Notícia do Consultor Jurídico foi reproduzido na Tribuna de Alagoas.
Somente foi aproveitada a parte inicial, justamente a que resume nossa
posição.
Foi mencionado um trecho da nota da Microbase.
Segundo o Google News, foi o único jornal impresso que mencionou o caso
Microbase.
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17/09/2006
Especialistas analisam riscos da urna eletrônica
Estudiosos mostram que ainda existem possibilidades de fraude no
processo de votação eletrônica
Já integra o senso comum da política brasileira a noção de que a votação
eletrônica, implantada no Brasil há dez anos, baniu a possibilidade da
fraude eleitoral um câncer que comprometeu as eleições no País desde a
instalação da República. Mas para um grupo de estudiosos do voto
eletrônico, contudo, o sistema é tão infalível quanto o papa.
Para o advogado Paulo Gustavo Sampaio Andrade, editor do site Jus
Navigandi, a certeza de que a urna eletrônica é 100% segura lembra a
idéia que se fazia do Titanic e das torres do World Trade Center antes do
desastre.
Se o sistema eletrônico eleitoral é imune a fraudes, considerada uma
suposta perfeição técnica e a natureza biológica das pessoas envolvidas
compara ele o sistema financeiro já teria adotado o projeto e
contratado as pessoas que criaram e utilizam o sistema eleitoral
eletrônico para pôr fim aos inúmeros golpes existentes, por exemplo, nos
caixas eletrônicos e nos bancos via internet.
Paulo Gustavo identifica dois problemas básicos no sistema. O primeiro é
verificar se o voto digitado foi realmente computado para o candidato
correspondente. O segundo item é a possibilidade de violação da
identidade do eleitor.
O mesário digita o número do título em um teclado conectado à urna. A
urna responde se o eleitor está devidamente cadastrado. Existe a
possibilidade de a informação sobre o título ser associado ao voto. Ou
seja, podese saber quem votou em quem, afirma.
Segundo Paulo Andrade, essa não é uma acusação infundada. Há dez anos
discutese a segurança do voto no Brasil. Todos os pesquisadores,
brasileiros e americanos, são unânimes em dizer que o sistema não é
confiável. Não dá para fingir que está tudo certo.
Para Amilcar Brunazo Filho, engenheiro e supervisor do Fórum do Voto
Eletrônico, grupo que discute a segurança da votação digital, a indicação
de que o sistema eleitoral é duvidoso é o fato de que no mundo inteiro se
tem mais cautela. Estados Unidos e Venezuela também estudam esse sistema
de voto, mas com a possibilidade de fazer auditoria. Para Brunazo, o que
o TSE chama de auditoria é colocar alguém em frente à urna. Isso não é o
processo de exame de um sistema, mas sim um artifício. Um show.
Para justificar seu argumento, Brunazo cita o caso da empresa Microbase.
Fornecedora do VirtuOS sistema operacional que equipa parte das urnas
eletrônicas a empresa divulgou nota de esclarecimento dizendo que seu
software nunca foi auditado.
A legislação em vigor exige a auditoria de todos os programasfonte do
Sistema de Eleições Eletrônicas, mas a regra nunca foi adequada e
rigorosamente obedecida pelo TSE, de modo a dar a necessária e devida
credibilidade ao processo de Assinatura Digital e de Lacração dos
Sistemas para as Eleições Oficiais, diz a direção da empresa na
nota.
http://www.tribunadealagoas.com.br/interna.php?id=24009&pagina=Pol%C3%ADtica
[VotoEletronico] Tribuna de Alagoas: Especialistas analisam riscos da urna
Paulo Gustavo Sampaio Andrade Tue, 19 Sep 2006 06:31:06 -0700
