Estimado Colega Roger Chadel,

Com um pouco de boa vontade tudo se resolve.  Como o TSE resolveu implantar
esta identificação biométrica que chamei de digital, estendi esta
identificação ao próprio mesário que fizer a liberação da urna, de forma que
não apenas o eleitor faça esta identificação mas também o próprio mesário
para uma liberação conjunta.

Não tenho a menor dúvida de que o TSE fará esta implementação como até hoje
implantou o que bem entendeu e, por conseguinte, aleguei que esta
identificação seja um processo independente da Urna Eletrônica e que após a
identificação do eleitor um dos mesários fizesse a própria identificação
biométrica para a liberação da Urna Eletrônica.

Desta forma, os dados do eleitor não estariam armazenados na própria Urna
mas sim no equipamento biométrico.

Com a dupla identificação biométrica, do eleitor e do mesário, o equipamento
enviaria um sinal de liberação para a Urna Eletrônica para o início de um
novo ciclo de votação.

Esta conclusão deve-se ao fato de que, se não podemos evitar que a
identificação biométrica seja procedida, que pelo menos seja feita de uma
forma que não junte a identificação do eleitor aos seus respectivos votos,
como atualmente se faz exeqüível.

No que diz respeito a sua hipótese de uma mão machucada, esta identificação
poderia ser feita através dos dedos indicadores do eleitor e, desta forma,
seria quase impossível que o eleitor ficasse com as duas mãos
impossibilitadas na hora da votação, afinal, para o cadastramento o eleitor
poderia voltar quando estivesse com as duas mãos disponíveis.

Temos atualmente dois problemas para resolver, a identificação do eleitor de
uma forma inquestionável, para evitar o voto indevido pelos mesários e a
identificação dos votos de cada eleitor.  Separando-se os dois sistemas
teríamos a solução para os dois eventos.

Basta que no banco de dados dos registros biométricos, os eleitores sejam
mantidos na ordem numérica de seus títulos eleitorais e que a identificação
biométrica do mesário seja registrada no campo disponível ao lado do
eleitor, impedindo uma ordem seqüencial dos votantes e, neste caso, com um
programa totalmente aberto à fiscalização teríamos a convicção de que os
eleitores não teriam o sigilo de seus votos violados pela impossibilidade de
que qualquer seqüencialidade fosse gerada por este sistema.

Como a urna seria liberada por um pulso ou um chaveamento elétrico, como nas
antigas chaves que travavam os teclados dos computadores, estariam sanados
todos os problemas destas nossas Urnas Eletrônicas atuais e aí sim,
poderíamos nos vangloriar de termos criado uma tecnologia aplicável em
qualquer parte do planeta.

Como exaustivamente levantado neste Fórum, tudo é difícil em se tratando do
TSE mas na medida em que consigamos projetar um sistema ideal em que todas
as reivindicações sejam atendidas podemos propor um duplo teste de
penetração nas Urnas Eletrônicas, ou seja, o Amilcar e sua equipe faz o
teste nas Urnas do TSE e os técnicos do TSE fazem o teste na Urna Eletrônica
elaborada pelo Amilcar e sua equipe, sob a assistência de uma ou duas
entidades externas, como a UNICAMP, o IPT ou o INT, evidentemente, após o
devido registro de patente no INPI.

POR UMA URNA ELETRÔNICA REALMENTE SEGURA, subscrevo-me

Atenciosamente,

Leamartine Pinheiro de Souza
21 2558-9814 - [EMAIL PROTECTED] 
Rua Conde de Baependi 78, Ap 1310
Flamengo, Rio de Janeiro, RJ
22231-140


-----Mensagem original-----
De: [EMAIL PROTECTED] [mailto:[EMAIL PROTECTED] Em
nome de Roger Chadel
Enviada em: domingo, 23 de julho de 2006 21:47
Para: [EMAIL PROTECTED]
Cc: [email protected]
Assunto: Re: [VotoEletronico] RES: RES: [Voto Seguro] A Tribuna - Máquinas
de Votar

Leamartine,

Quero crer que haja uma certa inconsistência em suas informações.

