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Estimada Colega Beth Osuch,
 
É irrepreensível a página ucho.info, sob a única rssalva do link para a
matéria "O mistério das Urnas Eletrônicas:  no final da mesma.
 
Estou anexando o arquivo utilizando o Microsoft Office Document Imaging,
denominado "O Segredo das Eleições de 2002.mdi", com a publicação da
referida página que, também abaixo faço reproduzir.
 
Parabéns por mais esta bela conquista.
 
POR UMA URNA ELETRÔNICA REALMENTE SEGURA, subscrevo-me
 
Atenciosamente,
 
Leamartine Pinheiro de Souza
21 2558-9814 - [EMAIL PROTECTED] 
Rua Conde de Baependi 78, Ap 1310
Flamengo, Rio de Janeiro, RJ
22231-140
 
 
 
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Brasil: se cobrir vira circo, se cercar vira hospício

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         A possibilidade de fraudes nas urnas eletrônicas utilizadas no
Brasil


As urnas eletrônicas brasileiras possuem falhas de segurança que podem
alterar os resultados das eleições. Seu voto pode ser roubado.

 

As urnas eletrônicas brasileiras possuem falhas de segurança que podem
alterar os resultados das eleições. Seu voto pode ser roubado.

Esta afirmação vem sendo sustentada desde 1996 pelo Fórum na Internet
denominado Voto Seguro: www.votoseguro.org, organização composta por
professores da USP, UNICAMP, UNB e École polytechnique, engenheiros,
profissionais de informática, juristas, jornalistas, advogados, brasileiros
das mais diversas áreas de atuação, apontando a necessidade de se ter mais
confiabilidade e segurança nas urnas eletrônicas brasileiras a fim de
garantir a lisura nas eleições.

Deste grupo surgiu o Manifesto de Professores e Cientistas, um ALERTA PARA A
INSEGURANÇA DO SISTEMA ELEITORAL INFORMATIZADO, colhendo assinaturas para
reivindicar a transparência, a confiabilidade e a segurança nas eleições:
www.votoseguro.com/alertaprofessores 

Em setembro de 2003 o grupo propôs ao TSE a realização de Testes de
Penetração nas urnas eletrônicas. Houve recusa com a alegação de que as
urnas, por definição, são seguras. Ora, a democracia de uma Nação não pode
se basear apenas na palavra da Justiça Eleitoral e, se as Urnas Eletrônicas
Atuais fossem realmente seguras, não haveria motivo algum para temer e/ou
recusar a realização de tais testes.

Na verdade, os fatos apontam para uma realidade bastante preocupante.

Os fatos: Recentemente, a ONG americana Black Box Voting publicou o
relatório do especialista Harri Hursti sobre os Testes de Penetração que
realizou nas urnas eletrônicas fabricadas pela empresa Diebold o qual
reforça a análise do Fórum do Voto Seguro. Nas palavras do Eng. Amilcar
Brunazo Filho, Diretor Técnico da TD Tecnologia Digital Ltda:

"A conclusão básica destes relatórios é que existem falhas de segurança nos
projetos e construção das máquinas de votar americana-canadenses da Diebold
que permitem que o programa de votação possa ser adulterado para modificar o
resultado da apuração dos votos.

Como a empresa Diebold possui quase 90% do mercado brasileiro de urnas
eletrônicas, onde, com a marca Diebold-Procomp, produziu 375 mil das 426 mil
urnas eletrônicas que serão utilizadas nas eleições presidenciais
brasileiras de outubro de 2006, se faz necessário analisar se as falhas de
segurança apontadas nos Relatórios Hursti também existem nos modelos de
urnas eletrônicas fornecidas ao Brasil."

O jornal baiano "A TARDE" publicou, em 4 de junho de 2006, uma matéria sobre
o acontecido nas eleições de 2002 na cidade de Salvador: o desaparecimento
de 8.000 (oito mil) cartões de programação de urnas eletrônicas, que
colocaram em risco a segurança do pleito na Bahia!! Este montante
corresponde a 24% do eleitorado daquele estado e o fato foi totalmente
omitido na ocasião.

Nada impede que o mesmo tenha acontecido em outras cidades. Nada impede que
venha a se repetir nas eleições de 2006 ou seja, nosso voto pode ser
roubado.

Em 11 de junho passado foi a vez do Jornal do Brasil informando que a
Polícia Federal investiga possível fraude eleitoral na urna eletrônica no
Rio, nas eleições de 2004. Dois políticos - um ex-deputado e um vereador -
já foram indiciados por compra de votos, e outro político e um assessor de
juiz eleitoral serão indiciados em breve. O processo segue em segredo de
justiça.

Há ainda inúmeros casos documentados de fraudes eleitorais decorrentes de
fragilidades do sistema, que não cabe detalhar neste documento.

Falhas de segurança encontradas nas urnas eletrônicas:

-O Sistema de inicilização (boot) pode ser modificado por software;
-Possibilidade de se modificar os programas internos por meios digitais
externos;
-O Sistema Operacional (Windows CE) não possui recursos de segurança
aceitáveis;
-Sistema de lacres físicos ineficiente e o gabinete fácil de abrir sem nada
destruir;
-Possibilidade de se reconfigurar os recursos de segurança por meio de
"jumpers" na placa-mãe;
-Presença de conector interno para cartões de memória "multimedia";
-O Botão externo de "teste de bateria" pode ser explorado em ataques
disparados pelo eleitor.

