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Prezados Senhores que fazem o Voto Eletrônico e o VOTO
SEGURO.
Agitação e propaganda.
Tenho lido suas mensagens e muito tenho aprendido sobre a
fragilidade das urnas eletrônicas.
Na
primeira semana que tive conhecimento simplesmente fiquei de boca aberta. Não
acreditava
no
que estava lendo, tanto é que faço campanha para o voto nulo, mas por pouco
não passei
a
defender o não-comparecimento às eleições.Que adianta votar nulo se as urnas
não vão re-
gistrar fidedignamente? Bem, mas como já estava tudo planejado
no nosso grupo, tenho que
cumprir o compromisso.
O
que noto nos Senhores (tanto os responsáveis pelos grupos como os demais
associados) é
que
já não há mais o que provar sobre o assunto. Falta, sim, divulgar à
grande maioria da
população, para
dar-se
o golpe fatal nessa insegurança das nossas urnas eletrônicas.Noto
também que os senhores são muito desvalorizados por quem deveria
valorizá-los.
Isso posto, venho sugerir-lhes que comecem a se organizar para
levar ao conhecimento da
população todo o engodo que existe atrás das UEs. Sugiro-lhes
que façam um Caderno Popular
para ser distribuído à população. Aqui onde vivo (ES)
disponho-me a distribuir. Mas posso, em São
Paulo, arrumar gente que distribua. Não podemos deixar
o povo na ignorância. É a vida do nosso
país e dos nossos descendentes que está em risco (no Mãos Limpas
defendo Cadernos Populares
especialmente para as áreas de política e economia). Quem sabe
com os relacionamentos espe -
ciais que os Senhores têm
consigam patrocínio.
Faço parte do Movimento Mãos Limpas Brasil de combate à
corrupção, sediado no yahoo, fundado e moderado por Mtnos
Calil (nome
verdadeiro) que é Consultor Empresarial, já trabalhou na área de
Markenting Político e pode, creio eu, colaborar com os senhores (não falei com ele), quem
sabe até mesmo fazer uma parceria de seus grupos
com o Mãos Limpas no qual já postei diversas
má-
térias, textos de seus grupos.
Será na verdade uma agitação política. Eu sei que as pessoas de
classe média não gostam dessa
expressão porque pensam que agitação é só para comunistas e
socialistas. Eu acho que não. A
questão é levar ao conhecimento do povo o que se passa, para não
ficar em círculos restritos.
O
POVO PRECISA SABER DE TUDO QUE OS SENHORES DEBATEM , PARA AJUDAR NA MUDANÇA
POLÍTICA
QUE
O NOSSO PAÍS TANTO PRECISA E QUE NÓS PRECISAMOS.
c/cópia para Mtnos Calil.
Saudações/carmen gomes.
----- Original Message -----
Sent: Tuesday, September 19, 2006 12:25
PM
Subject: [VotoEletronico] Blog
Al-Karismi: Projetos Matemáticos
A cada dia, mais gente nova se interessa pelo
assunto e escreve artigos. Dois artigos publicados em um mesmo blog,
especializado em matemática.
O autor é Davi Castiel Menda, matemático
de Gravataí (RS). Ele entrou em contato comigo avisando da citação de
minhas frases, publicadas na matéria do Consultor Jurídico.
Email: [EMAIL PROTECTED] Blog:
http://davicm.blog.terra.com.br
PS:
gostei da frase do Stalin que abre o segundo artigo. :)
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As urnas
eletrônicas e a zerézima
Davi Castiel Menda
"Hecha la
ley, hecha la trampa." ditado popular
O Titanic, em sua viagem
inaugural, ao zarpar de seu porto de origem, ostentava o título de
insubmergível, e era tanta a autoconfiança do engenho humano, que os jornais
da época afirmaram que "Nem Deus poderia afundar esse navio". Bill Gates, o
papa da informática, em 1981, nos brindou com a pérola "640 kb de memória é
mais do que suficiente para qualquer um". Thomas Watson, presidente da IBM, em
1943: "Penso que há talvez no mundo um mercado para cinco computadores". Mas a
campeã das afirmações estapafúrdias deva ser creditada a Charles Duell,
Diretor do Departamento de Patentes dos Estados Unidos, em 1899: "Tudo que
podia ser inventado, já o foi", propondo inclusive o fechamento dos
escritórios que dirigia. Pelos exemplos, concluímos, já no início do artigo,
de que afirmações exageradamente desmedidas tendem, com o passar do tempo, a
mostrar-se equivocadas, quando não beirando ao ridículo.