Em primeiro lugar, a implantação da identificação pela identificação
biométrica (a opção escolhida pelo TSE foi a de reconhecimento das
impressões digitais - e não se deve confundir aqui o "digital"
relativo a dedo, do "digital" relativo a processamento de dígitos
numéricos. A idéia é que uma das grandes fraudes que a urna eletrônica
não resolveu é a do voto exercido por outra pessoa. Ou porque os
mesários não identificam corretamente os eleitores (o título não tem
mais a foto do portador, e deveria ser exigido um outro documento, o
que se sabe que o mesário não faz, seja por desinteresse, por
comodiade ou mesmo intimidação) ou porque os próprios mesários votam
em lugar dos ausentes. O grande problema é que há muitas
possibilidades da identificação não funcionar, por exemplo o eleitor
estava com alguma ferida no momento do cadastramento ou no momento de
votar, ou inúmeras situações do gênero. E aí como é que se resolve
esse impasse, se constitucionalmente não se pode impedir o eleitor de
votar? O TSE estava sugerindo que houvesse uma senha que liberasse o
eleitor. Mas então todo esse dinheiro para implantar não teria servido
para nada, já que continuaria nas mãos do mesário a decisão de deixar
o eleitor votar?

O segundo ponto é com relação à numeração das cédulas no sistema
antigo. Ela só tinha como objetivo garantir que nenhuma outra fosse
introduzida por algum fraudador. As cédulas eram entregues aos
eleitores aleatoriamente, sem preocupação com esse número, mas no fim
do dia o presidente da mesa devia devolver as cédulas não usadas, e os
números delas deveriam ser exatamente os mesmos que estavam faltando
na urna. Eu sei porque fui presidente de mesa em três oportunidades e
essa a orientação que nos era dada.

Roger Chadel

A respeito de [VotoEletronico] RES: RES: [Voto Seguro] A Tribuna - Máquinas
de Votar,
em 23/07/2006, 19:06, Leamartine Pinheiro de Souza - Rio Net escreveu:

LPdSRN> Estimado Colega Divino Leitão,

LPdSRN> De certa forma a identificação digital possui a sua aplicabilidade.

LPdSRN> Se a Urna Eletrônica for liberada pela impressão digital dos
mesários e cada
LPdSRN> eleitor votante fique vinculado ao mesário que efetuou a liberação,
qualquer
LPdSRN> fraude do tipo engravidamento da urna poderá ter o responsável
devidamente
LPdSRN> identificado e isto poria fim a este recurso fraudulento provocado
pelos
LPdSRN> próprios mesários.

LPdSRN> Cumpre-me ressaltar que a identificação, neste caso, seria entre o
mesário e
LPdSRN> o eleitor e jamais com os votos e, desta forma, precisaríamos isolar
a
LPdSRN> identificação dos referidos votos.

LPdSRN> Com certeza, poderíamos desenvolver a devida rotina, ou seja, um
sistema de
LPdSRN> identificação totalmente desvinculado da votação propriamente dita.

LPdSRN> Não podemos esquecer que o sistema eleitoral brasileiro é tão
fraudulento
LPdSRN> que o próprio Código Eleitoral, instituído pela Lei 4737/65, em seu
Artigo
LPdSRN> 127, Inciso VI, determina:

LPdSRN> Art. 127 - Compete ao presidente da mesa receptora, e, em sua falta,
a quem
LPdSRN> o substituir:

LPdSRN> VI - autenticar, com a sua rubrica, as cédulas oficiais e NUMERÁ-LAS
nos
LPdSRN> termos das instruções do Tribunal Superior Eleitoral;

LPdSRN> Demonstrando que, mesmo com as cédulas de papel, o próprio código
eleitoral
LPdSRN> já viabilizava a identificação do eleitor através da NUMERAÇÃO das
Cédulas
LPdSRN> Eleitorais.

LPdSRN> Com esta identificação de qual mesário liberou cada eleitor,
estaríamos
LPdSRN> colocando o feitiço contra o feiticeiro e dificilmente um mesário se
exporia
LPdSRN> identificando-se como tendo praticado um CRIME ELEITORAL.