Uma das formas de se fraudar, apresentada por Pedro Rezende, Professor de
Ciência da Computação da Universidade de Brasília: 

"A forma mais devastadora envolve a inserção de programa que adultera o
Boletim de Urna (BU) junto com o correspondente mecanismo para o seu
acionamento. Encerrada a votação, esse programa interceptaria a gravação em
disquete e a impressão do BU para, por exemplo, antes, desviar uma
porcentagem pré-programada dos votos de um candidato a outro.... Tais ações
seriam relativamente fáceis de serem codificadas por um programador mediano
que conheça o sistema."

Paulo Gustavo Sampaio Andrade, advogado especializado em Direito
Constitucional acrescenta:

"Pode-se, por exemplo, fazer inserir nos programas das urnas um comando para
que, a cada quatro votos para um candidato, um seja desviado para outro
candidato. Pior: este programa de desvio de votos pode ser programado para
se auto-destruir às 17 horas do dia da votação, sem deixar vestígios,
tornando inócua qualquer verificação posterior nos programas da urna."

Em outras palavras, as urnas podem chegar às zonas eleitorais já com seus
programas adulterados de forma a propiciar fraudes, inclusive a nível
nacional.

Impossibilidade de auditoria: 

1) As urnas são inauditáveis porque não existe a impressão paralela do voto.
As ONGs nos EUA e na Europa estão trabalhando no sentido de dar maior
segurança às urnas eletrônicas e fazer valer a democracia. Nos EUA, 50% dos
estados já estão com a legislação que exige a impressão do voto nas urnas
eletrônicas. E na maioria dos países democráticos existem movimentos como o
do Voto Seguro para forçar a materialização do voto.

O voto impresso não resolve 100% o problema de segurança e confiabilidade
das urnas eletrônicas atuais, mas constitui um avanço significativo na
conquista da lisura nas eleições. Em caso de necessidade, pode-se fazer uma
recontagem parcial ou total dos votos.

E possui uma implementação bastante simples, ou seja, todas as urnas
brasileiras possuem uma impressora embutida para a impressão da rotina de
abertura, denominada "zerésima" e do Boletim de Urna. As desculpas do TSE
são de que "a impressora dá problema" e por isso não se pode imprimir o
voto. E é a mesma impressora que imprime a Zerézima e os BUs, sem problema
algum. 

A idéia não é imprimir o voto para levar para a casa porque isto estaria
contribuindo para a volta do voto de cabresto ou a compra de votos. Os votos
impressos seriam colhidos automaticamente em urnas lacradas e, após o
término da eleição, algumas seriam escolhidas por sorteio para fazer a
contagem manual. Ou seja, seria muito mais difícil fraudar os dois sistemas
- manual e eletrônico - simultaneamente.

2) A regulamentação das eleições deste ano retirou dos partidos políticos o
direito de obterem cópias individuais dos BU impressos, o que inviabiliza a
conferência de totalização dos votos. Segundo Amilcar Brunazo Filho, "Sem o
BU impresso os partidos não terão como conferir a totalização dos votos e,
um ataque (de fraudadores) neste campo é mais abrangente, sendo o que eu
chamaria de "a mãe de todas as fraudes", pois poderia reverter até
resultados fraudados na urnas-e pelo outro lado."

Além disso, é desejável que os BUs aceitos pelo sistema eletrônico de
totalização sejam publicados na Internet na medida em que possibilitaria a
comparação e auditoria entre eles e os BUs emitidos pelas urnas eletrônicas.

Ações: O Voto Seguro já entrou com um novo pedido de dissecação e/ou
penetração no sistema de segurança das Urnas Eletrônicas brasileiras e
precisa do vosso apoio para ajudar a pressionar o TSE para tomar medidas
urgentes ainda para as próximas eleições, no sentido de torná-las
auditáveis.
TSE vem sistematicamente se opondo a realizar os Testes de Penetração,
impedindo o acesso aos programas de segurança (permitidos até a Lei
9.504/97), abolindo todo e qualquer tipo de auditoria quando veta a
impressão do voto e dos Boletins de Urna (BU).


POR UMA URNA ELETRÔNICA REALMENTE SEGURA!

POR UM BRASIL MELHOR!

 

Referências Bibliográficas

 <http://www.votoseguro.com/alertaprofessores> Site Voto Seguro

 <http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=382ENO001>
Eleições 2006 : Falhas de segurança nas urnas eletrônicas
(Amilcar Brunazo Filho)

 <http://www.softwarelivre.org/news/3163> É possível violar a urna
eletrônica?
(Pedro Rezende)

 
<http://www.nytimes.com/2006/05/12/us/12vote.html?ex=1149220800&en=7dbe9cb05
18da1d7&ei=5070> New Fears of Security Risks in Electronic Voting Systems
(The New York Times)
(Necessidade de registro no site - gratuito)

 <http://www.theregister.com/2006/05/14/diebold_e-voting_flaw> Diebold
voting systems critically flawed
The Register

 <http://www.tre-sp.gov.br/urna/rel_final.pdf> Avaliação do Sistema
Informatizado de Eleições
Relatório UNICAMP 

 <http://www.ohio.com/mld/beaconjournal/business/14561489.htm> Diebold
voting machines raise red flags in 3 states
Ohio.com

 <http://buscalegis.ccj.ufsc.br> A fraude da urna eletrônica
(Paulo Gustavo Sampaio Andrade)

 <http://www.atarde.com.br> O mistério das urnas eletrônicas
Jornal A Tarde (04/06/2006)

 <http://www.jb.com.br> Em xeque, a segurança da urna eletrônica
Jornal do Brasil (11/06/2006)


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