Gostaria de saber qual foi a fraude em Itajaí.
2008/11/26 Amilcar Brunazo Filho <[EMAIL PROTECTED]>
>
> O dep. Magela trouxe uma informação muito interessante durante a
> audiência na Câmara.
>
> Ele contou que acompanhou a eleição americana, como representante do
> Câmara Ferderal, nos estados de Nova York e de Virgínia, que tinham
> sistemas semelhantes.
>
> Nos locais de votação havia dois tipos de máquinas de votar que o
> eleitor podia escolher: 1) máquinas puramenente eletrônicas como as
> nossas brasileiras; e 2) scaners que liam o voto escrito pelo eleitor e
> depois guardavam o papel para futura auditoria.
>
> A proporção de eleitores que escolhiam as máquinas com voto em papel foi
> de 12:1.
>
> Para cada eleitor que aceitava votar um urnas tipo brasileira, outros 12
> preferiam o sistema onde o voto era materializado para futura recontagem
>
> ------------------------------------------------------
>
> *Câmara volta a discutir vulnerabilidade da urna eletrônica*
>
> *Brasília, 25/11/2008* - A cada eleição que passa é maior a certeza de
> que o sistema eletrônico de votação precisa ser reformulado devido a sua
> vulnerabilidade à fraudes. Este foi o debate na audiência pública da
> Subcomissão de Segurança do Voto Eletrônico, nesta terça, 25, na Câmara
> dos Deputados. O diretor da empresa Microbase Tecnologia Frederico
> Gregório e o professor de Ciência da Computação da Universidade Federal
> de Brasília - UNB Pedro Dourado Rezende apresentaram aos parlamentares
> comprovações de fraudes eleitorais que não deixam qualquer rastro de
> violação das urnas e sugestões para aperfeiçoar o sistema, além de
> protestarem contra a resistência do Tribunal Superior Eleitoral em
> permitir auditorias ou testes de penetração nas máquinas de votação.
> Eles sugerem que um colegiado de notáveis trabalhe com o parlamento
> brasileiro na elaboração de um novo sistema eletrônico de votação,
> aberto e transparente.
>
> *Materialização* - Nós temos uma grande preocupação para que o voto do
> cidadão seja respeitado, para que a vontade do eleitor seja soberana.
> Hoje, a urna eletrônica não dá essa certeza. Não é possível recontar os
> votos ou realizar uma auditoria. Já foi provado que é possível fraudar a
> urna eletrônica. Por isso, em nenhuma democracia consolidada a votação é
> puramente eletrônica. Nos EUA, o voto é no papel e só depois é
> registrado eletronicamente. Na Alemanha, a votação eletrônica é proibida
> por lei e foi banida da Holanda. Mesmo assim, a apuração é rápida. Só no
> Brasil temos essa situação de insegurança', afirma a *deputada Janete
> Capiberibe (PSB/AP)*, autora do projeto de lei 970/22007, que institui a
> materialização do voto eletrônico nas eleições brasileiras e tramita na
> Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara. O projeto da deputada Janete
> Capiberibe consta no relatório da subcomissão como prioritário para
> aperfeiçoar o processo de votação no Brasil.
>
> Tanto parlamentares quanto o professor da UNB mostraram-se preocupados
> com a judicialização do processo político brasileiro. 'A Justiça
> Eleitoral quer ser dona absoluta do processo democrático brasileiro. É a
> judicialização da política', afirmou o deputado Maurício Quintela (PR/AL).
>
> *Segurança* - 'Estou atônita. Me preocupa não termos nenhuma segurança
> nem a transparência necessárias no processo de votação. Por isso é
> fundamental aprovar o projeto de minha autoria de materialização do voto
> para que o eleitor se sinta seguro de que o voto foi para quem ele
> votou', reforçou a deputada Janete Capiberibe. A socialista lembrou que
> desapareceram 21 mil votos na eleição de 2006, no Amapá, por conta da
> violação e sumiço de urnas eletrônicas e logs de votação.