Implantada no
Brasil em 1996, a votação eletrônica, segundo o TSE, baniu de vez a
possibilidade de fraude eleitoral, com a afirmação dogmática de que o sistema
é seguro, indevassável. Entretanto, estas condições até hoje são questionadas
por estudiosos, programadores, os próprios partidos, e porque não, por boa
parcela da população brasileira.
Alguns defensores das urnas
eletrônicas, na ânsia de afirmar que o sistema é infalível, declaram com ares
de ufanismo simplório que o Brasil, ao comercializá-las para outros países,
está exportando democracia(!), embaralhando comércio e tecnologia com
patriotada. Paulo Gustavo Sampaio Andrade, editor do site Jus Navigandi,
traduz de forma muito simples e direta a opinião de quem põe em dúvida a
assertiva governamental: "Se o sistema eletrônico eleitoral é imune a fraudes,
considerada uma suposta perfeição técnica e a natureza biológica das pessoas
envolvidas" - compara ele - "o sistema financeiro já teria adotado o projeto e
contratado as pessoas que criaram e utilizam o sistema eleitoral eletrônico
para pôr fim aos inúmeros golpes existentes, por exemplo, nos caixas
eletrônicos e nos bancos via internet".
A desconfiança baseia-se em
dois pontos cruciais. O primeiro, é saber se realmente o voto digitado a um
determinado candidato é realmente computado e creditado a ele. O segundo
questionamento é a probabilidade de violação da identidade do eleitor, a
exemplo do acontecido em recente episódio no Senado, quando determinado grupo
teve acesso a quem votou em quem.
O Eng. Amílcar Bruzano Filho, um
especialista na área, compara a urna eletrônica à "uma máquina de votar
inauditável, uma verdadeira caixa preta da qual nenhum partido político,
fiscal ou auditor externo ao TSE, jamais teve acesso para conferir sua
integridade". E complementa Bruzano: "o que o TSE chama de auditoria é colocar
alguém em frente à urna. Isso não é o processo de exame de um sistema, mas um
artifício. Um show".
O povo em geral - onde eu me insiro - pouco
acesso tem ao assunto, mas pesquisando, toma-se conhecimento de que existem
dois Sistemas Operacionais vigentes: o VirtuOs (que pertence a uma empresa
privada) e o Windows CE, com mais de seis mil programas e dois milhões de
linhas de código, tornando muito difícil a sua análise, se é que estão
disponíveis. Esta falta de transparência é que compromete o primeiro pilar de
um legítimo processo eleitoral: a votação. Os outros dois são a apuração e a
fiscalização. A fase de apuração nos remete às eleições de 1982 no rio de
Janeiro e a famigerada Operação Proconsult, nome da empresa encarregada de
proceder à apuração e que teve como objetivo "virar" os resultados de uma
eleição já ganha por Leonel Brizola sobre o candidato do Governo federal na
época, Moreira Franco. A sistemática consistia em sonegar os resultados da
capital (dois terços do eleitorado), onde Brizola alcançara 70% dos votos, e
só divulgar uma média da apuração no interior do estado, onde Moreira era
majoritário. Não fosse a pronta intervenção de Brizola, exigindo falar à nação
pela Rede Globo - que insistia em divulgar a vitória de Franco - a história
seria diferente. Quanto à fiscalização, é totalmente inócua - se é que existe
- fautor que provoca a incredulidade no sistema.
Existem n maneiras
possíveis de fraude na votação, o TSE tem a obrigação de conhecê-las e toda a
comunidade digital espera que as coíba com sucesso, mas nada impede de
enumerá-las: clonagem de urnas; engravidamento da urna, com mesários em
conluio na ausência de fiscais; fraude na apuração, já que o boletim de urna
impresso quando do encerramento da eleição nem sempre é entregue ao fiscal;
possibilidade de fraude no programa implantado na urna; adulteração dos
programas originais implantados nas urnas; e por último, o maldito vírus - e
por trás dele os crackers - que tanto mal tem causado em todas as áreas de
atuação onde o computador está presente.
