Prezados listeiros do Voto-e
Sr. Chadel
A todos os meus respeitos
J� h� muito que meus E-mails v�m se comportando de maneira extranha.
Se remeto um anexo (qualquer tamanho) o Provedor (ou o yahoo) devolvem com
uma informa��o que nunca bate com a realidade, ou simplesmente encaminha o
texto mas corta o anexo. O caso deste E-mail que causou esp�cie, foi um
deles. Somente consegui remeter, depois de duas devolu��es do provedor
(onda).
Participava do F�rum Atitude, e acabei desistindo pois - quando informava
algo mais grave - simplesmente n�o conseguia que meus E-mail fossem
encaminhados.
Como opino muito raramente no Voto-e, pois sou mero usu�rio, que pouco sei
sobre o assunto t�cnico, parece que somente agora me descobriram...
Algumas palavras-chaves creio que permitem que "eles" possam nos monitorar.
Exemplo, tentei v�rias vezes remeter um breve estudo sobre soja transg�nica
pelo Atitude, e somente quando resolvi mudar meu nome e meu provedor
consegui faz�-lo.
Paran�ia ? talvez...
De qualquer maneira, o texto completo do meu E-mail � o que o Sr. Chadel
recebeu como est� abaixo.
Sauda��es nacionalistas
Cel. Roberto Monteiro de Oliveira

----- Original Message -----
From: "Roger Chadel" <[EMAIL PROTECTED]>
To: "Cordioli" <[EMAIL PROTECTED]>
Sent: Monday, June 24, 2002 12:28 AM
Subject: [VotoEletronico] Re: Suspei��o Jobin


 O tamanho do texto � o mesmo. O que muda � o formato. A maior est� em
 HTML enquanto que a outra est� em ASCII, isto �, texto puro. Este � um
 dos motivos pelo qual participo da campanha da fita ASCII, como visto
 abaixo.

  /"\
  \ /  Campanha da fita ASCII - contra mail html
   X   ASCII ribbon campaign - against html mail
  / \

 A respeito de [VotoEletronico] Re: [VotoEletronico] Suspei��o Jobin,
 em 23/6/2002, 16:56, Cordioli escreveu:

 C> Prezados colegas.

 C> Algu�m pode me ajudar com o que cito abaixo ?

 C> Recebi duas mensagens de mesma data e hora do Cel.Roberto. de Oliveira
 C> "Re: [VotoEletronico] Re: JoABIN � SUSPEITO!" e "Suspei��o Jobin".
 C> Dois t�tulos diferentes e duas mensagens de comprimento diferente.

 C> Pois bem, a mais comprida de texto, tem 10 KB.
 C> A de texto mais curto tem 25 KB...
 C> Como � poss�vel ?
 C> N�o deveria ser o contr�rio ?
 C> O que mais pode existir escondido na mensagem, que lhe aumente o
tamanho, mas �o aparece ?

 C> Abra�os.
 C> Cordioli
 C> SCarlos

 C>   ----- Original Message -----
 C>   From: Roberto Monteiro de Oliveira
 C>   To: [EMAIL PROTECTED]
 C>   Cc: [EMAIL PROTECTED]
 C>   Sent: Sunday, June 23, 2002 2:53 PM
 C>   Subject: [VotoEletronico] Suspei��o Jobin

  C>   Prezados patr�cios do Voto-e
 C>   Si vis pacem parat bellum
 C>   N�s aqui de Curitiba, estamos tentando costurar um f�rum (ou algo
parecido),
 C>   com base em programas da TV Comunit�ria, �rg�o de onde j� veiculamos
tr�s
 C>   programas (com reprises seguidas) focalizando e explicando aos
 C>   telespectadores, as vulnerabilidades da urna eletr�nica e do sistema
de
 C>   vota��o com a configura��o atual, baseados nas opini�es t�cnicas dos
nossos
 C>   amigos, Sr.s Amilcar, Fadel, Pedro Rezende, Maneschy, e outros. Tamb�m
temos
 C>   veiculado quase na �ntegra o Semin�rio sobre o Voto-e realizado na
C�mara
 C>   Federal, e estamos decididos a entrar na semana que se inicia amanh�,
com
 C>   uma representa��o junto � Procuradoria de Justi�a Federal do Paran�,
 C>   reclamando contra o descumprimento do Art. 66 da Lei 9.504/97, e agora
 C>   arguindo a suspei��o do Ministro Jobim, como analisada pelo Dr.
Haddad.
 C>   Ainda n�o formalizamos um convite aos colegas listeiros de outros
centros
 C>   sugerindo que tomem iniciativas semelhantes em suas �reas, porque n�o
temos
 C>   certeza da ades�o integral a esse projeto da parte do Senador Requi�o
(nosso
 C>   l�der natural nessa mat�ria), embora ele j� tenha concordado em tese
com a
 C>   id�ia, quando consultado por um dos Diretores da TV. Com, o analista
de
 C>   Sistemas Em�lio Lima ([EMAIL PROTECTED]) Logo que tivermos a �ntegra da
 C>   Representa��o vamos divulgar pelo Voto-Eletr�nico, para que aqueles
que
 C>   desejarem possam repetir em suas sedes o mesmo pedido (melhorando-o, �
 C>   claro), repetindo agora o que fizemos quando da privatiza��o da Vale.
 C>   Sauda��es nacionalistas
 C>   Cel. Ref. EB Roberto Monteiro de Oliveira

