Ol� Tarc�sio, Voc� tem demonstrado conhecimento de inform�tica para perceber com clareza os muitos pontos obscuros no Sistema Informatizado Eleitoral.
Voc� � novo entre n�s e j� percebi que foi uma grande "aquisi��o" para o nosso time. Seja bem vindo com toda a sua capacidade e disposi��o. Certamente voc� ter� muito onde colaborar com nossos prop�sitos. Mas, ainda est� lhe faltando uma compreen��o sobre o problema que eu s� obtive depois de muito tentar, tatear, propor etc. O problema do obscurantismo do Voto-e no Brasil N�O � CASO QUE SE RESOLVA COM ARGUMENTOS T�CNICOS. O problema � mais embaixo. Em 98 quando n�s do voto-e apresent�vamos exatamente os mesmos argumentos t�cnicos que voc� tem levantado. Acredit�vamos que isto seria suficiente para que os os pol�ticos, a imprensa e os juizes e t�cnicos do TSE nos dessem boa acolhida. Que ilus�o! Nossos argumentos t�cnicos eram simplesmentes ignorados e �ramos desqualificados de todas as formas poss�veis. Ignorantes, paran�icos, traidores, lobistas (a favor de fabricantes de algum sistema de seguran�a a ser vendido ao TSE) eram como, no TSE, nos qualificavam e a imprensa domesticada de ent�o, repetia. Como voc�, pediamos debates t�cnicos. Nada.... Nem respondiam aos contatos procurados. Foi a� que decidimos escrever artigos t�cnicos para simp�sios de seguran�a em Inform�tica. Eu, o Evandro e o Cl�udio conseguimos ter trabalhos aprovados no SSI e no Wseg, os principais simp�sios do g�nero no Brasil. Impressionamos muito bem os organizadores destes eventos e eles decidiram programar os debates que prop�nhamos. Foi uma decep��o! No SSI de 1999, l� no ITA-CTA, os principais t�cnicos do TSE, que na verdade s�o da Aeron�utica e trabalham no CTA, aceitaram "debater o voto-e", mas quando souberam que era comigo que debateriam, se recusaram a participar do debate. A desculpa dada: "ordens superiores". No Senado, em junho de 2000, foi marcado um debate entre eu e o M�rcio Teixeira (aqui da lista) com os t�cnicos do TSE. Eu e o M�rcio fomos at� l� (passagem paga pelo Senado e tudo o mais) mas na hora do debate o Min. Jobim exigiu que somente ele e os senadores teriam a palavra. Os t�cnicos, tantos n�s quanto eles, s� poderiam assessorar os debatedores. O ACM aceitou, e ficamos sem a palavra. No Wseg, em 2001, a imprensa j� n�o estava t�o comportada, e eles n�o tiveram como negar a debater. Mas o debate foi um fiasco por que eles vieram em tropa dispostos a n�o deixar o debate se aprofundar. Veja em: http://www.brunazo.eng.br/voto-e/textos/Wsegdeb.htm a descri��o do que ocorreu l�. O Semin�rio do Voto-e que ocorreu l� em Bras�lia este ano, gra�as ao apoio do PDT, que bancou as despesas era para ter ocorrido em junho de 2001, no Senado, depois de um acordo entre o Jobim e o Requi�o (eu estava presente nesta reuni�o entre eles no dia 17 de abril de 2001) em que o Requi�o concordou em adiar mais uma vez a vota��o do seu projeto de lei e o Jobim concordou que os t�cnicos do TSE participassem do semin�rio onde nos seria, finalmente, dada a palavra dentro do Senado para justificarmos nossas posi��es. Suspensa a vota��o, o Jobim passou a se desviar e o Semin�rio simplesmente n�o ocorreu. Mais uma vez a palavra nos foi tirada. Quanto a recente apresenta��o do Jobim na C�mara, o Vivaldo Barbosa estava devidamente assessorado por mim (que fiquei sentado do lado dele o tempo todo) e pelo Prof. Rezende (havia lhe entregue uma por��o de textos antes do debate). O Vivaldo estava bem informado, mas diante das promessas do Jobim, tomou na hora a decis�o de pegar leve e n�o apresentou as perguntas que haviamos lhe preparado. Dentro de uma comiss�o da C�mara, s� os deputados tem a palavra. L� eu podia apenas cochichar no ouvido do Vivaldo, n�o podia falar. Ent�o, compreenda, Tarc�sio, a coisa � muito mais pol�tica do que t�cnica. Leia os artigos t�cnicos meus, do Evandro, do M�rcio e voc� ver� que j� abordamos todos os �ngulos. Mas este tipo de argumento, por mais correto que esteja, simplesmente n�o resolve. Seja bem vindo ao nosso ex�rcito de Branca Leone... A luta continua. (obs. est� aberta a chamada de trabalhos para o SSI 2002. se quizeres apresentar um artigo l� eu dou todo