo. Dentre eles o famigerado professor Luizinho (quero o meu)
e o PSDB, em Minas, lançou Geraldo Alckmin, o candidato DASLU/OPUS DEI,
mistura de corrupção com inquisição.

E não tem como conferir o voto e muito menos saber direitinho como
funciona o esquema de sorteio das loterias.


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