-----Mensagem original-----
De: [EMAIL PROTECTED] [mailto:[EMAIL PROTECTED] Em
nome de DivListas
Enviada em: sexta-feira, 27 de outubro de 2006 11:46
Para: Francisco José Duarte de Santana
Assunto: Re[2]: [Voto Seguro] fraude independente da opinião do freguês

Respondendo a Francisco:

> Eu  achava que nessa lista as pessoas tinham um objetivo comum e que
> por isso tinham o espírito de colaboração e não de tergiversação.

  Não  achou  errado, no entanto a colaboração não pode - e não deve -
  partir  da premissa de que tudo que se fala ou diz em nome de um bem
  comum deve ser aceito sem qualquer tipo de contestação.

  Na  verdade  é  justamente  a contestação que torna os participantes
  desta  e  de outras listas, instituições, grupos, etc, assim como do
  TSE  e  seus  representantes - os eticamente legítimos - parte de um
  mesmo  grupo  e  não  apenas dois núcleos independentes que visam se
  extinguir.

  Somos  e  precisamos  continuar  sendo,  brasileiros conscientes que
  necessitam expor livremente suas opiniões, discuti-las, defender seu
  ponto  de  vista e isso não se obtém apenas "colaborando" mas também
  discutindo   as   próprias  falhas,  que  equivocadamente  chama  de
  "tergiversação",  processo  que  aliás, utilizou nesta sua mensagem,
  principalmente  por usar o lamentável recurso de dizer "as pessoas",
  não tem nada mais tergiversador do que não dar nome aos bois.

> Que não era um lugar de exibição de vaidades mesquinhas, mas parece
> que me enganei.

  E  neste  parágrafo  demonstra  que  além  de tergiversar muito bem,
  também gosta de utilizar a ofensa como parte de seus recursos.

  Nestes  casos  eu  sempre  digo: "assim é, se lhe parece" no entanto
  perceba  que  sua própria vaidade particular está se manifestando de
  forma incontestável.

> Em  primeiro  lugar  o que eu chamo de primeira etapa é aquela que é
> feita  no TSE de março (ou abril) a setembro. Já que V. S. falou que
> tinha que me ater aos fatos:

  Sim, todos nós devemos nos ater aos fatos, não apenas esta ou aquela
  vossa senhoria.

> Fato  nº  1,  narrado aqui nesse forum por pessoas que estavam lá no
> TSE,  não necessariamente com essas minhas palavras: Em 2004 só dois
> partidos acompanharam essa etapa, o PDT e o PT. Mesmo assim, o PT só
> acompanhou  a  primeira  metade  ou  seja,  a  conferência (é esse o
> termo?)  dos  programas  correspondentes  a  votação e apuração e os
> respectivos  lacres  de  mídia ou equivalente, mas não participou do
> que  eu  chamo  de  segunda metade, que corresponde aos programas de
> totalização.  Se  é  exatamente  metade  não  sei  foi  um  modo  de
> expressão.

  Para  se  tornar  fato,  é  necessário  que  além de ser observado e
  narrado  por  algumas  pessoas,  por  mais  idôneas  que  sejam,  um
  determinado evento tenha provas contundentes,

  Afirmar que "metade" de uma entidade ou instituição participou de um
  processo  é o mesmo que afirmar que a "outra metade" não participou,
  ou  seja, dependendo do ponto de vista pode-se simplesmente deturpar
  se  o  copo  está  meio-cheio  ou meio-vazio, bastando para isso que
  interesse  a  quem  defende  a  tese  dizer  uma  ou outra versão da
  história.

  Da  mesma  forma  que podemos afirmar que o PT não fiscalizou porque
  participou  apenas da primeira metade de um procedimento, o TSE pode
  afirmar    (e   afirma)   que  os partidos fiscalizaram... ou que se
  não o fizeram não foi por falta de permitirem, afinal o PT estava lá
  e apesar de fazer só metade do serviço, estava lá...