o apoio e colabora��o. Infelizmente n�o tenho tido tempo para escrev�-lo sozinho) [ ]s Amilcar At 13:54 21/06/02 -0300, you wrote: >Amilcar. >Desculpe, mas n�o acho que ficamos imobilizados coisa nenhuma. � f�cil >demonstrar que essa reuni�o na C�mara � absolutamente sem sentido >cient�fico e n�o passa de uma confer�ncia de gregos dissertando sobre o >vern�culo chin�s. >P�. Que arrog�ncia desses deputados, senadores e ju�zes quererem discutir >Inform�tica se a maior parte deles n�o sabe nem fazer uma planilhinha excel!. >Inform�tica � coisa que requer muito estudo e ANOS de experi�ncia para se >poder dizer que se sabe "mais ou menos". >� muita falta de respeito a n�s profissionais do setor n�o sermos chamados >a moderar um debate desse teor. Se fosse sobre Medicina, por exemplo, l� >seria dada a palavra a um monte de m�dicos e cientistas. >Acho que o Vivaldo pegou leve demais sim, mas ser� que ele estava >devidamente assessorado para perceber as sutilezas t�cnicas que estavam em >jogo? N�o sei. A decis�o final � deles, pol�ticos, eu concordo, mas a >participa��o t�cnico-cient�fica � fundamental para se clarear sobre o que, >afinal, se est� decidindo. > >Vou reinvindicar l� na presid�ncia do PDT que, pelo menos, nos avise >quando houver assuntos assim sendo discutidos e nos convoque para estarmos >presentes e acho que os companheiros de outros partidos aqui do F�rum >poderiam fazer o mesmo nos seus partidos quando forem filiados. > >Quanto � interven��o do Suplicy, apenas percebo que o que estou falando � >bem real. Ele simplesmente desviou-se do tema em debate, levantando a bola >para o Jobim chutar e, a meu ver, marcar um gol. Ele perguntou � raposa se >n�o achava imoral ficar tomando conta do galinheiro e a raposa respondeu >que isto � assunto para ser discutido no F�rum das Raposas... e n�o das >Galinhas. > >Amilcar, quem sabe a gente faz um desafio ao TSE para colocar seus >t�cnicos americanos e "brasileiros" num debate conosco sobre esse Sistema >Eletr�nico? Se eles toparem, a gente poderia clarear muita coisa. Se >fugirem, a gente pode cham�-los de covardes. Acho que poderia vir junto >com eles at� o pessoal da Unicamp para "enxertar" o time multinacional. >Afinal, n�s ganhamos da Inglaterra e do Juiz, n�o foi? E se perdermos (o >que acho dif�cil), o Brasil ganha tamb�m. >Penso que isso ficaria bem mais adequado se fosse iniciativa do F�rum e >n�o de um partido para n�o ficar parecendo demagogia eleitoreira. > >Bom, � uma id�ia. Pensem nisso. Acho que voc�s que est�o h� anos >discutindo esse assunto t�m muito melhor capacidade de decidir a adequa��o >dessa linha que proponho do que eu que estou chegando agora porque aqui em >Minas dizem: >"voc� que chegou agora e est� querendo dar palpites no que foi feito, >devia estar aqui quando estava sendo feito." > >Um abra�o. >Tarc�sio Buzelin > >Amilcar Brunazo Filho wrote: >>Ol�, >> >>Resumo, bem resumido, sobre a palestra do Jobim e Cardoso na C�mara de >>Deputados: >> >>A sala da Comiss�o estava com a plateia cheia, mas quase n�o tinha deputado. >>Da oposi��o so' o Vivaldo Barbosa. (os demais optaram por n�o comparecer a >>t�tulo "de protesto" contra o Jobim). >>Tamb�m este presente o Sen. Suplicy do PT. >> >>O Jobim fez in�meras promessas sobre a transpar�ncia do processo eleitoral: >> >>1- Os programas de seguran�a (criptografia sim�trica e assim�trica) ser�o >>ABERTOS. >>(reconhecendo, enfim, que o pedido do PDT feito em 2000 era justo e >>necess�rio) >> >>2- ser� permitido aos fiscais dos partidos acompanharem a gera��o do flash >>card de carga das urnas. >> >>3- ser� permitido aos partidos verificarem se os programas carregados nas >>urnas s�o id�nticos aos apresentados em Bras�lia. A compila��o dos >>programas ser� feita na presen�a dos fiscais. >> >>4- Ser� permitida aos partidos verificarem os conte�dos dos BU eletr�nicos >>(os valores que entraram na rede de totaliza��o) j� durante o processo de >>Totaliza��o. >> >>Sobre o Sistema Operacional das urnas ele enrolou e disse que seriam >>apresentadas todas as modifica��es que fossem especiais do TSE e fora do >>padr�o de mercado. >>Quer dizer, continuar�o existindo programas secretos dentro