>
> O deputado Zenaldo Coutinho (PSDB/PA) questiona a inviolabilidade
> tecnológica das urnas eletrônicas. 'Se o FBI é /hackeado/, se os sites
> dos bancos são invadidos por /hackers/, como acreditar que a urna
> eletrônica é tão mais segura? E se é segura, por que tanto sigilo? Será
> que somos o grande destaque mundial em tecnologia? E por que nenhuma
> democracia do mundo adota o sistema eleitoral brasileiro?'
>
> *Fraudes* - O professor Pedro Dourado Rezende, da UNB, listou uma série
> de municípios com fortes indícios de fraudes na última eleição: Nova
> Esperança - PR, Itajaí - SC, Bragança Paulista - SP, Cabo Frio - RJ,
> além de cerca de uma dúzia de municípios da Bahia onde se constatou que
> metade dos mesários sequer assinou a ata de votação nem o boletim de
> urna. Ele considera ruim a falta de transparência. 'Esperei dois anos e
> meio para ter a resposta de quem foram os contratados temporários pelo
> TSE que inseminaram as urnas eletrônicas com o programa de votação'. Ele
> também acusa que foram usados pelo TSE 90 mil cartões de memória
> defeituosos sem que os técnicos ou os mesários soubessem. Dourado
> lamenta que a grande mídia não se interesse pela questão. Para ele, a
> votação eletrônica, 'ao desmaterializar o voto, tirou do cidadão
> brasileiro o direito de fiscalizar'.
>
> Frederico Gregório, da Microbase Tecnologia, afirmou que o código
> fechado a urna eletrônica eleva a possibilidade de fraudes. Ele
> considera que o TSE rompeu com a engenharia eletrônica brasileira e 'a
> cerimônia de lacração é ato extremamente político, sem qualquer
> compromisso com a segurança. A auto-checagem (da urna eletrônica) é um
> vício de segurança inaceitável', arrematou. Na auto-checagem, a própria
> urna verifica se há alguma corrução no programa de votação. Um programa
> de fraude pode prever isso e a auto-checagem vai considerar a urna apta.
> Ele afirmou que a fraude pode ser feita a cada urna ou, numa situação
> mais grave, a partir do chamado 'flash de carga', cuja unidade carrega
> com o programa de votação uma centena de urnas. 'Um cartão carrega 100
> urnas com 400 votos cada. Se estiver com um programa fraudador, vai
> tornar corrompíveis os votos de 40 mil eleitores', afirmou. Segundo ele,
> são necessários apenas 30 segundos em cada urna para alterá-la e, ao
> final do processo de votação, a desativação do programa fraudador não
> deixa qualquer rastro ou indício de violação.
>
> *Avanço* - É unânime a opinião de que a urna eletrônica reduziu outros
> tipos de fraudes eleitorais. Mas ainda persistem, por exemplo, as
> fraudes de cadastro, quando um eleitor vota pelo outro. Mas, segundo os
> especialistas, esta situação não é a mais grave, pois pode ser
> constatada. 'O pior problema é com as fraudes que não podem ser
> detectadas', alertam. Por isso, sugerem testes de penetração, que agora
> não entraram sequer entram na hipótese de permissão do TSE. A legislação
> brasileira considera crime se for feita uma demonstração de violação da
> urna eletrônica mas um vídeo no /youtube/ mostra como é possível
> fraudá-la. Nos EUA, uma técnica em informática afirmou ao deputado
> Geraldo Magela (PT/DF), observador das eleições norte-americanas, que as
> urnas eletrônicas são vulneráveis. 'Só não vou lá mostrar como é fácil
> fraudar por que vocês são estrangeiros', esquivou-se. Nos EUA, o voto
> pode ser feito num sistema puramente eletrônico e noutro em uma cédula
> de papel digitalizada em seguida. Assim, é possível a recontagem, por
> exemplo. Apenas um eleitor usa a urna eletrônica a cada 12 que preferem
> o voto no papel.
>
>
> Na foto:
>
> *A audiência presidida pelo deputado Gerson Peres (c) ouviu os técnicos
> Gregório (d) e Dourado*
>
> Crédito: Ivaldo Cavalcante/Agência Câmara
>
>
> *Texto:*
>
> *Sizan Luis Esberci*
>
> *Assessor de Imprensa*
>
> *Gabinete da deputada Janete Capiberibe - PSB/AP*
>
> *61 3215 5223*
>
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