  O  que  é fato - inconstestável - é que ninguém fiscalizou, mas quem
  foi  lá  e fez metade colaborou para que o lado interessado, pudesse
  usar o argumento contrário.

  Fato é que houve uma eleição e que assim como em todas as outras que
  ocorreram no país, a fiscalização dos partidos foi inadequada.

  E  não  cabe  apenas  a  um partido, ou mesmo todos eles, fiscalizar
  eleições,  me  parece evidente que qualquer ativista de um partido é
  um  fiscal parcial, que estará propenso a ver apenas os erros que os
  outros  partidos cometerem, duvido que vá apontar os próprios erros,
  portanto precisamos de mais fiscais.

> Então o fato é esse acima dito. Isso é fato.

  Conforme  acabei de demonstrar, não é. Mas espero que a gente não vá
  ficar  discutindo  o que é fato ou deixa de ser, mesmo porque se não
  há  concordância nenhum de nós pode afirmar que é ou não, apenas que
  não  se  concorda  a  respeito e me parece que já fui bastante claro
  sobre não concordar com o que foi afirmado na mensagem anterior.

  Tem  uma  forma  de  me fazer mudar de opinião, apresente algo novo,
  ficar   repetindo a mesma coisa, acrescentando ofensas gratuitas que
  só  depõe contra quem as oferece, não vai mudar absolutamente nada.

> Agora, se (na pratica fazer metade é o mesmo que não fazer), aí já é
> a vossa interpretação dialética.

  Fazer  metade  é o mesmo que não fazer, sempre será e não depende de
  interpretação.  Fazer metade significa exatamente que não se cumpriu
  o todo, ou seja, fez-se algo, mas não foi aquilo que se propôs.

  Governantes  tem  essa  mania... "já deixei meio caminho andado", na
  verdade  andou  um  caminho  inteiro  (para  a  história  dele)  que
  corresponde  a metade (normalmente menos) do que pretendia, ou seja,
  é  uma forma nem um pouco sutil de informar que não teve competência
  para terminar.

  E na verdade a interpretação dialética tem dois caminhos, um o que o
  "vosso  aqui"  prefere  ver  e outro o que o "vosso daí" prefere não
  ver... ou ver do seu jeito.

> Fato nº2, também narrado nesse forum por pessoas que estavam
> presentes no TSE. Em 2002, se não me engano...

  Qual a credibilidade de uma argumentação que se utiliza do termo "se
  não me engano"?

  E  o  que  significa  "estavam  presentes  no  TSE"? Significa  que
  trabalhavam lá"? Que foram visita-lo?

  Se  os  próprios  presidentes  do  TSE  tem  uma visão tão tacanha a
  respeito  do que dirigem (pelo menos isso é o que todos afirmam, mas
  não  é  fato)  como é que alguém que apenas "estava lá" e ainda mais
  sem  que  se  tenha  a  certeza  disso (como você mesmo afirma) como
  podemos entender que seja um fato?

> ...  enquanto  as  pesoas  de  outros  partidos não podiam entrar no
> recinto  portando qualquer objeto contendo eletrõnica digital, os do
> PT  entraram com equipamentos não sei se completo de vídeo e ficaram
> assistindo filmes com os técnicos do TSE, mesmo na hora do trabalho.
> Também observo, que as palavras podem não ter sido exatamente estas.

  Isso, novamente, é apenas uma afirmação isolada e não um fato.

  Para  ser  um  fato  um  representante  do  TSE  teria que concordar
  oficialmente que isso ocorreu, precisaríamos da narrativa dos outros
  que  foram  impedidos  e  principalmente  seria necessária uma visão
  completa do conjunto de situações que levaram ao ocorrido.

  Mesmo  que  fosse um fato, que pudesse ser comprovado, não significa
  nada  a  não ser que em determinado momento alguém usou algo que não
  poderia usar.

  Segundo  foi  dito,  aqui mesmo nesta lista, seria proibido ir votar
  com  celulares,  câmeras  digitais  e  afins  e  não  duvido  disso,
  provavelmente  quem  afirma isso teve o cuidado de ler completamente
  as  regras que eu não li e nem pretendo ler, mesmo porque elas mudam
  ao bel-prazer de quem controla o TSE.

