Leamartine, sobre o teste de penetração na urna do TSE, isto já foi pedido várias vezes e nunca aprovado. O Amilcar tem batalhado para isto, e ele sabe que pode contar comigo.

Em relação a fazer uma urna para o fórum, este assunto já foi ventilado a alguns anos atrás. Eu até me propus a abrir os fontes do software que desenvolvemos para uma das concorrências do TSE, desde que alguém escrevesse uma licença de uso adequada para os nossos propósitos.

De qualquer maneira, eu diria que estou disposto a participar se eu sentir que isto realmente vai levar a algum lugar.
 

Leamartine Pinheiro de Souza - Rio Net wrote:

Estimado Colega Marcio C Teixeira,

Com base em vossos profundos conhecimentos, a minha proposta de um duplo
teste de penetração, com os técnicos de nosso Fórum examinando as Urnas do
TSE e os técnicos do TSE examinando uma Urna feita pelos técnicos de nosso
Fórum é exeqüível ou não ?!!

Principalmente no que diz respeito a uma Urna com a Bios, o Sistema
Operacional e o próprio programa de votação carregados em um memória RAM,
dependendo, apenas, dos Bancos de Dados relativos aos Candidatos que seriam
carregados pelas Flash Cards ?!!

Pelo que tenho acompanhado em nossos Fóruns cheguei à conclusão que sim, no
entanto, não tenho a menor intenção de ficar propondo uma medida que não
tenhamos condições de sustentar !!!

POR UMA URNA ELETRÔNICA REALMENTE SEGURA, subscrevo-me

Atenciosamente,


Leamartine Pinheiro de Souza
21 2558-9814 - [EMAIL PROTECTED]
Rua Conde de Baependi 78, Ap 1310
Flamengo, Rio de Janeiro, RJ
22231-140

-----Mensagem original-----
De: [EMAIL PROTECTED] [mailto:[EMAIL PROTECTED]] Em
nome de Marcio C. teixeira
Enviada em: quinta-feira, 3 de agosto de 2006 08:15
Para: [EMAIL PROTECTED]
Assunto: Re: [Voto Seguro] Pergunta

Divino,
desculpe-me, mas acho que vc não conhece a tecnologia que está
defendendo. Para colocar seu chip fictício, vc criou um sistema muito
mais complexo e falho do que o atual.
Por exemplo, fizemos um desenvolvimento de um chip (na verdade são 2
chips) com conteúdo dinâmico, exatamente para implementar segurança, a
um ano atrás. Por isto estudei o assunto bastante a fundo, e ele é bem
complexo. Não existe, no mercado, uma solução realmente dinâmica,
existem várias soluções caixa preta, com algum dinamismo insuficiente
para se evitar um real ataque.
O grande problema, é que este chip "variável" tem que ser validado (ou
seja, ele tem que ser reconhecido pelo sistema ou por algo que
verificará sua presença). "Quem" (equipamento ou software) que fará este
reconhecimento, tem que "compreender" como funciona este dinamismo. Como
esta solução também seria fiscalizada, ela não poderia ser uma "caixa
preta", pois se acreditamos que o software da urna (que é muito mais
simples) pode ser fraudada, esta solução também pode. Criar um "chip"
que altere seu conteúdo dinamicamente e ainda possa ser aberto para ser
auditado, vai ser muita mais complexo que a própria urna. Entramos em um
circulo vicioso, onde o solução de segurança cria novos problemas de
segurança mais complexos.

obesvação:
1) criptografia, só protege dados em trânsito, ou armazenados (que não
deixa de ser trânsito também).
2) se vc tem um sistema centralizado para controlar segurança, este
sistema também pode ser responsável pela própria quebra de segurança,
esta decisão estará na mão de quem o controla.
3) criptografia não evita copia e sim que o conteúdo seja entendido.
4) se vc usa um equipamento (com o palm) para validar o chip, vc terá
que proteger este software contra ataques de "engenharia  reversa". Não
existe uma proteção eficaz, no mercado, para este tipo de equipamento.
Estamos portanto uma solução de comunicação segura para um Ipaq (com
WinCe) e criar esta segurança contra "engenharia reversa" esta sendo o
maior problema.
5) Embora eu seja um dos maiores defensores da impresão do voto, ele
também tem falhas. Defendo a impressão do voto, conferido pelo eleitor
(sem manipulação) e confirmado ou cancelado por um sistema
eletro-mecânico (aqui é o ponto chave, pois se for um sistema de
acionamento eletrônico, ele poderá produzir, facilmente, varios votos
inexistentes).

obs final: Acho que o maior erro que o TSE cometeu foi divulgar que a
urna é invuneravel (100% SEGURA), por causa disto muitas pessoas que
participam do processo (ou mesmo eleitores) deixaram de ajudar a
fiscalizar o sistema.
Uma vez perguntei a um membro da equipe técnica do TSE (prefiro não
falar o nome), quantas tentativas de fraudes eles já tinham detectado, a
resposta foi: NENHUMA. Perguntei então se ele achava que os desonestos
(que sempre fraudaram ou tentaram) tinham ficado honestos depois da urna
eletrônica. Ele ficou sem resposta...