Mas afinal, o que é zerézima,
presente no título deste artigo? È o neologismo criado pelos técnicos do TSE
para indicar que cada candidato, no início do processo eleitoral, tem na
verdade zero votos. É a garantia de que todos partem realmente do zero.
Lamentavelmente, não é garantia nenhuma, já que qualquer programador, mesmo
principiante, sabe perfeitamente que é possível digitar algo, a impressora
reproduzir este algo, mas armazenar "o que se quer" na memória do computador.
É uma pena que toda a garantia que o TSE nos ofereça seja apenas a zerézima,
ou seja, zerézima garantia.
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Urnas
Eletrônicas - confiáveis ou não?
O que importa não é quem
vence, e sim quem conta os votos Joseph Stalin
Davi Castiel Menda
Antes que você, prezado eleitor brasileiro, tente me desqualificar,
gostaria de lhe lembrar de que, em 1982, quando você talvez nem conhecesse o
vocábulo computador (ou quiçá tivesse nascido), eu já tivera três deles e,
indignado por outros brasileiros não poderem desfrutar daquele aparelhinho que
prometia ser um dos maiores avanços tecnológicos da humanidade, eu, com dois
outros amigos, instalamos uma fábrica de computadores. Veja bem,
Fábrica, e não uma montadorazinha de fundo de quintal. E um computador
que deu o que falar na época. Portanto eleitor brasileiro de computadores,
eu entendo!
Antes que você, prezado eleitor brasileiro, tente me
desqualificar, gostaria que acessasse o Google, digitando meu nome completo, e
você vai verificar que meus conhecimentos matemáticos e estatísticos são
reconhecidos nacionalmente. Portanto eleitor brasileiro de matemática, eu
entendo!
Antes que você, prezado eleitor brasileiro, tente me
desqualificar, gostaria que lesse trechos de dois artigos abaixo, publicados
em Zero Hora:
14.11.85 Apuração paralela Enquanto os
computadores do TRE estiverem trabalhando no resultado das eleições, a 111a.
Junta Eleitoral já terá o resultado das 270 mesas que a constituem. Isto
porque a Junta contará com a ajuda de um computador e de uma programação feita
por empresa especializada.
A bem da verdade, gostaria de lhe informar
que a empresa especializada era de minha propriedade e a programação
pessoalmente desenvolvida por mim (a cessão do micro e do software foi
totalmente graciosa).
19.11.86 Microcomputador é o sucesso da
111a. Zona Uma economia de tempo de 40 minutos em cada urna apurada é o
resultado da experiência que deu certo já no segundo ano consecutivo, na junta
apuradora da 111a. Zona: a utilização de um microcomputador, cortesia do
secretário da Junta, Davi Castiel Menda. ..... No entanto, Davi
Castiel, a convite do presidente da Junta Apuradora, Juiz Jorge Perrone,
sofisticou o serviço da Secretaria, através do computador. Etc. etc. etc.
Portanto prezado eleitor brasileiro de apuração de eleições, eu
entendo! -------------------------------
Mas o assunto é Urnas
Eletrônicas. Afinal, pode-se confiar nelas ou não? Comece lendo um trecho de
artigo publicado por Ipojuca Pontes em 29.08.2006:
Por sua vez, o
leitor Rodolfo Hazelman, advogado em São Paulo, capital, ficou estupefato
quando viu numa reportagem do Jornal da Band, um empresário de Guarulhos
comprovar, a partir de dados fornecidos pelo próprio TRE, a ocorrência de
fraudes nas urnas eletrônicas, na última eleição municipal daquela cidade. Ele
acha o fato da maior gravidade, visto que, no Brasil, as urnas eletrônicas são
vendidas como à prova de fraude - quando, de fato, não são!
Já o
leitor de nome Márcio, mais audacioso, identifica a irregularidade dos números
das pesquisas em favor do candidato-presidente como uma espécie de preparação
psicossocial para contestar o futuro resultado das urnas eletrônicas
fraudadas. Para dar credibilidade a sua argumentação, Márcio informa, depois
de transcrever substanciosa aula sobre urna eletrônica, que a única
possibilidade de se garantir a integridade das urnas é o acoplamento de uma
impressora dentro do aparelho, que por sinal já existe, mas que, "por
proibição de Nelson Jobim (ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral), não
deverá ser usada para imprimir os votos" comprobatórios.