  O  FATO  é  que  não  vi  nenhum cartaz a respeito disso nas sessões
  eleitorais  em que estive, que foram 3, a minha, a de minha esposa e
  a da mãe dela.

  Mesmo  que  exista  a  regra, ela não é cumprida, não é corretamente
  informada e tampouco fiscalizada.

  E  já  comprovei  que  usar  um equipamento deste tipo seria um modo
  simples  e eficiente de fraudar a eleição, basta que o eleitor venda
  seu voto, e filme seu ato com uma câmera digital.

  Se,  do  lado  de  fora, estiver alguém controlando (e eventualmente
  pagando) a este eleitor para participar da fraude é algo tão simples
  de  fazer  quando absurdo que não seja corretamente identificado por
  quem é PAGO para perceber estas possibilidades.

  Ou seja, a única fiscalização que vale é a do próprio eleitor, mesmo
  porque  se ele quiser vender seu voto não há como impedir, basta que
  ele  queira.

  Evitar  isso é função do TSE, para isso são pagos e não para posarem
  de juiz inconteste.

> Esse  é  o  fato.  A minha interpretação, não tão dialética quanto a
> vossa, porém mais prosaica é que isso é PROMISCUIDADE.

  Não  entendi  bem  o que pretende afirmar neste parágrafo, ou melhor
  dizendo,  a  quem  pretende  chamar de promiscuo. Mas conforme já se
  deveria  saber esta não é uma lista cuja finalidade seja julgar seus
  participantes,  portanto  vou  desconsiderar  mais  essa  afirmação,
  apenas  lembrando que - NOVAMENTE - não vi FATO algum nas descrições
  que antecedem a assertiva que inicia o parágrafo em epígrafe.

> Fato  nº  3 - Quem já participou de fiscalização de eleições já pode
> constatar  que  a  quase  totalidade dos partidos (aqui em Salvador,
> 2004  foi a totalidade dos que participaram de alguma fiscalização),
> só  participaram  da  votação  paralela  e do recebimento dos BU nas
> seções  e  assim mesmo com muitas falhas. Eu chamei isso de 10% para
> poder  me comunicar com o interlocutor crédulo irredutível, pode ser
> menos ou mais do que 10%.

  Isso  até  pode  ser  que  seja  um  fato, embora fique claro em sua
  própria  afirmação  que  se  trata de uma dedução, cujos percentuais
  dependem apenas da imaginação de cada um.

  No  entanto  volto  a  questão  principal...  cabe deixar apenas aos
  partidos a responsabilidade de fiscalizar?

  Acredito  que  uma  de  nossas maiores preocupações é justamente não
  deixar apenas para o TSE ou para os partidos a tarefa de fiscalizar,
  ambos  são  parte  interessada  do processo e não podem assumir este
  papel.  Na  verdade os partidos deveriam ser os maiores interessados
  em  fiscalizar, se não o fazem é porque sabem de algo que o povo não
  sabe.

  É esta uma de nossas maiores (talvez a única) reivindicação.

  O  que  desejamos  e  o  mote  pelo  qual  lutamos  há tanto tempo é
  justamente  que  o  poder  de  FISCALIZAR  DE  FATO  seja ampliado a
  sociedade.

  Ë  isso  que  sempre  me  pareceu  ser  nosso objetivo maior e neste
  aspecto ficar discutindo o quanto foi eficiente a fiscalização deste
  ou  daquele  partido  nada  acrescenta ao que já estamos cansados de
  saber.

  E  seria  muita  ingenuidade  achar que os que controlam os partidos
  também não sabem.

> E segundo o livro de Brunazo, essas fiscalizações têm alguma utilidade,
> mesmo que as demais não tenham sido feitas.

  Toda    fiscalização   tem   sua  utilidade, isso é inegável, apenas
  não são suficiente para que o processo tenha confiabilidade.

> Não tenho interesse em continuar contestando seus argumentos, mesmo
> porque não é o mais importante.

