Estimado Colega Divino Leitão, Este tipo de lucubrações nada resolvem enquanto não solucionarmos o problema dos Fiscais e Delegados dos Partidos Políticos.
Não existem voluntários com conhecimentos técnicos em informática e jurídicos para fiscalizarem adequadamente as eleições e, enquanto este tipo de procedimento não for obrigatório como sugeri para aqueles que estiverem cursando uma faculdade de informática ou de direito no lugar do serviço militar obrigatório, esqueça, mas esqueça mesmo, pois, fiscalização que é bom jamais teremos de fato e de direito. Por conseguinte, de que adiantará o TSE disponibilizar 500 BUs por seção eleitoral se os fiscais não forem buscar estes Boletins e o que é pior, também de nada adiantará se um Fiscal não tiver ficado de plantão na Seção Eleitoral para verificar se nenhum mesário engravidou as urnas no início, durante ou ao término do horário eleitoral. Agora, se houvesse uma Lei obrigando os formandos ou até os formados que deixaram de cumprir o serviço militar obrigatório de prestarem o dever cívico de fiscalizarem as eleições, tendo de acrescentarem ao seu currículo um curso ministrado sob a supervisão dos Partidos Políticos para que dominem totalmente todo o processo eleitoral, tanto da parte tecnológica quanto da parte jurídica, aí sim, teremos uma fiscalização competente o bastante para identificar uma irregularidade e, mais importante ainda, de PETICIONAR NO EXATO MOMENTO ao Presidente da Mesa pela retificação do fato ou pelo COMPETENTE REGISTRO DA IRREGULARIDADE com recibo do Presidente e 2 (duas) testemunhas de que a Petição fora entregue na forma da Lei. Pior ainda, sem a impressão paralela do voto, os BUs valem menos que as notas de dólares norte-americanos, não passam de papel pintado para os ingleses verem, ou seja, se fossem impressos em papel higiênico pelo menos teriam alguma serventia. Temos de focar todos os nossos esforços nos seguintes procedimentos: 1 - Na impressão paralela do voto; 2 - Pela não identificação do eleitor no mesmo equipamento de processamento de dados; e, 3 - Pela fiscalização obrigatória pelos formandos ou recém-formados em Informática ou em Direito, com curso obrigatório de conhecimentos técnicos e jurídicos ministrados pelos Partidos Políticos. Caso contrário estaremos malhando em ferro frio até que percamos os braços por exaustão irrecuperável dos citados membros, pois, A TRISTE VERDADE É QUE NÃO EXISTE FISCALIZAÇÃO ELEITORAL DECENTE NO BRASIL. A PROPÓSITO, COMO ESTE NÃO É UM ASSUNTO ESTRITAMENTE TÉCNICO, ESTOU PUBLICANDO-O NO FÓRUM DO VOTO-ELETRÔNICO POR UMA URNA ELETRÔNICA REALMENTE SEGURA, subscrevo-me Atenciosamente, Leamartine Pinheiro de Souza 21 2558-9814 - [EMAIL PROTECTED] Rua Conde de Baependi 78, Ap 1310 Flamengo, Rio de Janeiro, RJ 22231-140 -----Mensagem original----- De: [EMAIL PROTECTED] [mailto:[EMAIL PROTECTED] Em nome de DivListas Enviada em: segunda-feira, 18 de setembro de 2006 13:04 Para: Amilcar Brunazo Filho Assunto: Re: [Voto Seguro] Urnas Eletronicas e Fiscalização Respondendo a Amilcar: > O BU impresso pela urnas recebe as assinaturas dos mesários e dos > fiscais presentes e aí vira documento de prova do resultado daquela > seção. Até ai está perfeito. Não seria o caso de ser então disponibilizado publicamente a partir deste momento. O meio não importa, pode ser através de um edital em jornal ou qualquer outro formato, o importante é que não fique um documento restrito a meia-duzia de pessoas, como está me parecendo que é. > O mesmo BU deve ser gravado em disquete e levado ao sistema > totalizador. A conferência pelo fiscal é ver se o impresso (que é > documento de prova) é o mesmo recebibo pelo totalizador. Digamos que o fiscal confira e entenda que há uma diferença... o que é feito então? > Assim: > 1) Não