Algumas regras práticas sobre como se desenvolver soluções seguras:

1) não sub-estime os possíveis fraudadores.
2) não existe 100% seguro.
3) todo sistema será quebrado, por isto vc tem que prever e antever esta
hipótese.
4) o fato de vc não conhecer, a fundo, uma tecnologia não a faz segura.
(ex: Prof Pedro e sua Seita do Santo Byte)
5) (esta é polêmica) mesmo quando vc usa soluções abertas, a real
segurança esta na parte obscura. Por exemplo na chave.

Desculpe-me pela resposta um tanto técnica, mas se estamos defendendo
uma melhoria no sistema atual, temos que a aprofundar um pouco no lado
técnico.


DivListas wrote:
> Respondendo a Marcio:
>
>
> > Este é o 1. caso que descrevi. Se não tiver conexão com o sistema,
> > seria bastante fácil fraudar ou simular este chip.
>
>   Um   chip   gravado   não é tão simples de fraudar. Pode-se clona-lo
>   por  engenharia  reversa,  mas  reproduzir  um conteúdo variável sem
>   conhecer   a   codificação  é  algo muito difícil.
>
> > Qual tecnologia vc usaria neste chip?
>
>   Um  simples  header codificado com o melhor que a criptografia possa
>   criar.  No header haveria um código de identificação da urna que não
>   poderia   ser   repetido,  se  o  chip  fosse  clonado  o sistema de
>   identificação das urnas avisaria.
>
> > Como vc o protegeria, o chip, contra copia?
>
>   Já  dito  acima, cada chip tem uma identificação criptografada que o
>   diferencia  dos outros e não permite cópias. Mesmo que fosse clonado
>   ao   ser  identificada uma repetição haveria um alarme em um sistema
>   integrado.
>
> > Como vc garantiria a não existência de 2 chips iguais?
>
>   Ao identificar o chip a informação é enviada para um sistema central
>   que   faz   a  validação.  Se  dois  ou  mais  chips  iguais  forem
>   identificados  envia-se  para o local responsáveis por uma auditoria
>   para verificar se foi erro ou tentativa de fraude.
>
> > Como o fiscal validaria este chip?
>
>   Um  simples PALM pode ler o código e enviar pela Internet através de
>   um  celular,  esta  seria  uma das diversas formas possíveis. O chip
>   pode  ser lido por qualquer equipamento preparado para isso e enviar
>   a informação para uma central.
>
>   A   qualquer   momento  um  fiscal  poderia checar uma urna de forma
>   aleatória, garantindo diversas verificações ao invés de uma só.
>
>   E  o  chip poderia ser apenas UMA das identificações, pode-se gravar
>   em  cada URNA um simples código (impresso no metal, por exemplo) que
>   também   seja   enviado   junto   com a validação, isso dificultaria
>   ainda mais a clonagem de uma urna.
>
> > etc?
>
>   Para etc, respondo: etc!
>
> > Me de um exemplo realmente bem sucedido. Na verdade quase tudo que
> > só depende de proteção física, ja foi falsificado ou pirateado.
>
>   Tudo  pode  ser falsificado ou pirateado, por um motivo simples, não
>   existe preocupação real em que não seja.
>
>   Dinheiro  é  falsificado  mas ironicamente não tem muita utilidade a
>   quem  faz  a  falsificação  porque  assim que ela for identificada a
>   origem  pode ser rastreada, quanto mais se falsifica mais se corre o
>   risco  de  ser apanhado.
>
>   Penso  em  facilitar  a vida do responsável pelo controle das urnas,
>   que  teria  a  sua  disposição  um  sistema  em  tempo real que iria
>   permitir  checar qualquer urna suspeita. Poder a qualquer momento (e
>   não apenas em uma das etapas) fazer uma verificação e enviar para um
>   sistema central é muito útil.
>
>   Somar  seguranças  não impede a falsificação mas atrapalha bastante.
>
>   Lacre,  identificação física em local visível, selo holográfico e um
>   chip  com  conteúdo  criptografado  já  tornariam  bastante complexo
>   falsificar  uma urna, some-se a isso falsificar o programa interno e
>   faze-lo  passar  por  outros  procedimentos  secretos de segurança e
>   temos   não   um  sistema  indevassável,  mas  muito  seguro.  E  se
>   acrescentar a ele a impressão do voto e cuidar para que não se perca