  Pois se nõa tem interesse, não conteste, ninguém lhe obriga. Mas vir
  aqui gastar tanta letrinha só demonstra que não faz o que afirma.

  E  se  o fizer novamente, peço a gentileza de não fazer as afirmações
  infantis  que  utilizou,  que  considero  ofensivas e indignas de um
  interlocutor que mereça respeito.

> O  mais  importante  é  que  o espírrito da coisa não foi entendido,
> talvez por deficiência de minha explicação.

  Sim,   não   foi entendido - pelo menos no que me diz respeito - não
  por  deficiência  mas  excesso de assertivas.

  E   o que eu quis evidenciar também acabou se perdendo, nesta inútil
  discussão   dos  objetivos  da  lista  e  descrição do que considera
  características  dos participantes.

  Seguem os pontos que eu pretendia evidenciar e não fui bem sucedido:

  1.  Não  podemos contrapor a luta pela transparência e credibilidade
  do  sistema  a dois contendores, nós e o TSE. Isso não é verdadeiro,
  porque  dentro  do  TSE  certamente há pessoas tão interessadas como
  nós,  em  que o processo seja correto e também porque existem muitas
  pessoas  ALÉM  DE  NÓS,  empenhados  nesta  luta,  pode  ser que não
  conversem  tanto,  mas certamente agem e portanto não vamos esquecer
  de  cita-las  ou lembrá-las. Inclusive há muitas pessoas que fazem o
  mesmo  que nós, apenas não tem conhecimento de nossa existência, sem
  contar as pessoas que buscam o mesmo objetivo pelo mundo afora e que
  muitas  vezes fazem ações que ajudam bastante a divulgar nosso ponto
  de vista;

  2.  Não  concordei  com seu ponto de vista e usei a prerrogativa que
  participar  desta  lista  me  permite  dizer. Evidentemente isso não
  significa  que  considere qualquer um como tergiversador, "freguês",
  vaidoso,  mesquinho,  promiscuo.  De que adianta usar V.S e ao mesmo
  tempo  deixar  no  ar tantas palavras insidiosas? Que nada trazem de
  útil ao diálogo.

  Só isso.

> Tentarei  de  novo. A finalidade dessa argumentação é abrir a guarda
> daqueles crédulos que nem dicutir querem, para que eles se disponham
> ao  menos  a  ouvir  nossa  argumentação.  Então eu não posso partir
> desclassificando  a  posição  do  TSE,  a qual ele tem em alta conta
> principalmente porque tem o aval da conceituadíssima UNICAMP.

  Eu  já tinha entendido isso antes, ficou bastante clara a finalidade
  da   argumentação,  no  entanto  não  concordei  -  e  continuo  não
  concordando - com a argumentação em sí.

  Isso é... se me for permitido discordar.

  Se  deseja  usar  sua  argumentação de qualquer forma, então siga em
  frente,  apenas  que  fique  claro que não assino embaixo dela, nada
  mais e falo exclusivamente por mim.

> Eu  parto  do princípio então que a opinião do TSE é tão respeitável
> quanto  a  do  votoserguro e mostro a ele que o partido dele ou o do
> candidato  dele  não  fez a fiscalização exigida pela UNICAMP e pelo
> TSE.  Aí  ele  toma  um susto e se dispõe a ouvir. Aí eu acrescento:
> você  sabe como é feita a primeira etapa de fiscalização? E explico.
> Aí ele arregala os olhos e diz; mais isso é impraticável!!!.

  Na  parte  onde  a  pessoa  toma um susto e se dispõe a ouvir está a
  maior falha.

  Porque acha que esta seria a única reação possível?

  Há  diversas  formas  de se fazer alguém nos ouvir, a mais prática é
  conseguir a atenção da pessoa sem sustos, sem polêmicas.

  Claro  que  não  é  a única, mas quanto de inteligência pretende que
  tenha  alguém  que leve um "susto" com algo tão óbvio quanto a falta
  de fiscalização do sistema eleitoral pelos partidos políticos?

