Pessoal
Cumprimentos ao Paulo Gustavo. Está cada vez melhor (e dizem que sou
bastante
crítico..). Se eu fosse o Freitas pedia para retirar o próprio artigo, pois
demonstrou que lhe falta conhecimento e capacidade de argumentação; virou
Secretário da Desinformação. O Paulo não teve dó: bateu até o nocaute. Faço
votos para que muitos leiam essa bela resposta.
Abraço
Walter Del Picchia - S.Paulo/SP
PEDIDO: Queria pedir ao Paulo Gustavo para que, quando escreve algo,
especialmente
se merecedor de ser encaminhado a outros, faça com que a mensagem seja mais
completa. Ele escreveu essa mensagem para quem já sabe do assunto. Não custava
deixar a mensagem anterior, ou parte dela, e o link para o artigo do jornal.
Para
enviar a outros vou ter que copiar de mensagens anteriores e fazer uma colagem,
se
não quem receber não vai saber do que se trata. É inconveniente não cortar nada,
inclusive as declarações de responsabilidade que ficam no final (muitos deixam
um
monte) e deixar metros de mensagem; mas cortar TUDO também atrapalha: fica-se
sem
referências. O artigo está no Jornal Zero Hora, em
http://www.clicrbs.com.br/jornais/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&edition=6466&template=&start=1§ion=Artigos&source=Busca%2Ca1301830.xml&channel=9&id=&titanterior=&content=&menu=23&themeid=§ionid=&suppid=&fromdate=&todate=&modovisual=
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Em Qui, Setembro 28, 2006 1:52 pm, [EMAIL PROTECTED] escreveu:
> Zerésimas de conhecimento
> JORGE LHEUREUX DE FREITAS/ Secretário de Tecnologia da Informação do TRE/RS -
>
> Escrevi uma grande resposta pro artigo, pra colocar nos comentários.
> Infelizmente, as mensagens não colocadas no ar imediatamente e o limite de
> caracteres é pequeno. Tive que dividir a resposta em 11 mensagens!
>
> Não sei se vão colocar no ar, mas pelo menos aqui pra lista eu coloco a
> resposta inteira:
>
> -----------------------------------------
>
> O autor do artigo "Zerésimas de conhecimento" somente tangencia os
> assuntos, sem nada esclarecer - bem típico dos representantes da Justiça
> Eleitoral. Trata-se de um amontoado de falácias.
>
> 1) Infeliz a comparação grosseira com o sistema bancário. Ninguém propôs
> usar urna eletrônica pra sacar ou depositar dinheiro. Quem criou o sistema
> de votação, apuração e totalização eletrônica foram pessoas. Então, essas
> pessoas devem ser muito boas, para criar um sistema dito à prova de
> fraudes. Por que os bancos ainda não contrataram essas mesmas pessoas para
> desenvolver sistemas à prova de fraude?
>
> 2) A urna eletrônica não está em rede. Isso não quer dizer nada: a fraude
> pode estar nos programas originais ou serem introduzidas por um simples
> cartão de memória, individualmente, em qualquer momento. Ou os vírus não
> existiam antes da Internet?
>
> 3) As urnas não estão em rede, mas os computadores que fazem a totalização
> estão... Como os partidos não se interessam em fazer totalização paralela
> (conferindo os boletins de urna) e a Justiça Eleitoral cria obstáculos, é
> possível modificar os resultados de urnas já apuradas sem que haja
> contestação (alteração no banco de dados de totalização ou substituição de
> disquetes por outros clonados).
>
> 4) JAMAIS todos os programas foram colocados à disposição dos partidos
> políticos. A própria empresa Microbase, responsável pelo sistema
> operacional que equipa mais da metade das urnas, confirmando isso.
>
> 5) Mesmo acreditando que os programas originais sejam honestos, seria
> necessário conferir urna por urna para verificar se os programas são os
> mesmos que foram fiscalizados. Só que os fiscais dos partidos que
> acompanham a instalação dos programas nas urnas não têm conhecimento
> suficiente para isso e exercem apenas função decorativa.
>
> 6) O programa que confere a assinatura eletrônica está na própria urna: ou
> seja, o próprio programa que confere as tabelas de correspondência pode
> estar viciado...
>
> 7) Nem os partidos, muito menos Ministério Público e OAB contam com
> pessoas qualificadas suficientes para conferir a inseminação e o
> transporte de 50 urnas, o que dirá de quase 500 mil urnas no Brasil
> inteiro!
>
> 8) A votação paralela é um teste adicional, proposto pelo Fórum do Voto
> Eletrônico, que foi desvirtuado pelo TSE. Os votos simulados são muito
> lentos (cada voto demora 5 minutos!) e eventual programa embusteiro pode
> perceber que está sendo testado e inibir a fraude! Além disso, o teste é
> feito em apenas duas urnas em cada Estado: é uma amostra insuficiente.
>
> 9) Já aconteceu mais de uma vez de a Justiça Eleitoral alterar os
> programas depois de serem apresentados aos partidos políticos! Os partidos
> protestaram, mas tudo ficou por isso mesmo.
>
> 10) Em dez anos de urna eletrônica, já houve dezenas de denúncias de
> fraude (veja em www.votoseguro.org). Quem julga as denúncias? A Justiça
> Eleitoral, a mesma que legisla e executa. Evidentemente, todas as
> denúncias foram consideradas improcedentes. É muito fácil negar recursos
> quando se dificulta ao máximo o trabalho dos fiscalizadores.
>
> Partidos políticos, fiquem atentos: o TRE/SP emitiu documento orientando
> os mesários a não fornecer os boletins de urna aos partidos políticos. É
> mais uma tentativa de dificultar a fiscalização. Dá pra entender o motivo
> de tanta obscuridade?
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>
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O texto acima e' de inteira e exclusiva responsabilidade de seu
autor, conforme identificado no campo "remetente", e nao
representa necessariamente o ponto de vista do Forum do Voto-E
O Forum do Voto-E visa debater a confibilidade dos sistemas
eleitorais informatizados, em especial o brasileiro, e dos
sistemas de assinatura digital e infraestrutura de chaves publicas.
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Pagina, Jornal e Forum do Voto Eletronico
http://www.votoseguro.org
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