Seguem, abaixo, os comentários que enviei ao Blog do Josias:

1)-----------------------------------------
Josias, há um engano em sua interpretação.
O projeto de lei do dep. Severiano e relatado pelo Vital do Rego, NÃO 
PROPÕE O CONTROLE DAS URNAS-E PELO CONGRESSO.
O que é proposto é que a regulamentação da fiscalização (poder 
legislativo) seja feita pelo congresso e não pelo próprio TSE como é 
feito hoje e que resultou num sistema que é impossível de ser auditado, 
como ficou provado no caso de Alagoas, onde não é possivel se dizer se 
houve ou não desvio de votos.
O Poder Executivo Eleitoral, ou seja o controle das urnas, continuaria 
com o TSE no papel de Justiça e Administrador Eleitoral.
Apenas está se tirando o poder legislativo de quem já tem o executivo e 
o judiciário.
No meu entender, golpe é manter os três poderes nas mãos de um só grupo 
de pessoas, como é hoje (só) no Brasil.
Nota: urnas eletrônicas do tipo da brasileira, que não permitem 
auditoria contabil da apuração, estão sendo proibidas em todos os países 
democraticamente desenvolvidos.
2)----------------------------------------------
Comentário ao Nelson, que falou em fim do voto-de-cabresto com papel 
carbono.
Hoje em dia se usa o celular para gravar em vídeo a sequência de telas 
nas urnas-e e comprovar o voto.
Na internet (YouTube) tem um monte de exemplos disso.
É equivoco pensar que as urnas-e acabaram com o voto de cabresto.
No caso de Alagoas, o administrador eleitoral não forneceu os arquivos 
de votos (Registro Digital do Voto) para auditoria do prof Clóvis do 
ITA, sob alegação que estes arquivos punham em risco a inviolabilidade 
do voto.
Então, eles próprios reconhecem que há este risco.