  Nunca  houve  e  nunca  vai haver, pois ninguém pode fiscalizar algo
  corretamente  no  qual  tenha  interesses  envolvidos, este é um dos
  principios jurídicos mais elementares.

  Para   fiscalizar   corretamente é preciso ser neutro, ou então agir
  no seu próprio interesse.

> Está iniciado o diálogo.

> Se alguém quizer contribuir para melhorar meu texto, eu agradeceria,
> mas se acharem também que não vale a pena, eu me viro do jeito que
> puder.

  Ai  é  outra  questão,  podemos trabalhar no sentido de melhorar seu
  texto,  desde  que  permita  inicialmente a contestação do mesmo, no
  momento  em  que  admitir  que  há  falhas  graves  que precisam ser
  retiradas pode-se entrar em um acordo.

  Ë  assim  que  acontece  em  qualquer regime democrático, para haver
  colaboração  é  preciso  inicialmente aceitar que o outro lado tenha
  razão em seus argumentos, por mais que possam nos incomodar.

  E ajuda MUITO se evitar partir para o confronto com quem o contesta,
  mesmo porque nem sempre quem nos contesta é o "inimigo" o verdadeiro
  inimigo é o que fica quieto e age sem que você perceba.

  Sou  professor  faz  muitos  anos e lido muito com crianças, uma das
  primeiras coisas que aprendi foi ouvir os mais rebeldes e dar-lhes a
  voz e a oportunidade de mostrar o que desejam e o que são capazes de
  fazer. Curiosamente acabam se tornando os melhores colaboradores.

  Peço  apenas  que  tente  entender minha contestação, não que a veja
  como uma contrariedade.

  Repito o que disse em minha mensagem anterior:

  Não  tenho  o argumento perfeito, mas no que foi proposto não assino
  embaixo.

  E complemento:

  ... mas posso colaborar no sentido de encontra-lo.


> Saudações

> F. Santana.

    Grande abraço,

        Divino  Leitão
        EAD/WOL: www.tecnoart.inf.br

    Pra rir e pensar (não necessariamente nesta ordem)
    "O Brasil está andando tanto pra trás que quem não pegar a última
caravela de Cabral, de volta, vai acabar virando índio."