 C>   ----- Original Message -----
 C>   From: "TgbWebDesign" <[EMAIL PROTECTED]>
 C>   To: <[EMAIL PROTECTED]>
 C>   Sent: Thursday, June 20, 2002 3:34 AM
 C>   Subject: [VotoEletronico] Re: JoABIN � SUSPEITO!



 C>    Carlos Tebecherani Haddad wrote:

 C>                Amigos,

 C>                Nelson JoAbin �, por todo meio, SUSPEITO.

 C>                Diz o C�digo de Processo Civil, tamb�m conhecido nos
meios
 C>    forenses pelo apelido de CPC, em seu Art. 135 que:

 C>                "Art. 135. Reputa-se fundada a SUSPEI��O DE PARCIALIDADE
do
 C>    juiz, quando:

 C>                 I- AMIGO �NTIMO ou inimigo capital de qualquer das
partes;
 C>                II- alguma das partes for credora ou devedora do juiz, de
seu
 C>    c�njuge ou de parentes destes, em linha reta ou na colateral at� o
terceiro
 C>    grau;
 C>               III- herdeiro presuntivo, donat�rio ou empregador de
alguma das
 C>    partes;
 C>               IV- receber d�divas antes ou depois de iniciado o
processo;
 C>    ACONSELHAR ALGUMA DAS PARTES acerca do objeto da causa, ou uministrar
 C>   meios para atender �s despesas do lit�gio;
 C>              V- INTERESSADO no julgamento da causa em favor de uma das
 C>    partes"
 C>                 (os destaques s�o meus)
 C>                 Nelson JoAbin MOROU JUNTO com Jos� Serra, quando ainda
 C>    parlamentar, ambos s�o AMIGOS �NTIMOS, h� compadrio entre eles (um �
 C>    padrinho de casamento do outro), de forma que est� caracterizada a
 C>   SUSPEI��O
 C>    DE PARCIALIDADE, pelo �tem I do Art. 135 do CPC.
 C>                 Da mesma forma, JoAbin � INTERESSADO no processo
eleitoral, j�
 C>    que � filiado a um partido pol�tico (PMDB), declarou-se "l�der do
 C>   (des)governo no Supremo Tribunal Federal", e seria de todo
interessante que
 C>    o candidato chapa branca suplantasse os seus concorrentes na elei��o
que se
 C>    avizinha, mormente se for considerado que o pupilo palaciano ter� uma
 C>    deputada (Rita Camata) do mesmo partido do ministro como candidata a
 C>    vice-presidente da Rep�blica.
 C>        Nelson JoAbin tem, reiteradamente, ACONSELHADO o PMDB e o PSDB
 C>    sobre procedimentos eleitorais, tendo o mais recente caso sido
expresso
 C>   pela
 C>    grande imprensa brasileira. A Folha de S.Paulo, como tamb�m diversos
outros
 C>    �rg�os de informa��o (alguns de desinforma��o) trouxe � popula��o
 C>   brasileira
 C>    o fato que Nelson JoAbin enviou um estafeta para participar da
reuni�o que
 C>    alguns pr�ceres do PMDB realizavam na resid�ncia de Michel Temer,
levando e
 C>    trazendo documentos para o ministro assinar, j� que o Sr. Presidente
do TSE
 C>    estava, naquele hor�rio, se deleitando com o pr�lio ludop�dico entre
Brasil
 C>    e B�lgica.

 C>  N�o somente ACONSELHANDO, mas efetivamente PARTICIPANDO o processo
eleitoral convencional do seu partido, o PMDB,  quando deu a   dire��o e os
ditames jurisprudenciais para o recurso que derrubaria a  liminar concedida
a Roberto Requi�o, o ministro Nelson JoAbin conspurcoua  sua magistratura e
a intr�nseca e necess�ria neutralidade
 C>                  Fosse um novi�o, entender-se-ia.