>   este material então chegamos a algo interessante.
>
>   Note  que em momento algum pretendo um sistema infalível, apenas não
>   deveria ser tão fácil de burlar quanto o atual.
>
>   Olhe o trabalho que alguém teria para falsificar uma urna:
>
>   1.  Fazer  uma  urna  falsa, com um chip codificado falso e diversos
>   outros dispositivos falsos;
>
>   2. Pagar a alguém para introduzi-la entre as urnas reais;
>
>   3. Fazer uma urna real sumir;
>
>   4.  Criar  um  programa  que  reproduza  um  programa que todo mundo
>   conhece mas que ao mesmo tempo foi projetado para não falhar;
>
>   5.  Corromper  diversos  fiscais  e  juízes  eleitorais  que  são os
>   responsáveis por cada urna;
>
>   6.  Burlar  a  impressão  do  voto (quero ver alguém conseguir fazer
>   isso);
>
>   Agora  observe  o  trabalho  que  alguém  teria  para burlar o atual
>   sistema;
>
>   1.  Pagar  alguém de dentro do processo para introduzir um vírus que
>   altere os resultados e fazer com que ele conste do programa que será
>   distribuído;
>
>   Neste  caso  bastaria  ter  conhecimento  do  sistema  usado na URNA
>   (certamente  muita  gente  deve ter, apesar do povo não ter) e bolar
>   uma  das  milhares  (atualmente 60 mil) de formas de fazer o sistema
>   ser corrompido por um virus.
>
> > Quais procedimentos de segurança vc acha que deveria ter? É
> > exatamente isto que eu tinha questionado.
>
>   Os   sistemas   de  segurança  que  imagino  e  tenho  certeza  que
>   especialistas  poderiam  imaginar melhor teriam a ver com um sistema
>   totalmente  aberto e auditável colocado em um hardware padronizado e
>   que  pudesse  ser  identificado  a  partir de um simples dispositivo
>   eletronico  (celular, palm, notebook) que seja conectado a urna para
>   permitir a leitura de um ou mais chips de identificação.
>
>   A  função  do chip de identificação é apenas garantir que o hardware
>   não  é  falsificado  e  não  pode  haver  qualquer  possibilidade de
>   comunicação  entre  o dispositivo de identificação de hardware com o
>   software de votação.
>
>   Garante-se assim um hardware idôneo.
>
>   sendo  o  software  conhecido  ele  pode  ser  auditado ANTES de ser
>   injetado    no   hardware, claro que nada vai impedir a falsificação
>   neste  processo  (como não é possível impedir no processo atual) e é
>   neste  ponto  que  entra a importância da impressão. Por mais que se
>   falsifique  um  programa  não  é possível falsificar uma impressão e
>   mesmo  que  os defensores da NÃO IMPRESSÃO usem argumentos ridículos
>   sob  a  impossibilidade  de  analfabetos e cegos checarem o que está
>   sendo   impresso  eu apenas responderia que eles JÁ não podem checar
>   seu  voto,  um cego pode apertar a tecla certa gravada com sinais em
>   braille,  mas  um analfabeto não tem como saber o número que está na
>   tela  se  não sabe qual o número que está no papel e até onde sei as
>   urnas  não  tem  som... mas na minha opinião deveria ter, pois seria
>   mais uma dificuldade para eventuais pilantras.
>
>   Outra  forma  de  segurança seria codificar a relação de candidatos,
>   afinal  nas  eleições  regionais  eles mudam mesmo. Sem saber qual a
>   codificação  usada  um eventual programador de uma urna falsa ou uma
>   verdadeira com software falso não teria como saber a ordem dos dados
>   e seu programa não conseguiria ler.
>
>   É  aí  que entra o chip codificado, na hora de carregar a urna com a
>   relação  dos  candidatos  o sistema de carga pode checar o chip e se
>   não  receber  um  OK do sistema central não carrega os candidatos na
>   urna,  ou  seja,  alguém pode colocar um sistema falso lá... mas ele
>   não vai saber ler o banco de dados.
>
>   Naturalmente  estou  apenas  dando  uma resposta a uma pergunta, com
>   certeza  uma equipe de experts teria condições de pensar em sistemas
>   muito melhores e dinheiro para paga-los sei que não falta.
>
> > Acho que vc não entendeu como é a fraude por clonagem, acredito que