> 2006/10/26, DivListas <[EMAIL PROTECTED]>:
>>
>> Respondendo a Francisco:
>>
>>   Francisco,
>>
>>   Não vou comentar cada ítem, mas uma argumentação tem que ser baseada
>>   em  fatos,  dizer que há promiscuidade entre tecnicos do PT e que os
>>   partidos  não  fiscalizam  e que quando o fazem só fazem pela metade
>>   (na  pratica  fazer  metade  é  o  mesmo que não fazer) pode ser uma
>>   constatação do que pensamos.
>>
>>   Dizer  também  que só existem de um lado os "excelentes" técnicos do
>>   TSE  (isso  não  sabemos)  e do outro o pessoal do Voto Seguro não é
>>   real,  há  outras  pessoas  diretamente  interessadas  no  assunto,
>>   inclusive  as  que  representam  um  terceiro  e obscuro lado, o dos
>>   fraudadores, que na sua argumentação parecem não existir.
>>
>>   Não  tenho  o  argumento  perfeito,  mas  este  ai  eu não assinaria
>>   embaixo.
>>
>>
>>
>> >  Tenho usado a seguinte argumentação principalmente para os políticos,
>> que
>> > por incrível que pareça, são os mais resistente a ouvirem se quer sobre
>> o
>> > assunto de fraude eletrônica. Geralmente eu começo perguntando a ele se
>> o
>> > seu partido fiscaliza a eleição e aí eu provo que não e que ele nem
sabe
>> > como se faz a fiscalização. A seguir eu uso a seguinte argumentação que
>> > gostarioa que fosse critidcada e melhorada se possível :
>>
>> > Quanto a fraude de urnas, se se analisar friamente, ela não está
>> > descartável, pois só existem duas posições responsáveis. A do TSE com
>> seus
>> > técnicos profissionais competentes pagos para isso, e a do grupo
>> > votoseguro.org, também com profissionais da área reconhecidos
>> nacionalmente
>> > e alguns até internacionalmente, porém não pagos e que se dedicam ao
>> > problema por idealismo, e com posição oposta ao do TSE. As demais
>> posições
>> > são posições irresponsáveis no sentido que estão descomprometidas com
>> > qualquer conseqüência, a posição do avestruz.
>>
>>
>>
>> > A posição do votoseguro.org diz que do jeito que a urna está (sem o
voto
>> > individual impresso) ela não é segura.
>>
>>
>>
>> > A posição do TSE, consubstanciada no relatório da UNICAMP, afirma o
>> > contrário, que ela é segura. Mas tem um senão. Baseado no próprio
>> relatório
>> > da UNICAMP, O TSE reconhece, admite e põe nas suas normas e
>> regulamentos,
>> > certos critérios e procedimentos que têm que ser executados na presença
>> de
>> > especialistas indicados pelos partidos para que não ocorra a fraude. Um
>> > desses procedimentos é executado de março a setembro do ano da eleição
e
>> > consiste na conferência de milhões de linhas de comando de
65.000arquivos.
>> > Esse é o primeiro e os demais dependem dele para ser feito. Quem não
>> fizer
>> > esse, não poderá fazer os outros, salvo a votação paralela dos TRE e a
>> > conferência dos BU.
>>
>>
>>
>> > E os partidos estão fazendo esse procedimento? A triste resposta é não.
>> A
>> > maioria não cumpre nem 10% dos procedimentos e mesmo esses 10% são mal
>> > acompanhados e cheios de falhas.
>>
>>
>>
>> > Em 2004, só dois partidos fizeram a primeira etapa, o PDT e o PT. E
>> assim
>> > mesmo o PT só fez a metade, não acompanhou a parte da totalização. Mas
a
>> > segunda etapa nem o PDT o fez na grande maioria dos estados. Agora em
>> 2006,
>> > alguns partidos pequenos se acoplaram à equipe do PDT, donde pelo menos
>> além
>> > do PT e PDT, o PV, o PSOL e outros que não me lembro, fizeram a
primeira
>> > etapa. Que eu saiba, nem o PSDB e o PFL o fizeram. Então, desde 2002,
>> pelo
>> > menos, o caminho para a fraude está pavimentado.
>>
>>
>>
>> > O PT é o partido que tem uma das maiores equipes de informática colada
>> junto
>> > ao TRE e TSE. A intimidade do PT junto ao TSE é tanta que em 2002, eles
>> > entraram lá com equipamentos de vídeo e ficaram assistindo filmes com
os
>> > técnicos do TSE. Enquanto os técnicos dos outros partidos eram
>> revistados e
>> > proibidos de entrar com qualquer coisa eletrônica.  Essa promiscuidade
>> não
>> > diz bem.
>>
>>
>>
>> > F. Santana (18/10/2006)
>>
>>
>> > [As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
>>
>>
>>
>>
>> > _____________________________________________
>> > O texto acima e' de inteira e exclusiva responsabilidade de seu
>> > autor, conforme identificado no campo "remetente", e nao representa
>> > necessariamente o ponto de vista do Forum do Voto Seguro
>>
>> > O Forum do Voto Seguro visa debater a confiabilidade dos sistemas
>> > eleitorais informatizados, em especial o brasileiro, nos seus aspectos
>> técnicos e jurídicos.
>> > _____________________________________________
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>>     Grande abraço,
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>>         Divino  Leitão
>>         EAD/WOL: www.tecnoart.inf.br
>>
>>     Pra rir e pensar (não necessariamente nesta ordem)
>>     Há homens que lutam um dia e são bons; Há outros que lutam um ano e
>> são melhores. Há os que lutam muitos anos e são muito bons. Mas há os que
>> lutam toda a vida, e estes são imprescindíveis. (Bertold Brecht)
>>
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>> O texto acima e' de inteira e exclusiva responsabilidade de seu autor,
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