Olá,
O Min. Marco Aurélio Mello quando tomou posse como presidente do TSE fez
críticas ao "pais do faz de conta" que tinha se tornado o Brasil, com seus
mensalões e chefe que não sabia de nada.
Pois não passou seis meses e ele mesmo foi contagiado pelo "eu não estou
vendo nada".
Vejam as contradições:
- O presidente anterior do TSE anunciou em abril de 2005 (quando o Min.
Mello já integrava a corte do TSE) que iria acabar com o ÚLTIMO REDUTO DA
FRAUDE ELEITORAL (o voto de eleitores ausentes ou inxistentes)
- Anunciou um plano milionário de recadastramento eleitoral com coleta de
impressão digital dos eleitores e encomendou a compra de 25 mil novas
urnas-e com leitor de impressão digital.
- Este ano, o TSE, já sob presidencia do Min. Mello, fez propaganda com
apologia das novas urnas com impressão digital que, lembrem-se, vieram para
acabar com o último reduto da fraude.
-Aí o antigo presidente do TSE vem a público e diz que tem mais de 8 milhoes
de eleitores fantasmas nos cadastros eleitorais. É a primeira estatística
divulgada sobre o tamanho do "ultimo reduto da fraude".
- Aí vem o Meloo e diz:
"Não podemos raciocinar pelo excepcional, imaginando que a maioria é
salafrário e que cederá o título para outro votar ou que títulos serão
surrupiados. É o absurdo, o teratológico."
Então, o Mello foi ou não contaminado pela síndrome Lullista do "eu não tô
vendo nada"?
[ ]s
Amilcar Brunazo Filho
--------- Mensagem Original --------
> Brasil tem 10 milhões de eleitores fantasmas, diz ex-ministro do TSE
> SILVANA DE FREITAS
> da Folha de S.Paulo, em Brasília
>
> Dez milhões dos 125,9 milhões de eleitores convocados para votar em 1º de
outubro (8%) são pessoas inexistentes, segundo estimativa do ex-presidente
do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Carlos Velloso.
> Desatualizado, o cadastro nacional de eleitores, de 20 anos atrás, pode
favorecer um tipo de fraude em que uma pessoa mostra o título de eleitor
inexistente para votar duas vezes.
>
> O atual presidente do TSE, ministro Marco Aurélio de Mello, descarta essa
possibilidade. "Não podemos raciocinar pelo excepcional, imaginando que a
maioria é salafrário e que cederá o título para outro votar ou que títulos
serão surrupiados. É o absurdo, o teratológico."
>
> Velloso e o professor e pesquisador do Iuperj (Instituto Universitário de
Pesquisas do Rio de Janeiro) Jairo Nicolau dizem que pode haver fraudes, mas
consideram o risco irrelevante.
>
> "Existe uma possibilidade de ocorrência de fraude que não tem
significância. Mas, só por haver essa possibilidade, a Justiça Eleitoral tem
de atacá-la", afirmou Velloso, que deixou o tribunal em janeiro último,
quando se aposentou.
>
> "As fraudes sempre podem acontecer, mas são marginais. O cadastro deve ser
atualizado para que possamos ter um índice de abstenção mais próximo da
realidade", disse Nicolau, para quem não há urgência de novo
recadastramento.
>
> Os "fantasmas" do cadastro de votantes da Justiça Eleitoral são
supostamente de eleitores que morreram ou mudaram de cidade e tiraram novo
documento. O novo cadastro nacional de eleitores custará ao menos R$ 300
milhões e terá de ser feito em etapas, preferencialmente em anos ímpares,
sem eleições. Não há previsão orçamentária para 2007.
>
> No ano passado, na presidência do TSE, Velloso anunciou que recadastraria
21 milhões de eleitores durante o referendo sobre a proibição de comércio de
armas, em outubro, mas decidiu fazer audiências públicas sobre o tema, o que
provocou atraso e inviabilizou a medida antes destas eleições.
>
> A vantagem em relação ao atual é que, além de atualizado, o novo cadastro
deverá ter sistema de identificação do eleitor por impressão digital,
eliminando risco de uma pessoa votar no lugar de outra, dizem Velloso e
Marco Aurélio.
>
> O TSE não tem levantamento sobre os municípios em que o eleitorado supera
a média nacional, de 67,3% da população estimada pelo IBGE (Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística).
>
> Marco Aurélio disse que as distorções são maiores em cidades
pequenas.
>
> Nos últimos quatro anos, houve revisão eleitoral em 1.223 cidades, levando
6,576 milhões de pessoas a se reapresentarem a cartórios eleitorais. Eram
municípios onde o número de eleitores superava 80% da população estimada ou
onde o juiz eleitoral suspeitou de irregularidades.
>
> No primeiro momento, houve cancelamento de uma a cada quatro inscrições,
mas muitos títulos excluídos depois foram reabilitados, e o TSE não tem os
dados atualizados.
>
> A Justiça Eleitoral também tem cancelado o título de quem não vota três
vezes seguidas sem explicar a ausência. Em 2005 foram excluídos 1,089 milhão
de documentos. Em 2003, foram eliminados outros 2,154 milhões, segundo o
tribunal.
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