> > o livro do Amilcar explica bem este tipo de ataque.
>
>   Mesmo que eu não entendesse seria apenas uma das fraudes possíveis e
>   não a única.
>
>   Impedir  UM  tipo  de  ataque  não resolve nada, e preciso pensar em
>   vários tipos.
>
>   Como também não sei quais seriam todos os tipos de ataques possiveis
>   (alguém  sabe?)  seria  o  caso de criar dispositivos de proteção em
>   vários  níveis  que  pretendam  impedir  algumas  das possibilidades
>   conhecidas, a meu ver:
>
>   1. Dificultar a clonagem do hardware;
>
>   2.  Dificultar  - pela transparência - o uso de um software que pode
>   ser malicioso desde sua origem;
>
>   3.  Criar dispositivos de teste imediato e eletronico nas urnas, que
>   possam  ser  utilizados  em  várias  etapas  por  pessoas que apenas
>   precisam de um treinamento no uso do dispositivo.
>
>   Os dispositivos seriam:
>
>   1.  Leitor  de sinais na urna, de lacres e de chips identificadores,
>   repassando  ON  LINE  esta  informação  para  um  sistema  central,
>   projetado para encontrar padrões e falhas de segurança;
>
>   2.  Leitura  visual  de  sinais  da urna, que permitiriam ao próprio
>   eleitor  saber  se  ela  é  real  ou  falsa,  com  isso se impediria
>   falsificações  grosseiras,  atualmente  qualquer  caixa metálica com
>   botões  que  se  coloque  em  um  local  de votação podem enganar um
>   eleitor;
>
>   3. IMPRESSÃO DO VOTO;
>
>   4. IMPRESSÃO DO VOTO;
>
>   5. IMPRESSÃO DO VOTO;
>
>   E  finalmente  criar um sistema para ler os votos impressos e dar um
>   segundo resultado em tempo bem mais hábil que a leitura manual.
>
>   Se  o  sistema  de leitura de votos impressos não estiver exatamente
>   igual  ao  sistema  eletronico - com uma margem matemática de erro -
>   então  passa-se  a  contagem manual porque neste caso houve falha ou
>   fraude no processo.
>
> > Divino, se vc quiser aprofundar tecnicamente o assunto, terei o
> > maior prazer em levar esta discussão adiante, mas se ela for ficar a
> > superficialidade, acho que não será um ganho para este forum.
>
>   Meu  caro  Marcio,  não  sei se com isso quer dizer que sou burro ou
>   algo  parecido,  neste  caso  lamento  não estar contribuindo para o
>   Forum,  mas  acredito  que  contestar  meu ponto de vista apenas com
>   perguntas não é ganho para ninguém.
>
>   Estou  apenas fazendo sugestões, se alguém as considerar válidas que
>   acrescente  algo  a  elas  e as torne úteis, se não considerar então
>   ignore  como ignoro muita coisa que leio tanto neste Forum quanto na
>   própria internet e que nada acrescentam a lugar nenhum.
>
>   Nada contra não concordar com minhas idéias, mas tudo contra sugerir
>   que não tenho conhecimento técnico do que falo.
>
>   Sei  muito  bem o que já foi dito sobre a urna e até muita coisa que
>   não  foi  dita,  mas  jamais  tive  a  oportunidade  de ver com meus
>   próprios  olhos  e  se  duvido dos juizes posso muito bem duvidar de
>   qualquer outro que diga que viu mas não tem como provar.
>
>   Neste  ambiente  de  desconhecimento  geral  valem as suposições e o
>   conhecimento  de  cada  um  da tecnologia e neste aspecto sei que me
>   garanto  e espero que o Forum permita que expresse minhas opiniões a
>   respeito, ainda que pareçam inúteis a quem assim quiser vê-las.
>
>   Sou  inclusive,  totalmente  contra  opiniões  que  impeçam  a  livre
>   expressão,  já  que  teoricamente  somos  um  grupo de defensores da
>   democracia,  embora  tenha certeza que aqui há muitos representantes
>   do lado que não é.
>
>     Grande abraço,
>
>         Divino  Leitão
>         Conheça www.minimidia.com.br mais informação em menos espaço.
>  
>     Pra rir e pensar (não necessariamente nesta ordem)
>     Mulher: O ideal é que tenha o brilho de uma atriz de cinema, os
> modos de uma dama, que faça amor como uma prostituta e que trabalhe
> feito uma mula.
>
>   
>



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