 C>                  No caso do mui experiente parlamentar, e advogado
militante,
 C>    Nelson JoAbin, a sua investidura, por nomea��o resultante de amizade
�ntima
 C>    com o presidente da rep�blica e seus ministros e ac�litos que seja,
no
 C>   cargo
 C>    de ministro do Excelso Pret�rio brasileiro, o Supremo Tribunal
Federal, �
 C>    uma certeza que haveria, naquele Tribunal, algu�m que soubesse,
exatamente,
 C>    as suas prerrogativas, limites, limita��es e poder efetivo.
 C>                   Portanto, n�o sendo, exatamente, uma ave de arriba��o
 C>   jur�dica, n�o poderia, Sua Excel�ncia, em tempo e sob forma nenhuma,
ignorar
 C>   a legisla��o adjetiva vigente, o C�digo de Processo Civil.
 C>                  Nesse diapas�o, Nelson JoAbin n�o poderia ter se
olvidado da
 C>    melhor doutrina sobre suspei��o e compadrio, tal como lecionado por
 C>    Alexandre de Paula, na sua festejada obra O Processo Civil � luz da
 C>    Jurisprud�ncia (nova s�rie), Vol. II, p. 3662, 237).

 C>                   Da�, vem:

 C>                   COMPADRE. "Constitui motivo bastante para a suspei��o
o fato
 C>    de ser o juiz compadre de uma das partes, mormente quando do
compadresco
 C>    nasceu uma conviv�ncia longa, ass�dua e, desta, uma amizade que pode
ser
 C>    considerada �ntima".

 C>                   "Mutatis mutandi", tamb�m para a qualidade de afilhado
e
 C>    padrinho vige a dic��o doutrin�ria, de forma at� mais severa e
eloq�ente.
 C>                     Com efeito, ser padrinho conota, tanto l�xica como
 C>    juridicamente,  exercer o protetorado, o patronato, a tutela do
afilhado na
 C>    falta do pai. Ao padrinho, na falta do genitor, s�o entregues os
misteres
 C>    paternos, na falta deste.

 C>                  Por seu turno, ser afilhado vem de afilhar, que
significa
 C>    ter (a f�mea) filhos, deitar renovos, rebentos ou verg�nteas, vale
dizer,
 C>   gerar ramos, brotos, rebentos, pimpolhos, prole.
 C>                   Padrinho e afilhado, portanto, t�m la�os
indesfaz�veis.
 C>    S�o, ambos, sujeitos ungidos de um v�nculo moral indissol�vel.

 C>                     Do que nos traz a doutrina e a saben�a dos mestres,
 C>    padrinho e afilhado t�m, inequ�voca e desenganadametne, um v�nculo
afetivo
 C>    muito profundo, caracterizando a amizade �ntima entre ambos.
 C>                     Poranto, sejam padrinhos e afilhados, sejam
compadres,
 C>    indene de d�vida est� a AMIZADE �NTIMA entre Nelson JoAbin e Jos�
Serra.

 C>                      Mesmo que Sua Excel�ncia o ministro, j� tivesse se
 C>    desligado do partido PMDB, o que s� � tangido por um inexced�vel amor
ao
 C>    debate, ainda assim haveria a SUSPEI��O DE PARCIALIDADE, porque o
ide�rio do  partido, assim como o  afeto que o fez pemanecer na agramia��o
por mais de
 3 d�cadas, ficaram gravados de forma perene e profunda no �ntimo dele, tal
qual uma cicatriz, melhor dizendo, uma tatuagem ideol�gica irremov�vel.
 C>     Nelson JoAbin, tamb�m por esse motivo, � SUSPEITO DE   PARCIALIDADE,
no atual processo eleitoral brasileiro.

 C>   Argu�da a suspei��o, deve o juiz se afastar, ou ser afastado, da
judicatura daquele processo, vale dizer, n�o poder� participar do processo
em lume.
C>   A argui��o de suspei��o, por outro lado, n�o pode ser argu�da por
qualquer um do povo, mas apenas pela parte interessada.
 C>    Somente as partes t�m legitimidade ativa para arguir a  suspei��o,
assim denominada exce��o de suspei��o do juiz, a teor do Art.  304  do CPC.
 C>  Incumbe, por esse vi�s, aos candidatos que se sentirem prejudicados
oporem a exce��o de suspei��o do Sr. Ministro do Tribunal  Superior
Eleitoral, ministro Nelson JoAbin.
C>   H� mais a ser dito.
 C>  Voltarei daqui a pouco.
                   Fiquem em Paz.
               Carlos Tebecherani Haddad



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