da urna. >> >>Sobre a impress�o do voto, disse apenas que seria feito em 20.000 urnas >>como um teste para verificar sua funcionalidade. >> >>Sobre o caso de Ara�oiaba da Serra ele tentou disfar�ar e disse que foi um >>problema que ocorreu apenas em UMA urna da cidade, enganando dos presentes, >>pois o problema ocorreu em TODAS as urnas da cidade e a elei��o teve que >>ser anulada. >> >>Sobre o caso de Cama�ar� ele nem tocou, e nada disse. >> >>O Sen. Suplicy, saindo do tema da apresenta��o, perguntou se a amizade >>pessoal entre o Jobim e o Serra n�o era motivo para o ministro declarar seu >>impedimento. O Jobim respondeu que s� se manisfestaria a este respeito >>dentro de algum processo onde fosse levantada a "excess�o de impedimento" >>(acho que � esta a express�o jur�dica). >> >>O Dep. Vivaldo Barbosa pediu, ent�o, que todas as promessas feitas (item 1 >>a 4 acima) fossem tornadas efetivas por meio de resolu��es e instru��es. >>O Jobim fez mais uma promessas de que isto j� estava sendo providenciado. >> >>obs.1: na minha opini�o s� o item 1 dever� ser cumprido de forma >>satisfat�ria. Nos demais ser�o adotadas solu��es meia-sola s� para acalmar >>a imprensa. E o Sistema Operacional continuar� secreto. >> >>obs.2: o Vivaldo pegou leve. Decidiu na hora n�o fazer as perguntas >>embara�osas ao Jobim, que eu tinha lhe passado, pedindo explica��o para os >>desmentidos que o relat�rio da Unicamp revelou sobre a Resolu��o do TSE que >>rejeitou as peti��es do PDT em 2000. Por este fato, considero que minha ida >>a Bras�lia foi pouco produtiva, eu esperava que o Jobim fosse mais >>pressionado do que realmente foi. No final ele pode fazer o seu show, que >>s� foi importunado pela pergunta do Suplicy >> >>obs.3: Estas promessas do Jobim, nos deixam imobilizados por uns tempos. >>S� poderemos saber se ser�o cumpridas daqui a uns meses. At� l�, ficar� a >>palavra dele, que disse que ser� assim e assado. Por exemplo, n�o podemos >>mais dizer que o programa da ABIN � secreto, at� que venhamos a comprovar >>se a promessa do Jobim ser� cumprida no in�cio de agosto. >> >>At 01:39 20/06/02 -0300, Maneschy wrote: >> >Gente, ser� que ningu�m, al�m do Vivaldo Barbosa disse algo nesse >> lero-lero da >> >dupla Jobim/Cardoso? Conhe�o Vivaldo, duvido que ele tenha ca�do nessa >> >conversa >> >mole sobre as urnas e tenha concordado candidamente com Jobim/Cardoso. >> >Vivaldo nao >> >� bobo. Na minha opini�o - nao estive em Bras�lia - o despacho da >> Camara � >> >parcial porque s� mostra o bl�-bl�-bl� do Jobim e do Cardoso n�o >> registrando >> >absolutamente nada do que aconteceu na audiencia. Voces acreditam que >> todos >> >ouviram em silencio essa baboseira toda? Vamos ver o que o Brunazo fala >> >sobre o >> >assunto. Vou conversar com amigos l� da lideran�a do PDT, tamb�m. Pelo >> >jeito, a >> >reporter da Agencia Camara foi escolhida a dedo pelo Jobim... >> >>[]s , >> Amilcar >> >>______________________________________________________________ >>O texto acima e' de inteira e exclusiva responsabilidade de seu >>autor, conforme identificado no campo "remetente", e nao >>representa necessariamente o ponto de vista do Forum do Voto-E >> >>O Forum do Voto-E visa debater a confibilidade dos sistemas >>eleitorais informatizados, em especial o brasileiro, e dos >>sistemas de assinatura digital e infraestrutura de chaves publicas. >>__________________________________________________ >>Pagina, Jornal e Forum do Voto Eletronico >> <http://www.votoseguro.org>http://www.votoseguro.org >>__________________________________________________ ______________________________________________________________ O texto acima e' de inteira e exclusiva responsabilidade de seu autor, conforme identificado no campo "remetente", e nao representa necessariamente o ponto de vista do Forum do Voto-E O Forum do Voto-E visa debater a confibilidade dos sistemas eleitorais informatizados, em especial o brasileiro, e dos sistemas de assinatura digital e infraestrutura de chaves publicas. __________________________________________________ Pagina, Jornal e Forum do Voto Eletronico http://www.votoseguro.org __________________________________________________