Na aula
técnica transcrita, feita pelo especialista Carlos Tebecherani, é assinalado
que se o programa (software) da contabilidade dos votos for alterado para que
desvie somente 1 voto em branco (ou nulo) por urna, para um determinado
candidato ou legenda partidária, só em São Paulo, por exemplo, cerca de 85 mil
votos poderiam ser "remanejados". Sobre a "inauditabilidade" das urnas
eletrônicas, uma eterna preocupação do falecido engenheiro Leonel de Moura
Brizola, o especialista Tebecherani - apoiado em análises de professores e
cientistas dos mais diversos centros de ensinos nacionais e internacionais -
considera que os seus programas "são facilmente passíveis de alteração", sendo
a própria "urna passível de ataque externo sem que o lacre que a encerra seja
rompido".
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Continuando
este despretensioso artigo, cito trechos do escritor, editor, pensador e
intelectual José Stelle (que na sua modéstia se auto-intitula tão somente
aspirante a political philosopher) em e-mails a mim dirigidos, e
antecipadamente peço-lhe perdão por dar ciência aos que os lêem, sem saber da
sua concordância ou não em editá-los. Se eu não os divulgasse, estaria
pensando e agindo egoisticamente no meu bem próprio, sem considerar aos
interesses alheios.
Mas devemos levar em conta que a fraude eleitoral
pode causar distúrbios. O PT não vai simplesmente aceitar ser alijado do
poder. Eles pensam ter a deusa HISTÓRIA do seu lado, o que justificaria tudo.
E como disse Stalin: O que importa não é quem vence, e sim quem conta os
votos.
Esta última frase é genial, e não sei se o mérito deva ser
dado ao autor, Stalin, ou ao Stelle (afinal, são quase homônimos) que a
garimpou! Mas prossegue Stelle:
Não vou por ibopes, e sim pela lei
natural, pela sensibilidade, e pela razão. E leio as entrelinhas das conversas
com parentes e outros no Brasil, por telefone ou quando visito. O tom de voz,
as respostas descuidadas, as projeções da Síndrome de Estocolmo, o que Ayn
Rand denominou a sanção da vítima - tudo isso mostra o efeito da
desinformação petista. Isso não ocorre só com eles, mas no país todo. Além
disso, o Lula não banca na classe média; a base dele está na classe baixa, que
é a maior. Uma clínica de bairro que salva uma criança, ou dispensa um remédio
grátis, vale mais que um quarteirão da burguesia, que já é socialista de certo
modo, quando não de verdade. Classe média e alta é sobremesa; come se
tiver.
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Para
concluir, resumo a minha opinião em simples constatações:
- os maiores
conglomerados do mundo, os bancos que giram com fortunas imensuráveis, as
empresas aéreas, a Nasa que lida com um orçamento bilionário, e até o
Pentágono, que teoricamente deveriam operar com os softwares mais
indevassáveis, ainda hoje sofrem ataques permanentes de crackers (termo
usado para designar quem quebra um sistema de segurança, de forma ilegal ou
sem ética o termo foi criado em 1985 pelos hackers em defesa contra o
uso jornalístico do termo hacker). Se a sua memória não é curta,
prezado eleitor brasileiro, deve se lembrar de recente episódio no Senado
invasão do painel de votação - que inclusive originou a renúncia do todo
poderoso Senador Antonio Carlos Magalhães.
- o questionamento,
analisando a situação com a frieza e imparcialidade que o assunto requer, não
é a urna propriamente dita - não conheço sua sistemática interna e nem vem ao
caso conhecê-la. O problema é o depois: o day after. É a manipulação
(termo que pode e na verdade é o que pretendo - produzir interpretação
ambivalente) que sofre o processo quando os dados são totalizados e passam a
ser digitados manualmente. É o ponto fraco, o calcanhar de Aquiles. Morreu o
controle. Foi-se a garantia. Acabou a confiança o processo passa a ser
humano e todos nós sabemos que nestas condições a falibilidade se diz
presente.
- quais os motivos das grandes potências, com inegável
superioridade sobre nós, tanto em hardware como em software, até hoje não
utilizarem semelhante sistema?
Lamento. Como brasileiro e programador,
gostaria de acreditar na lisura e na infalibilidade do sistema, mas quem
afirma que as urnas eletrônicas são à prova de fraude, provoca risos na
comunidade ligada à informática e não são poucos.
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