Pois é, Paulo,
Não se pode negar o sucesso de imagem do administrador eleitoral (88%) e
das urnas-e (99%).
Enquanto estes valores estivem nestes níveis, nossos brados por sistema
eleitoral que possa ter seu resultado conferido estão destinados a se
perder no vento.
Análises feitas sobre os dados de controle gerados pelas urnas-e
utilizadas no primeiro turno de 2006, revelou que mais de 7% das urnas
apresentaram PROVAS de mau funcionamento no registro das informações
digitais e mesmo assim tiveram seus resultado totalizados.
O adminstrador eleitoral já reconheceu a ocorrência do problema num
relatório interno, onde tenta minimizar suas consequências. Denominou o
problema como sendo de perca (sic) de integridade na geração dos
arquivos mas disse que isto não significaria um mal (sic) funcionamento
das urnas-e.
Mas esta informação, com suas provas documentais, ainda não veio a
público e temo que acabe por ser engavetada, fruto de algum possível
acordo entre quem pagou o levantamento (e, portanto, é dono do relatório
externo) e alguma esfera do administrador eleitoral.
Como este tipo de informação, que demonstra a falta de confiabilidade (e
de precisão) do sistema eletrônico de eleições, nunca chega ao público e
à imprensa (quando chega, é sempre por via indireta) e com a credulidade
acomodada do brasileiro "médio", fica difícil reverter este quadro de
confiança tecido por bem sucedida assessoria de imprensa do
administrador eleitoral.
Esta assessoria de imprensa não se vexa em enganar a sociedade. Esconde
os problemas reais e maquia a verdade com frases grandiloqüentes, como
aquela do "algaritmo" (sic) de segurança que daria 100% de garantia
contra fraudes.
Finamente estou entendendo como se estabelece a confiabilidade das
urnas-e brasileiras: é que o alto nível intelectual do administrador
eleitoral levou à criação um "algarítmo" que faz a "perca" de
integridade nas urnas-e não ser sinal de "mal" funcionamento... e os
cibernéscios engolem.
Desse jeito... num tem jeito.
Amilcar
Paulo Gustavo Sampaio Andrade escreveu:
Não admira nossa missão de esclarecimento público seja tão espinhosa.
O efeito do marquetingue oficial é impressionante.
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Pesquisa de opinião
Justiça Eleitoral tem confiança de 88% dos eleitores
A Justiça Eleitoral é a instituição na qual a
população brasileira mais confia. De acordo com
levantamento feito pelo Instituto Nexus – Centro
de Informação Estratégica, a pedido da Fundação
Padre Anchieta/TV Cultura, a Justiça Eleitoral
tem avaliação positiva por 88,7% dos
entrevistados. Cerca de 88% confiam nos resultados da eleição.
No ranking das instituições, depois da Justiça
Eleitoral, os mais confiáveis são o Poder Judiciário e o Governo Federal.
A instituição também é vista como eficiente por
76,3% dos eleitores e ágil na apuração segundo
outros 87,9% dos entrevistados. Para 71,9% dos
entrevistados, a instituição presta serviços de qualidade.
A pesquisa foi feita em 25 estados e no Distrito
Federal entre eleitores homens e mulheres, com
mais 16 anos, no período de 28 de novembro a 3 de
dezembro. Foram ouvidos 2001 eleitores e a margem
de erro é de 2,2%. A pesquisa verificou também
que 97,7% dos entrevistados aprovam a utilização
da urna eletrônica nas eleições.
Outros 88% dos entrevistados afirmaram não ter
enfrentado dificuldades na hora de votar. A maior
parte dos entrevistados ficou na faixa etária
entre 20 e 29 anos (26,6%). Entre 16 e 19 anos
foram 12%, entre 30 a 39 anos, 22,3%, entre 40 e
49 anos, 17,9%, de 50 a 59 anos, 11,6%, de 60 a
69 anos, 7,2%, e de 70 a 75 anos, 2,2%.
A maioria do eleitorado brasileiro pesquisado
concluiu o ensino fundamental (45,3%) e ganha
menos de cinco salários mínimos (81,2%). O meio
pelo qual esses eleitores se informam sobre
política e eleições é a televisão (76,3%). A
fonte de informação para decisão de voto no
segundo turno das eleições foi o debate entre os
candidatos no rádio e na televisão (33,2%),
seguido dos programas dos candidatos no horário
eleitoral gratuito na TV (28,5%).
Revista Consultor Jurídico, 14 de dezembro de 2006
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O texto acima e' de inteira e exclusiva responsabilidade de seu
autor, conforme identificado no campo "remetente", e nao
representa necessariamente o ponto de vista do Forum do Voto-E
O Forum do Voto-E visa debater a confibilidade dos sistemas
eleitorais informatizados, em especial o brasileiro, e dos
sistemas de assinatura digital e infraestrutura de chaves publicas.
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