Beth Osuch escreveu:
> http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2007-11-18_2007-11-24.html
> 
> *Comissão do Legislativo regularia a votação eletrônica*
> 
> 
> Uma subcomissão instituída na Câmara há sete meses prepara-se para divulgar
> nos próximos dias um relatório tão polêmico quanto mal divulgado. Sugere que
> o controle das urnas eletrônicas seja transferido do Tribunal Superior
> Eleitoral para uma "Comissão de Automação Eleitoral do Congresso Nacional",
> a ser criada por lei.
> 
> 
> 
> Os idealizadores da novidade põem em dúvida a inviolabilidade das urnas
> eletrônicas. Sustentam que falta transparência ao processo eleitoral
> brasileiro. Atribuem a suposta obscuridade ao excesso de poderes do TSE. O
> tribunal acumularia atribuições que, além de excessivas, seriam
> incompatíveis entre si: baixa as normas que regem as eleições, administra o
> processo eleitoral e dá a palavra final nos processos que têm origem nos
> pleitos.
> 
> 
> 
> Em bom português, os deputados estão questionando a isenção da Justiça
> Eleitoral. E, a pretexto de resolver o suposto problema, sugerem que as
> regras do processo eleitoral eletrônico passem a ser definidas pelos
> próprios deputados e senadores, reunidos numa Comissão Eleitoral.
> Esquecem-se de um detalhe relevante: o congressista é parte interessada,
> muito interessada, interessadíssima no resultado das urnas. É como atribuir
> à raposa a gerência do galinheiro.
> 
> 
> 
> A esperteza começou a andar em fevereiro de 2007. O deputado Maurício
> Quintella Lessa (PR-AL) propôs a realização de uma audiência pública na CCJ
> (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara, para discutir a segurança
> das urnas eletrônicas. A tal audiência foi realizada no mês seguinte. A
> estrela do encontro foi Clóvis Torres Fernandes, professor da Divisão de
> Ciência da Computação do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica).
> 
> 
> 
> O professor Clóvis Torres realizara, no ano passado, um estudo sobre a
> votação eletrônica realizada em Alagoas. Trabalho feito por encomenda do
> usineiro João Lyra. Candidato ao governo do Estado, Lyra estava inconformado
> com o resultado das urnas. Embora fosse o candidato mais bem-posto nas
> pesquisas eleitorais, terminou derrotado por Teotônio Vilela Filho
> (PSDB-AL).
> 
> 
> 
> Na audiência da CCJ, Clóvis Torres disse aos deputados que, ao periciar as
> urnas alagoanas, constatara vulnerabilidades em pelo menos
> 44%<http://www2.camara.gov.br/internet/homeagencia/materias.html?pk=100441>delas.
> O deputado Jutahy Júnior (PSDB-BA) perguntou ao professor se ele
> tinha segurança para afirmar que os supostos problemas teriam resultado em
> fraude. A resposta foi
> negativa<http://www2.camara.gov.br/internet/homeagencia/materias.html?pk=100462>.
> Clóvis Torres reafirmou a sua convicção quanto à fragilidade das urnas
> eletrônicas, mas disse que os dados que coletara não permitem dizer que
> houve fraude efetiva.
> 
> 
> 
> Convidado a participar da audiência pública, Carlos Veloso, ex-ministro do
> STF e do TSE, fervoroso defensor da segurança da votação eletrônica, não
> apareceu. E a urna acabou ficando indefesa. Pressionando
> aqui<http://www2.camara.gov.br/comissoes/ccjc/notastaq/nt29032007.pdf>,
> você chega à íntegra da ata da sessão da CCJ da Câmara.
> 
> 
> 
> No início de abril, aprovou-se por unanimidade um requerimento do deputado
> Geraldo Magela (PT-DF). Propôs a instalação de uma subcomissão, no âmbito da
> comissão de Justiça, para estudar a segurança da votação eletrônica no
> Brasil. Nomeou-se como relator da empreitada Vital do Rego (PMDB-PB). É o
> relatório desse deputado que será divulgado nos próximos dias. Ele não
> esconde a intenção de esvaziar o TSE e transferir para o Congresso o
> controle das urnas eletrônicas. Expôs suas idéias em reportagem veiculada
> dias atrás pela TV Câmara
> (assista<http://imagem.camara.gov.br/internet/midias/TV/2007/11/tvcaprimeirapagina20071112-002-wm.100.wmv>
> ).
> 
> 
> 
> Vital do Rego não foi nomeado relator da subcomissão por acaso. Ele já havia
> sido designado antes para relatar um
> projeto<http://www.camara.gov.br/sileg/prop_detalhe.asp?id=281676>de
> lei complementar que trata do mesmo tema. Apresentou-o, em 2005, o
> deputado Severiano Alves (PDT-BA). Propõe que as eleições eletrônicas sejam
> regulamentadas e fiscalizadas por uma "Comissão de Comissão de Automação
> Eleitoral formada no Congresso Nacional".
> 
> 
> 
> Ao justificar o teor de seu projeto, Severiano Alves anota que "a automação
> do processo eleitoral no Brasil foi desenvolvida de forma pioneira e, para
> orgulho do brasileiro, tem servido de exemplo" para outros países. Mas ele
> ressalva: "Não podemos acomodar-nos nos louros do pioneirismo na suposição
> de que teríamos construído um sistema perfeito e totalmente transparente".
> 
> 
> 
> Para o deputado Severiano, a automação das urnas trouxe "o risco inerente
> provocado pela falta de domínio pela sociedade dos detalhes e peculiaridades
> das tecnologias de segurança envolvidas". Acha que "a falta de transparência
> no processo eleitoral é muito perigosa". E, a pretexto de "aumentar a
> eficiência do sistema, especialmente quanto à fiscalização do processo
> informatizado do voto", propõe que o Congresso, e não o TSE, passe a ter "a
> competência exclusiva e prioritária" na regulamentação e fiscalização da
> matéria.
> 
> 
> 
> Passa da hora de lideranças sérias e repórteres prestarem um naco de atenção
> em mais esta manobra urdida na Câmara.
> 
> 

-- 
[ ]s
   Eng. Amilcar Brunazo Filho - Santos, SP
   www.votoseguro.org
   -----------------
   SEI EM QUEM VOTEI,
   ELES TAMBÉM,
   MAS SÓ ELES SABEM QUEM RECEBEU MEU VOTO

   Assine o manifesto pela segurança
   e transparência do voto eletrônico em:
   http://www.votoseguro.com/alertaprofessores




--~--~---------~--~----~------------~-------~--~----~
__________________________________________________

O texto acima e' de inteira e exclusiva responsabilidade de seu
autor, conforme identificado no campo "remetente", e nao
representa necessariamente o ponto de vista do Forum do Voto-E

O Forum do Voto-E visa debater a confibilidade dos sistemas
eleitorais informatizados, em especial o brasileiro, e dos
sistemas de assinatura digital e infraestrutura de chaves publicas.
__________________________________________________
Pagina, Jornal e Forum do Voto Eletronico
        http://www.votoseguro.org
__________________________________________________

Você recebeu esta mensagem porque está inscrito no Grupo "VotoEletronico" em 
Grupos do Google.
 Para postar neste grupo, envie um e-mail para [email protected]
 Para cancelar a sua inscrição neste grupo, envie um e-mail para [EMAIL 
PROTECTED]
 Para ver mais opções, visite este grupo em 
http://groups.google.com/group/votoeletronico?hl=pt-
-~----------~----~----~----~------~----~------~--~---

Responder a