adianta substituir o BU impresso por qualquer via digitalizada pois o > fiscal não saberia qual o seu conteúdo e, principalmente, não valeria de > prova, visto ser passível de fraude. Mas podemos ter ambos não. Ou seja, o BU impresso guardado sob a responsabilidade de quantos responsáveis se julgar necessário e a cópia, divulgada publicamente. E permitir o acesso a quem desejar conferir a cópia com o original. > O papel das urnas é térmico, especialmente desenvolvido pela > Votorantim para o TSE, para segurar a impressão um pouco mais. Entendo a validade de se produzir um papel especial... mas tinha que ser justo papel térmico? Uma tecnologia bem ultrapassada e cara. > 2) O BU impresso é uma tira comprida de papel, de aprox. 2 metros, > com assinatura dos mesários. Xerocar em pedaços de 30 cm tiraria > todo o seu valor de prova. Alem disso, faça as contas de quantas > máquinas xerox o TSE teria que dispor para permitir estas cópias e > veja que é inviável. Basta escanear o documento, já com as assinaturas e produzir um documento digital. > è muito mais barato imprimir, já que todas as urnas devem ter impressoras, > do que ter máquinas fotocopiadoras de tiras de papel. Também acho mais barato e mais eficiente imprimir diretamente, mas a alegação de que vai faltar papel me parece apenas uma desculpa muito boba de quem não está interessado em fazer. Se existe a regulamentação que se faça as bobinas em tamanho suficiente para permitir a impressão de quantas forem necessárias. Mas ainda entendo que para fins de praticidade deve-se ter apenas algumas versões do documento original, com sua proteção devidamente assegurada e distribuir cópias oficiais, seja por meio eletrônico ou através de cópias. Concorda comigo que seria mais interessante definir um processo de preservação do documento original com consulta assegurada a quem desejar faze-lo no futuro e divulgar o documento publicamente, por processos eletronicos? Se o medo é de que os próprios fiscais falsifiquem o documento acho que é um medo inútil pois de posse de um documento original a falsificação é perfeitamente possível, se falsificam dinheiro porque não haveriam de poder falsificar um simples BU impresso? Divulgando o BU publicamente seria relativamente simples comparar com o documento oficial e perceber quando alguém está mostrando um falso. E no caso de falsificarem a informação oficial sempre se poderia compara-la com o original, que no final das contas é a única prova impressa que existe. E ainda fica uma pergunta... se falhar a impressão do BU? Que provas ficam daquela urna? Grande abraço, Divino Leitão Conheça meus cursos On line: www.tecnoart.inf.br Pra rir e pensar (não necessariamente nesta ordem) Minha mãe sempre me diz que não adianta eu ficar apenas pensando em fazer, que devo agir. Depois que comecei agir, ela passou a me pedir para pensar melhor, antes de agir! _____________________________________________ O texto acima e' de inteira e exclusiva responsabilidade de seu autor, conforme identificado no campo "remetente", e nao representa necessariamente o ponto de vista do Forum do Voto Seguro O Forum do Voto Seguro visa debater a confiabilidade dos sistemas eleitorais informatizados, em especial o brasileiro, nos seus aspectos técnicos e jurídicos. _____________________________________________ Pagina, Jornal e Forum do Voto-E http://www.votoseguro.org _____________________________________________ Para cancelar sua assinatura neste grupo, envie um e-mail para: [EMAIL PROTECTED] Links do Yahoo! Grupos <*> Para visitar o site do seu grupo na web, acesse: http://br.groups.yahoo.com/group/votoseguro/ <*> Para sair deste grupo, envie um e-mail para: [EMAIL PROTECTED] <*> O uso que você faz do Yahoo! 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