LPdSRN> POR UMA URNA ELETRÔNICA REALMENTE SEGURA, subscrevo-me

LPdSRN> Atenciosamente,

LPdSRN> Leamartine Pinheiro de Souza
LPdSRN> 21 2558-9814 - [EMAIL PROTECTED] 
LPdSRN> Rua Conde de Baependi 78, Ap 1310
LPdSRN> Flamengo, Rio de Janeiro, RJ
LPdSRN> 22231-140


LPdSRN> -----Mensagem original-----
LPdSRN> De: [EMAIL PROTECTED]
LPdSRN> [mailto:[EMAIL PROTECTED] Em
LPdSRN> nome de DivListas
LPdSRN> Enviada em: domingo, 23 de julho de 2006 15:39
LPdSRN> Para: Rio Net - Leamartine Pinheiro de Souza
LPdSRN> Assunto: Re: RES: [Voto Seguro] A Tribuna - Máquinas de Votar

LPdSRN> Respondendo a Rio:

>> ...  criticar  a  digitação do título do eleitor para liberar a urna
>> para  a  votação.  Este, no meu entender, é o fato mais aparente que
>> grita alto para aqueles que não entendem de informática e que não se
>> aventuram  na discussão de uma tecnologia que efetivamente mostra-se
>> abstrata para quem não conhece seus fundamentos.

LPdSRN>   Apesar  de  considerar  que  há  diversas  formas  de  prejudicar
os
LPdSRN>   interesses  do  povo  nos  atuais  processos  de eleição
eletronica,
LPdSRN>   também  considero este procedimento o mais incorreto justamente
pela
LPdSRN>   facilidade  que ele permite a quem controla o processo de ter
acesso
LPdSRN>   a  uma  informação  que  em  sí é tão perigosa quanto poder tentar
a
LPdSRN>   fraude.

LPdSRN>   Saber  quem votou em quem ou mesmo poder estabelecer padrões de
voto
LPdSRN>   a   partir   de   um   perfil  é  uma  informação  muito
poderosa,
LPdSRN>   principalmente nas mãos das pessoas erradas e com o adicional de
que
LPdSRN>   se  for descoberto vai acontecer o mesmo que aconteceu na ocasião
em
LPdSRN>   que  o  Magalhães foi apanhado com a lista de votos que deveriam
ser
LPdSRN>   secretos... aposenta-se um bode expiatório e o procedimento
continua
LPdSRN>   o  mesmo,  sequer  a  funcionária  que  entregou  a lista foi
punida
LPdSRN>   adequadamente  pois  é  muita inocência achar que ela apenas
cumpriu
LPdSRN>   ordens, já que sabia que o que fazia era errado.

LPdSRN>   E   agora  querem dar cartões eletronicos aos eleitores... quando
na
LPdSRN>   verdade  o  processo  de identificação e o de votar teriam que ser
o
LPdSRN>   mais  distante possíveis, a não ser que se mude a lei e o voto
passe
LPdSRN>   a ser público.

LPdSRN>     Grande abraço,

LPdSRN>         Divino  Leitão
LPdSRN>         Conheça www.minimidia.com.br mais informação em menos
espaço.
LPdSRN>    
LPdSRN>     Pra rir e pensar (não necessariamente nesta ordem)
LPdSRN>     Passarinho que anda com morcêgo, dorme de ponta cabeça!

LPdSRN>     



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e
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Grande abraço,

Roger Chadel

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    ////    O TSE deve voltar a ser um tribunal
|---//---|  
|   /    |  Se a urna não imprimir, seu voto pode sumir!
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--------

Extraido de minha coleção de taglines:
Aquele que, ao longo de todo o dia é ativo como uma abelha, forte como um
touro, trabalha que nem um cavalo, e que ao fim da tarde se sente cansado
que nem um cão... deveria consultar um veterinário. É bem provável que seja
um grande burro

 /"\
 \ /  Campanha da fita ASCII - contra mail html
  X   ASCII ribbon campaign - against html mail
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