Estimado Colega Amilcar Brunazo Filho,

Já disse inúmeras vezes que a sua persistência tem sido exemplar e o que
vemos é o coroamento deste comportamento com uma Subcomissão criada na CCJ
da Câmara de Deputados.

Espero que o direcionamento um tanto quanto evasivo não se torne a linha
mestra daquela Subcomissão e que as fragilidades sejam apontadas,
consideradas e dirimidas, excluindo-se a premissa levantada de que apenas a
Legislação seja alterada para que seja adequada às Urnas Eletrônicas, o que
tornaria o nosso problema mais insolúvel ainda.

Por este motivo, devemos tentar conduzir o processo para: 

a) O Preceito Constitucional que valoriza a SOBERANIA POPULAR prevista no
Art. 14 da CF.88 que frisa:

Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo
voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei,
mediante: I - plebiscito; II - referendo; III - iniciativa popular.

E não apenas para os aspectos regulatórios do Legislativo e do TSE, afinal,
temos de colocar um freio nos interesses escusos e mesquinhos que os
"interessados" tentarão impor naquela CCJ;

b) O Direito à Fiscalização ampla estabelecida no Art. 66 da Lei 9504/97,
que frisa:

· Legislação Complementar: Lei no 9.504/97, art. 66: fiscalização, pelos
partidos e pelas coligações, de todas as fases do processo de votação e
apuração das eleições.

c) Além da Nulidade da Votação prevista no Ar. 221 da Lei 4737/65 que
Institui o Código Eleitora que determina: 

Art. 221 – É ANULAVEL A VOTAÇÀO, Inc. II – Quando for negado ou sofrer
restrição de direito de fiscalizar, e o fato constar da ata ou de protesto
interposto, por escrito, no momento.

Por conseguinte, temos a SOBERANIA POPULAR, O DIREITO PLENO À FISCALIZAÇÃO
DOS PARTIDOS E A ANULAÇÃO DAS ELEIÇÕES CASO ESTE DIREITO SEJA NEGADO OU
SOFRA QUALQUER RESTRIÇÃO, OUTORGANDO AOS PARTIDOS POLÍTICOS AMPLO DIREITO DE
FISCALIZAÇÃO SOBRE TODO O PRECESSO ELEITORAL.

Sendo, também, que este fora o implemento que faltara com a ausência da Dra
Maria Aparecida Cortiz na Audiência Pública da CCJ.

POR UMA URNA ELETRÔNICA REALMENTE SEGURA, subscrevo-me

Atenciosamente,

Leamartine Pinheiro de Souza
21 2558-9814 - [EMAIL PROTECTED] 
Rua Conde de Baependi 78, Ap 1310
Flamengo, Rio de Janeiro, RJ
22231-140

-----Mensagem original-----
De: [EMAIL PROTECTED]
[mailto:[EMAIL PROTECTED] Em nome de Amilcar
Brunazo Filho
Enviada em: quarta-feira, 11 de abril de 2007 06:37
Para: Fórum do Voto Seguro; Fórum do Voto Eletrônico
Cc: Maria Aparecida Cortiz; Pedro Antonio Dourado de Rezende
Assunto: [VotoEletronico] Aprovada Sub-comissão da Urna Eletrônica

*Política
<http://www.alagoas24horas.com.br/conteudo/?vEditoria=Política&vCodEditoria=
1>*

19h47, 10 de abril de 2007


     CCJ aprova criação de subcomissão para estudar urna eletrônica

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou
hoje, por unanimidade, a criação de uma subcomissão para estudar a
segurança do sistema eletrônico de votação no Brasil. A idéia de
apresentar o requerimento foi anunciada no ultimo dia 29 de março,
durante audiência pública convocada pelo Deputado Maurício Quintella
para discutir o assunto na Câmara dos Deputados, em Brasília.

A instituição do grupo é resultado da audiência pública, que ouviu o
técnico do ITA autor do estudo intitulado "Radiografia das Urnas
Eleitorais", avaliando os dados oficiais das eleições para governador em
Alagoas. O requerimento, propondo a realização da oitiva, aprovado por
31 votos contra três, foi apresentado à comissão por Quintella no último
dia 14 de fevereiro e teve por objetivo discutir a segurança do processo
eleitoral informatizado no Brasil.

A subcomissão terá 15 membros efetivos e deverá apresentar a conclusão
dos trabalhos dentro de 90 dias. O requerimento para criação do grupo é
de autoria do Deputado Geraldo Magela (PT/DF) e tem Quintella como um
dos co-autores.


     Suspeitas

A iniciativa de Quintella surgiu após as suspeitas de irregularidades
nas eleições para governador em Alagoas, no pleito eleitoral da
Venezuela, que também utilizou as urnas eletrônicas brasileiras, além de
demais desconfianças no sistema apresentadas em algumas unidades da
federação. O deputado alagoano, que passa este ano a integrar a CCJ, uma
das comissões mais importantes da Câmara, decidiu pleitear a oitiva do
técnico para começar um amplo debate sobre o sistema eleitoral
informatizado no Brasil.

Segundo Quintella, o objetivo da discussão não é formular qualquer tipo
de juízo de valor, mas sim dirimir quaisquer dúvidas sobre o caso e
promover um amplo debate sobre a confiabilidade do sistema eletrônico de
votação. "A idéia é discutir amplamente a questão e verificar as
possibilidades de aperfeiçoar o sistema eletrônico de votação no Brasil,
consolidando ainda mais o processo informatizado e a democracia
brasileira", afirmou o deputado.


______________________________________________________________
O texto acima e' de inteira e exclusiva responsabilidade de seu
autor, conforme identificado no campo "remetente", e não
representa necessariamente o ponto de vista do Fórum do Voto-E

O Fórum do Voto-E visa debater a confiabilidade dos sistemas
eleitorais informatizados, em especial o brasileiro, e dos
sistemas de assinatura digital e infraestrutura de chaves publicas.
__________________________________________________
Pagina, Jornal e Fórum do Voto Eletrônico
        http://www.votoseguro.org
__________________________________________________



______________________________________________________________
O texto acima e' de inteira e exclusiva responsabilidade de seu
autor, conforme identificado no campo "remetente", e nao
representa necessariamente o ponto de vista do Forum do Voto-E

O Forum do Voto-E visa debater a confibilidade dos sistemas
eleitorais informatizados, em especial o brasileiro, e dos
sistemas de assinatura digital e infraestrutura de chaves publicas.
__________________________________________________
Pagina, Jornal e Forum do Voto Eletronico
        http://www.votoseguro.org
__________________________________________________

Responder a